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PMA autua comerciante por tráfico de canários

15 maio 2019 - 08h04Victor Viegas

Policiais Militares Ambientais de Corumbá receberam denúncias, de que uma mulher de 33 anos, residente no bairro Dom Bosco, estaria com diversas aves ilegalmente em sua residência. 

Uma equipe foi ao local denunciado ontem (14) pela manhã, onde residia a mulher que exerce a profissão de comerciante e localizou 160 canários-peruanos em pequenas gaiolas revestidas por bolsas plásticas, advindos da Bolívia. A infratora afirmou que os animais tinham sido deixados por um boliviano e que ela receberia R$ 50,00 por animal, para escondê-los. As aves, que não são da fauna brasileira, e as gaiolas foram apreendidas.

A infratora foi conduzida, juntamente com as aves apreendidas, à delegacia de Polícia Civil de Corumbá e responderá por crime ambiental. Se condenada, poderá pegar pena de três meses a um ano de detenção. Ela também foi autuada administrativamente e multada de R$ 34.000,00. Os animais estão no quartel da PMA em Corumbá, aguardando decisão dos órgãos de vigilância e sanidade animal e do Imasul.

TRÁFICO DE CANÁRIOS-PERUANOS DA BOLÍVIA CHILE E PERU

Um tipo de tráfico, do qual Mato Grosso do Sul é apenas rota, é de canário-peruano (Sicalis flaveola valida). Esse animal entra no Brasil, trazido por traficantes peruanos, bolivianos e brasileiros e é levado, na maioria das vezes, para Brasília (DF) e para a região Nordeste e norte de Minas Gerais, para serem utilizado em “rinhas”, por ser uma espécie apenas um pouco maior, mas muito parecida com o Sicalis flaveola brasiliensis, o nosso “canário-da-terra”. A primeira apreensão registrada foi no ano de 2000, quando 400 canários eram levados para Brasília no porta-malas de um veículo.

Os canários peruanos também são cruzados em cativeiro com a ave brasileira, fato que coloca em risco esta espécie. O cruzamento produziria um espécime intermediário, difícil de ser diferenciado e muito forte para utilização em “rinhas”. Uma única vez, no ano de 2015, cinco canários foram apreendidos em Corumbá, sendo criados em cativeiro.

Com relação a essas aves, em 2017 e 2018 não houve nenhuma apreensão, porém, foram apreendidos 280 animais em 2016 e 1810 no ano de 2015. Normalmente as apreensões dessas aves são em grandes quantidades.

Vale ressaltar, que a lei não reconhece o tráfico do canário-peruano, ou outra espécie exótica vinda de outro País, como tráfico e, sim, como introduzir espécie no País sem autorização. A forma de combate a esse tipo de tráfico tem sido com barreiras nas estradas, especialmente, na região de Corumbá. Apreensões também são realizadas pela Polícia Militar Rodoviária (PMRv), Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal e Receita Federal.

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