Menu
quinta, 28 de outubro de 2021
Cassems - Melhores e Maiores - Edição 2021
Andorinha - Outubro e Novembro - MOBILE
Geral

Porto Murtinho vai escoar 30% da produção do Estado

06 julho 2020 - 10h36Súzan Benites do Correio do Estado

O município de Porto Murtinho, localizado na região sudoeste do Estado, tem a intenção de ser um dos maiores entrepostos comerciais do Brasil. Com dois terminais portuários em operação, a cidade  tem capacidade de escoar 30% da safra de grãos em 2020. Dados  da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Secex/MDIC) apontam que atualmente a cidade é a quarta principal porta de saída da soja em grão sul-mato-grossense, até maio de 2020 a participação era de 7,95% de tudo que foi exportado.  

Levantamento aponta ainda que em todo o ano passado  a cidade enviou 244 mil toneladas de grãos ao exterior, ou US$ 81,54 milhões de dólares. De acordo com o prefeito de Porto Murtinho, Derlei Dellevati, atualmente com dois terminais em funcionamento o município tem capacidade de enviar 30% da safra 2019/2020 para o exterior. 

“Em 2020 nós devemos escoar de 20% a 30% da produção do Mato Grosso do Sul através dos nossos terminais. Antes tínhamos uma capacidade muito menor que já está se ampliando. Isso porque é o primeiro ano do novo terminal em operação. Creio que a tendência é aumentar muito com a viabilidade e eficiência do porto, e trazer desenvolvimento a nossa região. 

Hoje em média são 100 carretas descarregando por dia e a ideia é que 400 caminhões passem diariamente”, afirmou Dellevati.  

Mato Grosso do Sul colheu na safra 2019/2020 de soja 11,325 milhões de toneladas da oleaginosa. Considerando a capacidade de escoamento  (30%) de Porto Murtinho, são mais de 3 milhões de toneladas de soja embarcadas no município.  Atualmente são dois terminais, a Agência Portuária de Porto Murtinho (APPM) e o do Grupo FV Cereais inaugurado no início de 2020.  

O objetivo é que duas novas instalações ampliem a capacidade de operação do município. “Temos mais duas áreas portuárias compradas por empresas para construção de mais dois terminais. E temos a perspectiva de vender outras áreas. 

Os empresários viram a grande alternativa econômica da exportação fluvial. Neste caso [através de Murtinho] esses produtos saem via Argentina e Uruguai”, disse o prefeito.

Logistíca

Com o início das operações do terminal da FV Cereais e o incremento das atividades no da APPM, começa a consolidação do plano do Governo do Estado de transformar a cidade sul-mato-grossense em uma nova Paranaguá. 

De acordo com o secretário-adjunto de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Ricardo Senna, o custo da produção é o principal problema tanto do Estado quanto do Brasil. “Dentro desses custos a logística tem um peso muito grande,  escoar a produção é um fator competitivo que merece toda atenção das políticas públicas e de desenvolvimento. 

Quando em 2015 o secretário Jaime [Verruck] e o governador fizeram o decreto para retomar o terminal em Porto Murtinho, estávamos esperando exatamente criar mais um canal de escoamento da produção do Mato Grosso do Sul”, disse Senna que ressaltou que a importância da consolidação dos portos tomou uma proporção ainda maior.  

“Ao mesmo tempo que aconteceu essa abertura do portos houve também uma consolidação da China como grande comprador mundial e essa saída daqui pelo Pacífico é uma das saídas mais curtas do Brasil. Você elimina uma série de carretas que fazem o transporte rodoviário se dirigindo para Santos ou Paranaguá. Então são canais importantes que de fato reduzem o custo, incurtam distâncias e obviamente isso dá mais competitividade ao setor produtivo”, detalhou Senna.

Além das cadeias produtivas já consolidadas, como grãos, carnes  e celulose, a abertura do transporte fluvial abre perspectiva para outras cadeias. “Essa ampliação da capacidade de exportação dos portos é fundamental e estratégica. Cria uma rota alternativa não só para o Estado como também para o País. Existe inclusive a possibilidade de que parte da produção do Mato Grosso também venha para cá. 

Tudo isso vai depender de como a estrutura portuária de Porto Murtinho vai se desenvolver, se ela vai ter capacidade para isso, os investimentos que vão ser feitos, a manutenção das BRs que vão até cidade e a estrutura de apoio que se coloca ao longo das rodovias. Esse conjunto de fatores consolida sim Porto Murtinho como um porto predominantemente exportador”, finalizou o secretário-adjunto da Semagro, Ricardo Senna.
 

Terminais

O terminal portuário do grupo FV Cereais começou a operar em março devido à redução na capacidade de navegação, já que o calado (profundidade) estava comprometido. 

Conforme o empresário, Peter Ferter, sócio da FV Cereais, o investimento no terminal foi de R$ 110 milhões, e o entreposto quer enviar grãos e açúcar ao exterior e trazer fertilizantes no caminho inverso.  

“Nosso terminal é o mais moderno do Rio Paraguai, com capacidade de escoamento de 2 milhões de toneladas de soja. Milho ainda temos algumas dificuldades fitossanitárias, mas com o tempo isso vai se solucionar. Dentro das dificuldades este vai ser um bom ano, mas em 2021 faremos um volume muito maior, já temos contratos futuros fechados. 

Sabemos que o potencial de Porto Murtinho é grande. Estamos iniciando as licenças para ampliar, dobrar a capacidade estática de armazenagem e o terminal de fertilizantes, para levar soja e trazer fertilizantes”,  afirmou. Projeto já apresentado ao Governo do Estado pela Navios Logísticas América do Sul,  investirá R$ 120 milhões na construção de um novo porto fluvial em Porto Murtinho.  

Rota

Porto Murtinho se transformará em um polo exportador do Estado por hidrovia e rodovia, concentrando um complexo portuário e corredor da Rota Bioceânica (Atlântico-Pacífico). 
A Rota Bioceânica vai encurtar em até duas semanas a chegada da produção local até a ásia, pelos portos do Chile.
Na semana passada o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), lançou aviso de licitação para contratar empresa que fará a elaboração projeto para o contorno rodoviário em Porto Murtinho, com acesso à Ponte Internacional Brasil/Paraguai e o Centro Integrado de Controle de Fronteira. 
Um dos processos para a implantação da Rota Bioceânica.  
Dentro do acordo, o Brasil ficou responsável por fazer o acesso da rodovia BR-267. A implantação do contorno e acesso trarão a redução dos custos com  frete e transporte.

 

 

 

Deixe seu Comentário

Leia Também

Sexta e Sábado
Bairros Cervejaria e Guatós recebem mutirão da dengue
Consumidor
Carne bovina deve ficar mais barata com suspensão das exportações para a China
Alerta
Aneel inicia processo para reajuste e Energisa pode cobrar R$ 463 milhões de consumidores em MS
Apoio
Bia Cavassa destina R$ 150 mil para projeto direcionado a população LGBTQIA+ de MS
Ronda Policial
Evadido é capturado com trouxinhas de pasta base no bairro Aeroporto
Últimos dias de Pesca Aberta
Operação Dia de Finados da PMA intensifica fiscalização à pesca predatória
Bombeiros
Queda de árvore danifica muro e telhado de casa no bairro Universitário
Segurança
Vereador busca informações sobre condições atuais do Arthur Marinho
Reconhecimento
Câmara de Corumbá homenageia servidores públicos pelo seu dia
Operação Hefesto
Novos focos de incêndio são identificados em pelo menos três regiões

Mais Lidas

Qualificação
Senac Corumbá abre inscrições para cursos nas áreas da informática, saúde e beleza
Apelo Popular
MPT-MS vai investigar assédio moral de gerente que humilha funcionário em Carrefour da Capital
Inicio do Defeso
Última semana para pesca nos rios de Mato Grosso do Sul
Formalização
Corumbá lança campanha de incentivo ao cadastro de profissionais do setor de turismo