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Polícia Civil de MS identifica preso suspeito de praticar estelionatos dentro da Penitenciária

30 abril 2021 - 14h27Mariana Conte

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul através da DEVIR, no segundo semestre de 2020, observou um aumento significativo na quantidade de estelionatos praticados com um mesmo modo de agir e com isto iniciou uma investigação com o apoio do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado – DRACCO, em razão dos indícios do envolvimento de Organização Criminosa na prática dos crimes. Como resultado, foi identificado que os crimes partiam de dentro do Instituto Penal de Campo Grande, coordenados pelo preso A.R.H de 33 anos, que gerenciava a ação de comparsas para garantir o produto dos estelionatos.

Como os golpes eram praticados:

O estelionatário pesquisava permanentemente os anúncios no site OLX e, ao identificar uma nova proposta de venda, o estelionatário entrava em contato com o vendedor para simular uma negociação do preço e manifestar sua intenção de compra. Ao fechar a compra, o golpista solicitava que a vítima retirasse o anúncio do site, informava que estava em viagem e se comprometia a comparecer no final do dia para retirar o produto e efetuar o pagamento.

Porém, algum tempo depois, o golpista entrava em contato com a vítima informando que em razão de algum imprevisto não conseguiria comparecer para retirar o produto, porém mandaria um freteiro que retirar a mercadoria e realizaria o pagamento por transferência bancária, cujo comprovante enviaria até o final da tarde. Surgia então a segunda vítima do golpe: o golpista procurava no mesmo site (OLX) anúncios de profissionais de transporte de mercadorias, negociava o valor do frete e informava o endereço do vendedor/vítima, dizendo que pagaria pelo frete no recebimento do produto.

No horário marcado para a retirada do produto anunciado, o golpista ligava para o freteiro/vítima e solicitava, como medida de segurança, uma fotografia do produto dentro do carro do profissional de transporte e solicitava que avisasse assim que chegasse em frente à casa da vítima. Ao tomar conhecimento de que o freteiro já se encontrava na frente da casa da vítima/vendedor o golpista enviava o comprovante de depósito e rapidamente ligava para a vítima. Para desviar a atenção da vítima/vendedor, o golpista permanecia com ela na linha, impedindo-a de conferir atentamente o comprovante bancário falso que foi enviado e a vítima se via constrangida a entregar o produto em razão da presença do freteiro e do horário avançado. Importante citar que o golpista enviava um comprovante falso de DOC e alegava que o valor somente seria creditado na conta da vítima no dia seguinte. O golpista também pedia que a vítima/vendedor tirasse uma fotografia na frente de sua casa mostrando o produto como medida de segurança. Diante de tal contexto, muitas das vítimas entregavam o produto.

Já com o produto carregado em seu veículo, o freteiro recebia uma nova ligação do golpista, que então alterava o endereço de entrega para um local onde se encontravam comparsas, os quais, obviamente retinham o produto e não pagavam pelo frete.

As fotografias solicitadas pelo golpista eram utilizadas posteriormente para ameaçar as vítimas e constrange-las ao pagamento de valores para que as ameaças não se concretizassem ou a receberem em suas casas produtos de novos crimes de estelionato, de onde posteriormente eram retirados pelos comparsas do golpista.

O golpista pesquisava nas redes sociais e enviava para a vítima fotografias de seus familiares juntamente com fotografias de armas de fogo, prometendo mata-los caso não fosse pago o valor solicitado. Em alguns casos, o criminoso chegava a revelar que estava preso e realizava chamadas de vídeo para confirmar que se encontrava no interior de uma cela, revelava seu nome solicitando que a vítima pesquisasse no Google pelos crimes já praticados por ele. Noutras vezes, o investigado dizia já ter sido baleado e exibia as cicatrizes em sua barriga para intimidar a vítima.

 

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul através da DEVIR, no segundo semestre de 2020, observou um aumento significativo na quantidade de estelionatos praticados com um mesmo modo de agir e com isto iniciou uma investigação com o apoio do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado – DRACCO, em razão dos indícios do envolvimento de Organização Criminosa na prática dos crimes. Como resultado, foi identificado que os crimes partiam de dentro do Instituto Penal de Campo Grande, coordenados pelo preso A.R.H de 33 anos, que gerenciava a ação de comparsas para garantir o produto dos estelionatos.

Como os golpes eram praticados:

O estelionatário pesquisava permanentemente os anúncios no site OLX e, ao identificar uma nova proposta de venda, o estelionatário entrava em contato com o vendedor para simular uma negociação do preço e manifestar sua intenção de compra. Ao fechar a compra, o golpista solicitava que a vítima retirasse o anúncio do site, informava que estava em viagem e se comprometia a comparecer no final do dia para retirar o produto e efetuar o pagamento.

Porém, algum tempo depois, o golpista entrava em contato com a vítima informando que em razão de algum imprevisto não conseguiria comparecer para retirar o produto, porém mandaria um freteiro que retirar a mercadoria e realizaria o pagamento por transferência bancária, cujo comprovante enviaria até o final da tarde. Surgia então a segunda vítima do golpe: o golpista procurava no mesmo site (OLX) anúncios de profissionais de transporte de mercadorias, negociava o valor do frete e informava o endereço do vendedor/vítima, dizendo que pagaria pelo frete no recebimento do produto.

No horário marcado para a retirada do produto anunciado, o golpista ligava para o freteiro/vítima e solicitava, como medida de segurança, uma fotografia do produto dentro do carro do profissional de transporte e solicitava que avisasse assim que chegasse em frente à casa da vítima. Ao tomar conhecimento de que o freteiro já se encontrava na frente da casa da vítima/vendedor o golpista enviava o comprovante de depósito e rapidamente ligava para a vítima. Para desviar a atenção da vítima/vendedor, o golpista permanecia com ela na linha, impedindo-a de conferir atentamente o comprovante bancário falso que foi enviado e a vítima se via constrangida a entregar o produto em razão da presença do freteiro e do horário avançado. Importante citar que o golpista enviava um comprovante falso de DOC e alegava que o valor somente seria creditado na conta da vítima no dia seguinte. O golpista também pedia que a vítima/vendedor tirasse uma fotografia na frente de sua casa mostrando o produto como medida de segurança. Diante de tal contexto, muitas das vítimas entregavam o produto.

Já com o produto carregado em seu veículo, o freteiro recebia uma nova ligação do golpista, que então alterava o endereço de entrega para um local onde se encontravam comparsas, os quais, obviamente retinham o produto e não pagavam pelo frete.

As fotografias solicitadas pelo golpista eram utilizadas posteriormente para ameaçar as vítimas e constrange-las ao pagamento de valores para que as ameaças não se concretizassem ou a receberem em suas casas produtos de novos crimes de estelionato, de onde posteriormente eram retirados pelos comparsas do golpista.

O golpista pesquisava nas redes sociais e enviava para a vítima fotografias de seus familiares juntamente com fotografias de armas de fogo, prometendo mata-los caso não fosse pago o valor solicitado. Em alguns casos, o criminoso chegava a revelar que estava preso e realizava chamadas de vídeo para confirmar que se encontrava no interior de uma cela, revelava seu nome solicitando que a vítima pesquisasse no Google pelos crimes já praticados por ele. Noutras vezes, o investigado dizia já ter sido baleado e exibia as cicatrizes em sua barriga para intimidar a vítima.

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