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Prefeitura de Ladário vira caso de Polícia

26 abril 2018 - 13h10José Carlos Cataldi e Sylma Lima

Ex-vereador cobra providências da promotoria contra prefeito de Ladário. Desde 16 de março, quando protocolou no Ministério Público denuncias contra o prefeito de Ladário, Carlos Ruso, o ex-vereador Romildo Ferreira da Silva aguarda posicionamento do MP.

Romildo, com base no Portal da Transparência, mostra que o Município de Ladário gastou em diárias com vereadores, prefeito e secretários quase 600 mil reais no ultimo ano, a pretexto de ressarcir gastos com passagens, reuniões, cursos e seminários. O Executivo despendeu R$ 357 mil e o Legislativo R$ 233 mil com as rubricas.

Romildo pede esclarecimentos sobre os gastos da secretária Andressa Paraqueti que teria utilizado recursos municipais da ordem de R$ 34 mil. Mais ainda que o próprio prefeito Carlos Ruso, que se valeu do ressarcimento de R$ 33 mil. O ex-vereador também conferiu despesas atribuídas aos vereadores Fábio Peixoto de Araujo Gomes, Jamil Junior Gomes Barcelos e Paulo Rogério.

Os gastos que o ex-vereador Romildo Ferreira da Silva destaca como abusivos, seriam legais se encontrassem fundamentação plausível. Mas, de qualquer maneira, entram em conflito com as carências municipais, já que a administração deixou a Escola João Batista quase cair por alegação de falta de verba para a manutenção, obrigando a transferência de todas as turmas para a Escola Gabriel Vandoni de Barros, onerando sem necessidade o contribuinte de Corumbá, já que o colégio fica no município vizinho.

O Ministério Público também terá de avaliar a denúncia de Romildo quanto a um contrato de transporte, feito em caráter emergencial pelo secretário Helder Botelho, no valor de R$ 573.864, sem licitação, para levar as crianças de Ladário até a Escola em Corumbá, apesar da prefeitura Ladarense dispor de dez ônibus escolares, o que Ruso nega, afirmando que só dispõe de 7 veículos em condições de uso. Tal justificativa é repelida pelo ex-prefeito José Antônio, para quem os veículos tinham bom estado no momento da passagem da administração.

O que agrava ainda mais a situação da prefeitura de Ladário no episódio da contratação emergencial é que não constam no ‘Portal da Transparência’, segundo o denunciante, o nome e o CNPJ da empresa contratada, já que o certo seria dar-se a público, de maneira simples e direta, os detalhes necessários ao controle de gastos e cumprimento do orçamento, mesmo pelo cidadão mais simplório.

É do conhecimento público que Ladário, hoje, não possui uma escola de gabarito. A merenda escolar quando existe é deficiente. A população é obrigada a recorrer a Corumbá, quando deseja atendimento de saúde de qualidade.

O prefeito Ruso deverá ser chamado, também, a explicar ao promotor da 5ª Promotoria de Justiça, em Corumbá, a contratação de uma empresa de sonorização para atendimento a eventos, ao valor de R$ 1,5 milhão, quando a cidade, além do carnaval, só promove o festival do Peixe e a festa da padroeira. Não é convincente a justificativa de uma feira artesanal que teria palco para exposição sonora de produtos, o que nunca aconteceu.

Contra o prefeito Carlos Ruso também existem denúncias de um ex servidor  que, ouvido pelo ‘Capital do Pantanal’, disse que todos os recursos empenhados pela pasta da cultura deveriam estar sujeitos a um Conselho composto por artistas e ou pessoas vinculadas à atividade. No entanto, o órgão é presidido pela secretaria de administração e finanças que pouco ou nada entende do tema, segundo o ex presidente. Ele relembra a falta de profissionais do ramo, demitidos pelo atual secretário Rodrigo Silva, em troca de pessoas sem a qualificação necessária.

O ex funcionário, que pediu para resguardar sua identidade,  foi breve em suas considerações alegando ter recebido ameaças indiretas para “tomar cuidado com a fulana”, razão, inclusive, de ter pedido garantia de vida à autoridade policial. Tudo ocorreu porque o culpam  de vazar informações sigilosas e fraudulentas para a imprensa.

 

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