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Uso de planta aquática para biocombustível fomenta pesquisa e sustentabilidade em MS

12 julho 2019 - 09h14Portal do Governo de Mato Grosso do Sul

O Governo do Estado participou do lançamento do projeto “Macrofuel: Aproveitamento Energético de Bio-Óleo Pirolítico de Macrófitas Aquáticas para Produção de Biocombustível”, realizado pelo Instituto Senai de Inovação em Biomassa (ISI Biomassa) e a CTG Brasil – responsável pelas usinas hidrelétricas de Ilha Solteira (Selvíria) e Jupiá (Três Lagoas), na divisa de Mato Grosso do Sul com o Estado de São Paulo e considerada a 2ª maior geradora privada de energia do País. O projeto foi apresentado na manhã desta quinta-feira (11.06), em Três Lagoas, e tem por objetivo avaliar o aproveitamento energético do bio-óleo proveniente de macrófitas, que são plantas aquáticas, nos reservatórios de Ilha Solteira e Jupiá.

O secretário-adjunto, Ricardo Senna, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) representou o governador Reinaldo Azambuja no evento. Segundo ele, este projeto tem vários significados para o Estado. “O primeiro é saber que as empresas estão apostando em tecnologias limpas para promover o seu crescimento”, destacou.

“É fundamental pensarmos o desenvolvimento sob a ótica da sustentabilidade. Produzir energia por meio de tecnologias limpas é um importante passo nessa direção. Além disso, ficamos entusiasmados com o fato de a CTG ancorar suas ações em projetos de pesquisa e desenvolvimento. A ciência, a tecnologia e a inovação são, sem dúvida, uma alavanca essencial para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e a Semagro, por meio de suas superintendências e órgãos vinculados é fomentadora desta pauta no Estado”, comentou Ricardo Senna.

De acordo com o secretário-adjunto da Semagro, “é importante observar a parceria entre empresas privadas e instituições de pesquisa como o ISI Biomassa, que aposta na inovação. Esse projeto cria oportunidades de pesquisa e desenvolvimento nessa área para solucionar não somente o problema que a usina identifica, mas também para mostrar às empresas que os investimentos em inovação podem ajudar a resolver problemas de gestão, de processos e novos produtos”, finalizou.

Inovação e Tecnologia

Na avaliação do diretor-regional do Senai, Rodolpho Caesar Mangialardo, o lançamento desse projeto representa um divisor de águas dentro da instituição. “Esse ano comemoramos 40 anos em Mato Grosso do Sul e temos por base a educação profissional para as indústrias, mas há alguns anos já percebemos que a inovação e a tecnologia têm de andar juntas com essa formação profissional. Então nós estruturamos o ISI Biomassa para enxergar o que mais poderíamos fazer dentro das indústrias”, explicou.

Para ele, esse contrato buscando uma solução com as macrófitas é um dos frutos dessa busca pela inovação. “Essas plantas aquáticas prejudica a geração de energia nas hidrelétricas. Foge um pouco dessa linha do Senai de investimentos em energia solar e energia eólica, mas acho que devemos olhar com bons olhos esse projeto, que é tão importante. É fundamental essa parceria para entendermos na prática a realidade das indústrias para apresentarmos soluções para os problemas que elas enfrentam”, completou.

Investimento milionário

Segundo a diretora do ISI Biomassa, Carolina Andrade, o projeto prevê investimentos de R$ 4,6 milhões, utilizando recursos do Senai, da CTG Brasil e da Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial). “Já começamos algumas ações e, na quarta-feira (10/07), a equipe já estava em campo, avaliando a ocorrência das macrófitas. Nós já começamos os ensaios dentro do laboratório, mas é um projeto que deve durar três anos dada sua complexidade, porque vamos sair de uma planta e vamos chegar a um óleo para uso nos motores da própria empresa. Então há uma série de etapas e todas serão conduzidas aqui dentro do ISI Biomassa”, detalhou.

O diretor de operação e manutenção da CTG Brasil, César Teodoro, destacou que a pesquisa e a inovação são uma mola propulsora do desenvolvimento, daí a escolha de trabalhar com o Senai para buscar uma tecnologia inovadora. “Buscamos com a inovação trazer a melhoria no desenvolvimento de algo que atualmente nos preocupa e trazendo o crescimento junto à comunidade e a participação do Senai. As macrófitas são um problema hoje e agora queremos encontrar essa solução e mais, outros subprodutos que possam trazer uma situação bastante favorável”, salientou.

Ele reforçou que a ideia inicial não abrange a comercialização direta do bio-óleo, visto que o foco é desenvolver uma metodologia de produção de biocombustível líquido para geração de energia. “O primeiro passo é um diagnóstico desse produto e a possibilidade de expandir de forma externa, com certeza utilizaremos junto à comunidade.  O projeto é para os reservatórios de Jupiá e Ilha Solteira, mas dependendo dos resultados obtidos, poderemos expandir para outras unidades”, acrescentou.

Também presente ao evento, o prefeito de Três Lagoas, Angelo Guerreiro, destacou a localização estratégica do município e do ISI Biomassa para atender as indústrias de todo o País. “É uma honra para nós termos o Instituto de Inovação do Senai aqui, atendendo as empresas da região e do restante do Brasil em projetos de pesquisa e inovação que melhoram a competitividade dessas empresas e também criam novos produtos. Torço para que esse projeto de pesquisa com a CTG Brasil tenha sucesso e possa ser expandido para outras unidades e me coloco à disposição para que vocês contem conosco no que for possível”, finalizou.

 

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