Policial Civil disparou contra o motociclista após se envolver em acidente de trânsito.
(Foto: Reprodução/Vídeo)
Fontes do Capital do Pantanal asseguram que o investigador da Polícia Civil, identificado pelas iniciais C.P.F., de 34 anos, que anos atrás, em 2013, foi acusado de tirar um preso de uma cela da delegacia para juntos, em uma viatura, saíram pelas ruas de Campo Grande realizando ameaças com uma arma, é o mesmo policial que na tarde desta segunda-feira, 24 de março, atirou contra um motociclista, após a ocorrência de um acidente de trânsito. De acordo com a Assessoria de Comunicação da Polícia Civil, o investigador foi absolvido no caso de 2013.
O acidente ocorreu no bairro Aero Rancho, na Capital do Estado, no cruzamento das ruas Ricky Nelson com a Rua Maria das Dores Soares. De acordo com informações, o motociclista e o policial seguiam no mesmo sentido da via, quando o condutor da moto acabou colidindo contra o veículo onde transitava o policial.
Testemunhas relataram ao jornal Mídiamax que o policial teria se identificado e tentado realizar uma abordagem no motociclista, já que ele transitava em alta velocidade. Devido à recusa da abordagem, ambos entraram em discussão, conforme mostra o vídeo registrado por moradores.
No vídeo, os dois aparecem discutindo numa espécie de empurra-empurra, até que o motociclista acerta um golpe de capacete no braço do policial, que já está com sua arma em mãos. O condutor da moto tenta levantar seu veículo por diversas vezes, mas é impedido pelo policial em todas elas. Em determinado momento, o condutor força erguer a moto, e quando consegue, o policial derruba o veículo novamente. O motociclista reage acertando o capacete na janela do carro do policial, momento em que o investigador dispara e atinge a perna do motociclista.
Segundo testemunhas, o policial acionou o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e, junto aos moradores, fizeram um torniquete para conter o sangue, enquanto aguardavam a chegada dos socorristas.
Caso de 2013
Em novembro de 2013, o investigador foi preso por policiais do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) e da Polícia Militar, após denúncias de que ocupantes de um veículo Logan de cor preta ameaçavam pessoas na rua com uma arma de fogo.
Com a placa do veículo que foi informada pelos moradores, os policiais constataram que se tratava de uma viatura da Polícia Civil e pertencente à 7ª Delegacia de Polícia da Capital. Assim que a viatura da Polícia Militar foi avistada, o veículo fugiu.
No veículo, estava o investigador C.P.F., e na condução, R.D.W.V., que na época estava preso e custodiado na 7ª DP. O detento era condenado a 14 anos de prisão por disputar um racha na Avenida Duque de Caxias que resultou na morte de homem de 22 anos, identificado pelas iniciais M.V.H.A.
Na época, o investigador foi preso pelos crimes de peculato, ameaça, desacato e desobediência, mas foi absolvido.
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