Criança segura peça de quebra-cabeça em formato de coração.
(Foto: iStock)
Neste 14 de abril, quando se celebra o Dia Nacional da Luta pela Educação Inclusiva, o debate vai além das homenagens e levanta questionamentos urgentes sobre a realidade nas escolas brasileiras. Em Corumbá, a representante das mães atípicas, Silvia Vilalva, reforça que a data deve servir como reflexão e cobrança por avanços concretos.
“Celebrar é importante, mas é preciso ir além: será que nossas escolas estão realmente preparadas para incluir?”, questiona Silvia. Segundo ela, a inclusão ainda enfrenta barreiras estruturais e pedagógicas que impedem sua efetivação no cotidiano escolar.
A falta de materiais adaptados, a escassez de formação continuada para professores e o suporte insuficiente são apontados como entraves recorrentes. “Muitas crianças ainda não têm acesso a profissionais de apoio capacitados. E, quando têm, surge outra dúvida: esses profissionais estão preparados para atender com qualidade?”, destaca.
Silvia também chama atenção para a necessidade de integração entre escola e família. “Os pais conhecem profundamente seus filhos e têm muito a contribuir. Junto com os educadores, formam a base para que a inclusão aconteça de forma verdadeira”, diz.
Em tom de apelo, ela cobra ações do poder público municipal. “É fundamental que todas as escolas tenham salas de Atendimento Educacional Especializado estruturadas e funcionando plenamente”, defende, destacando a importância da continuidade no desenvolvimento das crianças.
Ao marcar a data, o recado das famílias é direto: a inclusão que se espera não é simbólica, mas efetiva. “É aquela que acolhe, respeita e transforma vidas”, conclui.
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