Acordo inicial irá reduzir as tarifas entre os dois países por 90 dias.
(Foto: Nicolas Asfouri/AFP)
Os Estados Unidos e a China concordam em reduzir as tarifas sobre os produtos um do outro por 90 dias, em uma grande redução da escalada de sua guerra comercial. Segundo o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, ambos os lados cortarão as tarifas em 115% a partir de quarta-feira (14/5).
Isso significa que as tarifas americanas sobre as importações chinesas cairão para 30%, enquanto as tarifas chinesas sobre produtos americanos cairão para 10%. A China continuará a enfrentar uma tarifa adicional de 20% relacionada ao fentanil.
Em um comunicado conjunto sobre o acordo, ambos os lados concordaram em "estabelecer um mecanismo para continuar as discussões sobre relações econômicas e comerciais".
Eles ainda reconheceram a "importância de suas relações econômicas e comerciais bilaterais para ambos os países e para a economia global" e afirmaram que novas rodadas de negociação podem ser realizadas no futuro nos EUA ou na China.
O ministro do Comércio chinês, Wang Wentao, disse esperar que os EUA "continuem trabalhando com a China" no comércio. Estados Unidos e China se envolveram nas últimas semanas em uma crescente rivalidade.
O anúncio no início de abril pelo presidente americano, Donald Trump, que seriam aplicadas tarifas de 34% sobre produtos chineses gerou uma retaliação em igual medida de Pequim. Isso desencadeou novos golpes e contra-golpes de ambos os lados que resultaram em tarifas americanas que somaram 145% contra a China e de tarifas de 125% sobre produtos americanos importados pela China.
Os anúncios geraram instabilidade nas bolsas de valores e temores de recessão e impactos negativos na economia global.
A correspondente da BBC em Pequim, Laura Bicker, afirma que as autoridades chinesas estavam começando a se preocupar com o impacto das tarifas americanas. Bessent também reconheceu no mês passado que a situação havia se tornado insustentável.
Após o anúncio do acordo nesta segunda, o valor do dólar americano e do yuan chinês subiram.
'Um corte maior do que o esperado'
Segundo Theo Leggett, correspondente de negócios internacionais da BBC, o corte tarifário foi maior do que o esperado – "e isso foi bem recebido pelos analistas". A tarifa atual dos EUA, de 30%, ainda é alta – mas foi descrita por analistas como "administrável". "Por enquanto, as notícias de hoje estão sendo vistas como um avanço bem-vindo", diz Leggett.
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