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Saúde confirma apenas uma morte por H1N1 em Corumbá

04 fevereiro 2016 - 14h02Gesiane Medeiros
Com o objetivo de esclarecer dúvidas e diminuir o alarde de epidemia que corre pelas redes sociais, a secretaria de saúde convocou nesta manhã, uma coletiva de imprensa com os médicos, Emerson Moreira, coordenador de urgência e emergência do Pronto Socorro e da Upa; do Diretor Clínico da Santa Casa, Domingos Albaneze e da própria secretária de Saúde Dinanci Ranzi. “Estamos em estado de alerta, mas não se trata de uma epidemia”, confirma Domingos Albaneze. Os números oficiais apontam que apenas um caso de morte foi confirmada por H1M1 na cidade, o de Ismar Gomes de 53 anos em janeiro. Os exames do segundo caso deram negativo, “além de outras circunstâncias, os exames deram negativos nas vísceras”, diz Domingos Albanese. Entre os números de notificações são 16.Segundo Dr. Domingos, a doença possui uma evolução muito rápida e agressiva, “este é o agravante que estamos discutindo para adaptar a melhor forma de proceder diante do quadro de evolução da doença, pois ela inicia com um quadro de dificuldade respiratória e gripe simples, e em algum momento, ela evolui para uma gravidade intensa, que em 24h altera para um caso maligno extremamente grave”, explica o diretor, que alerta ainda que isto não é um defeito da estrutura hospitalar, mas sim uma particularidade da doença, “estamos estudando uma forma de abordagem imediata para o momento de gravidade da doença”.   O uso do Tamiflu Os médicos afirmam que o medicamento utilizado para o tratamento da doença, já conhecido pela população, é de uso exclusivo por recomendação médica. “Este remédio não deve ser usado de forma profilática, em casos leves, o momento de utilizar o medicamente deve ser definido pelo médico”, explica o Coordenador de Urgência e Emergência, Emerson Moreira. Segundo o médico, o uso continuo do medicamento para gripes leves, pode prejudicar a eficácia do remédio no momento em que realmente for necessário.   Sobre as vacinas A secretária declara que as últimas unidades da vacina de 2015 em estoque, foram utilizadas nos dois dias de ação em feiras livres, realizada no mês de janeiro, salvo a reserva destinada aos casos de obrigatoriedade como idosos e gestantes. “Já entramos em contato com a secretaria estadual de saúde e não existe mais vacina em MS, o novo lote só será enviado pelo ministério da saúde em maio, o dia D de vacinação será em 7 de maio”, esclarece secretaria que afirma já ter solicitado o lote.   Procedimento médico Domingos Albaneze afirma que o hospital municipal realiza o atendimento de acordo com as recomendações do ministério da saúde, "todos os pacientes com suspeita do vírus ficam em sala isolada com ventilação e equipamentos necessários, não acontece em nenhum momento o tratamento de pacientes pelos corredores da unidade nem mesmo a facilitação de infecção de outros por meio de contato com os casos em tratamento".   Epidemia Médicos afirmaram que apesar do município está em estado de alerta ainda não é o caso de uma epidemia, os casos confirmados não édeterminante para tal. Segundo coordenador Emerson Moreira, para apontar uma epidemia pelo menos 2% da população deveria estar infectada. Domingos Albaneze afirma que os sintomas e gravidade são semelhantes a de outras doenças, e quando o exame não confirma para H1N1, são pesquisadas doenças como o Hantavírus e Leptospirose, ambas transmitidas principalmente pela urina do rato. “Este ano o clima está atípico e todo o Estado, estamos com muitas chuvas e isso facilita a proliferação destas doenças, como o rato não é um animal que fica sempre visível, esquecemos ou nem percebemos seus riscos”, explica o diretor.     Carnaval Como o caso não é de epidemia, os médicos esclarecem e tranquilizam a população que ninguém precisa sair de casa com máscara ou adotar meditas drásticas para se proteger. A principal recomendação continua sendo a higiene pessoal, “as pessoas devem tomar cuidados básicos como lavar as mãos com frequência, não compartilhar toalhas nem objetos pessoais, uma prática cultural na cidade é a forma como se bebe tererê, um grupo de amigos compartilham o uso da bomba, e no momento de alerta em que estamos isso não é recomendado”, ressalta Emerson Moreira. Para o diretor Domingos, o fato do carnaval de Corumbá ter sofrido modificações ao longo do tempo e hoje acontecer principalmente na rua, não mais em salões, ajuda a não proliferação do vírus. “Claro que o risco existe, mas diminui pelo fato de não termos uma aglomeração de pessoas dentro do mesmo ambiente fechado”.   Governo do Estado Uma equipe técnica de pesquisa do EPSUS (Escala de Percepção do Suporte Social) virá de Campo Grande para apoiar os profissionais médicos no trabalho de combate à doença. O grupo deve chegar pelos próximos dias juntamente com a infeclogista Márcia Delfato. O EPSUS trabalha diretamente com o Ministério da saúde, fazem a coleta e remetem os resultados para o ministério com fins epidemiológicos e também para orientações quanto ao tratamento.    

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