Menu
sábado, 24 de julho de 2021
Expresso Mato Grosso - Junho
Expresso Mato Grosso - Promoção de Junho
Geral

União vai cortar até recursos do SUS e educação para bancar redução do diesel

01 junho 2018 - 11h13Midiamax

O governo do presidente Michel Temer (MDB) cedeu à pressão dos caminhoneiros, que fizeram greve por quase 11 dias, e aceitou reduzir impostos sobre o óleo diesel, para baratear o preço do combustível, mas para garantir essa redução anunciou terá que cortar em outras áreas, como reduzir investimentos em programas federais de saúde e educação.

Além disso, o governo Temer anunciou que vai reduzir incentivos fiscais para empresas exportadoras e indústrias química e de refrigerantes, e espera garantir com isso uma receita extra de cerca de R$ 4 bilhões aos cofres da União.

O subsídio acordado com os caminhoneiros gira em torno de R$ 13,5 bilhões, oriundos da isenção do Cide e da redução do Pis/Confins sobre o diesel, reduzindo em R$ 0,46 o valor na refinaria. A gestão Temer ainda cancelou aproximadamente R$ 3,4 bilhões em gastos do orçamento de 2018.

As medidas foram anunciadas durante entrevista coletiva, na manhã desta quinta-feira (31), do secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, que explicou que o governo vai alterar a tributação da indústria química, o que deve render outros R$ 170 milhões de receita.

Cobrança

Outra medida adotada foi a redução do chamado Reintegra (Regime Especial de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras), que devolvia 2% do valor exportado em produtos manufaturados em créditos de Pis/Confis. Agora, esse percentual cairá para 0,1%. Com isso, o governo espera arrecadar pouco mais de R$ 2 bilhões ainda em 2018.

Outros R$ 740 milhões devem ser obtidos da da redução da alíquota de IPI (Imposto sobre Produtos Importados), de 20% para 4%, cobrada na fabricação de concentrados de refrigerantes, com isso as empresas terão menos créditos para abater de impostos.

Além dessas medidas, foi publicada na edição extra do Diário Oficial da União desta quinta-feira, a lei, sancionada pelo presidente Michel Temer, que reonera a folha de pagamento de 28 setores da economia. Com a lei, o impacto nos cofres públicos deve ser de R$ 830 milhões.

Cortes

De acordo com o Jornal Folha de São Paulo, o governo ainda vai cortar R$ 135 milhões de ações de fortalecimento do sistema único de saúde, pouco mais de R$ 368 milhões de programas do Ministério dos Transportes, e reduzir investimentos de ações como concessão de bolsas de um programa de estímulo ao fortalecimento de instituições de ensino superior, que perderá R$ 55,1 milhões, e retirar R$ 1,5 milhão do policiamento ostensivo e rodovias e estradas federais.

Nesta quinta-feira o governo de Michel Temer sancionou a lei que reonerou a folha de pagamento de alguns setores.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Seguiriam para Bolívia
Dois veículos que seriam atravessados para Bolívia são recuperados
Mais tempo
Exame toxicológico na emissão de CNH tem prazo ampliado para utilização do laudo
Empreendedorismo
Cinco erros que o empresário deve evitar no Marketing e Vendas
Imunização
Sábado tem vacinação contra Covid até 12h no drive do Poliesportivo
Investigaçã
Famosos em MS, grupos de venda estão 'recheados' de produtos roubados
Saúde
Anvisa suspende estudos clínicos da Covaxin no Brasil
Sorte
Mega-Sena pode pagar R$ 7 milhões no sorteio deste sábado
Cidade Tranquila
Operação conjunta combate crimes fronteiriços em Corumbá e Ladário
Tempo
Ar seco e quente pode marcar o sábado em Mato Grosso do Sul
Acidente
Motociclista fratura clavícula após perder controle em lombada

Mais Lidas

Sem contrato
Santa Casa de Corumbá perde serviço de Urologia
Investigação
Caso Maria Stella Coimbra: jovem teria fotografado documento do suposto estuprador
Acidente
Motociclista fratura clavícula após perder controle em lombada
Município
Decreto prorroga por mais 14 dias medidas para diminuir contaminação pela Covid-19