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Polícia investiga mais suspeitos de torturar menino em rituais de magia

29 fevereiro 2016 - 15h59G1
A Polícia Civil investiga se outras pessoas teriam participado dos rituais de magia negra em que o menino de 4 anos era torturado pelos tios-avós em Campo Grande. A informação foi repassada pelo delegado Paulo Sérgio Lauretto, titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). "Faz parte desta investigação, não podemos adiantar nada nesse sentido ainda, até mesmo porque temos uma semana inteira ainda de investigação e estamos dando prioridade para esse caso [...] Não me lembro de ter vivenciado nada como isso [...] Não são situações corriqueiras", afirmou Lauretto, que tem até sexta-feira (4) para encaminhar o inquérito ao poder judiciário. Estão presos o tio-avô e a esposa dele, que tinham a guarda judicial do menino. Eles confessaram o crime alegando que agiam sob influência de uma entidade espiritual e também afirmaram que agrediam a criança em situações fora dos rituais de magia negra. Os nomes dos tios-avós que tinham a guarda não serão divulgados nesta reportagem para garantir os direitos de proteção da criança. O terceiro suspeito é um jovem de 18 anos, sobrinho do casal e primo da criança. Ele foi preso em Aquidauana e disse que assistia às agressões. Além dos três presos, foram ouvidos a avó materna adotiva - mãe da suspeita -, as duas filhas biológicas do casal suspeito e a criança torturada. Lauretto disse ao G1 que o menino "estava muito traumatizado, assustado e estava sob efeito de medicamento" quando foi ouvido por psicólogos no hospital, por isso, não foi considerado depoimento As duas filhas do casal afirmaram para polícia que o menino era "super apegado" com a suspeita, mãe delas.   Negligência Outro ponto da investigação é apurar se houve negligência ou omissão por parte dos profissionais responsáveis por acompanhar a adaptação da criança com os tios-avós. "Pretendemos ouvir todas as pessoas envolvidas no processo até porque surgiu a possibilidade de que alguém poderia ter sido negligente na observação dessa criança. Precisamos esclarecer isso, se houve ou não essa negligencia, então, pretendemos no decorrer dessa semana ouvir essas pessoas que tinham a responsabilidade de acompanhar essa criança junto a essa família temporária, porque a guarda ainda não era definitiva, para que realmente seja estabelecida ou afastada essa suposta negligência", ponderou o delegado.   Visita surpresa O caso foi denunciado após a criança ser internada na Santa Casa com ferimentos e sinais de tortura na noite de terça-feira (23) e chocou profissionais das polícias militar e civil, Conselho Tutelar e médicos que atenderam a ocorrência.   Família O homem preso é tio-avô do menino e ele e a esposa teriam sido os familiares mais próximos interessados na guarda da criança, depois que a avó paterna devolveu a criança à Justiça alegando que não tinha condições de cuidá-la. Segundo a polícia, os pais biológicos do menino são usuários de droga e a abandonaram. Em depoimento, a tia-avó contou que quis adotar a criança com intenção de utilizá-la em rituais de sacrifício. A avó materna adotiva, mãe da suspeita presa, negou saber das agressões. O menino torturado morava com os tio-avós e duas filhas do casal em uma residência no Centro de Campo Grande. As agressões só foram descobertas durante uma visita surpresa da equipe multidisciplinar da unidade de acolhimento onde o garoto vivia antes de ser adotado.

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