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Servidores da UFMS querem reformas política, tributária, fiscal e do judiciário

18 fevereiro 2019 - 10h30Assessoria de imprensa

Servidores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul são contra a reforma da Previdência Social da forma como o governo pretende, penalizando apenas os trabalhadores brasileiros e mantendo privilégios de algumas categorias. Entretanto, são plenamente favoráveis às reformas política, tributária e fiscal e do judiciário.

“A sociedade não suporta mais tantos escândalos na política brasileira; pagar tantos tributos e impostos e assistir a um judiciário cheio de privilégios, com salários astronômicos, auxílios de tudo o que se imaginar e, ao mesmo tempo, termos que conviver com leis frágeis e esfaceladas que permitem que o criminoso tenha direito a eternos recursos”,  explica Waldevino Basílio, coordenador do SISTA/MS - Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e Institutos Federais de Educação de MS.

Basílio diz que a entidade e servidores da UFMS vão continuar a empunhar a bandeira contra a reforma da previdência e vão engrossar ainda mais a luta em favor das reformas política, do judiciário e fiscal e tributária.

Sobre o judiciário, segundo Basílio, além dos privilégios que esse poder insiste em manter para seus representantes, envolvendo milhões de reais de dinheiro público, tem também a questão da morosidade na tramitação dos processos nesse poder.

Sobre a necessidade de reforma fiscal e tributária, a direção do SISTA/MS, em comunhão com os servidores da universidade, manifestada em assembleias ordinárias e extraordinárias, ressalta que a população brasileira não suporta mais pagar tantos impostos e tributos sobre absolutamente tudo o que usa, consome e até pelo que não consome. “Cada cidadão brasileiro trabalha mais de cinco meses no ano só para pagar os tributos ao governo. Isso não pode mais continuar. Não em um país que busca o crescimento e o desenvolvimento como uma Nação de primeiro mundo. As famílias brasileiras precisam de mais qualidade de vida e de recursos para viver com qualidade de vida”, critica o coordenador geral.

O SISTA/MS sustenta que além de reduzir a carga tributária e fiscal o governo deve devolver essas arrecadações à comunidade em forma de mais e melhores serviços nas áreas de saúde, educação e infraestrutura, para que as famílias tenham mais qualidade de vida.

A enfermeira do HU e também coordenadora do sindicato, Cléo Gomes também tece duras críticas aos modelos político, tributário e fiscal em vigor hoje no Brasil. “Reformas desses segmentos se fazem necessários há muitos anos. Pagamos um preço muito alto para sustenta-los como são hoje”, afirma. Ela insiste também em ressaltar que a Previdência não é deficitária no país e que ocorre sim uma série de outros problemas que agravam o setor e que o Governo insiste em fazer vista grossa, como por exemplo as isenções de grandes empresas; sonegação de bilhões de reais por determinadas empresas; o desvio por intermédio da DRU, por exemplo, de mais de 30% dos recursos da previdência social e outros problemas que precisariam ser enfrentados com autoridade e respeito ao povo brasileiro.

Os conchavos políticos entre partidos e a permanência de autoridades envolvidas em escândalos de desvio de verbas públicas para enriquecimento próprio são apenas dois dos inúmeros problemas da política hoje no Brasil, afirma Cléo Gomes. “Uma ampla e rigorosa reforma política no Brasil já deveria ter sido feita há muito tempo. Mas os nossos parlamentares ficam protelando para salvaguardar suas próprias mordomias e não deixar o poder”, critica a coordenadora do SISTA/MS.

Basílio lembra que uma recente reforma política foi implementada no país, só que ela ficou bem longe do ideal, pois só aumentou as regalias e privilégios dos políticos. “Precisamos de uma reforma política séria e que respeite a vontade popular”, afirma o sindicalista que deixa como reflexão a seguinte pergunta: - Quanto custa um político (vereador, deputado estadual, deputado federal, senador, governador...) em nosso país anualmente?  Ele lembra que: “são pessoas sustentadas pela gente e que trabalham contra a gente”.

O sindicato vai começar a massificar uma campanha por essas três reformas urgentes no Brasil e espera contar com o apoio e a participação da opinião pública de todo Estado, para pressionar os parlamentares de Mato Grosso do Sul a lutarem por esses objetivos em benefício do povo brasileiro e de uma Nação mais justa e desenvolvida.Precisamos de uma reforma urgente e profunda nesse segmento para impedir a permanência de indivíduos corruptos, que assaltaram os cofres públicos e que continuam no poder”, explica

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