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Pesquisa avalia emissão de carbono em plantações de eucalipto no Estado

25 agosto 2021 - 08h29Redação

As mudanças climáticas são um dos principais desafios para a sociedade e é talvez a ameaça mais difundida à humanidade, dado seu exponencial aumento conforme o crescimento populacional da Terra e consequente concentração de dióxido de carbono (CO2) acrescido à atmosfera. 

Se por um lado a preservação e conservação da vegetação é necessária para reciclagem de CO2, por outro existe a necessidade da produção de alimento em grande escala, devido à crescente população mundial. 

Para os cientistas, agregar valor ao CO2 é uma atual necessidade, servindo como um estímulo para mitigar as emissões a partir do conhecimento do seu comportamento nos mais variados campos de floresta e agropecuária. 

E é nesse quesito que Mato Grosso do Sul se destaca com pesquisas de ponta sendo desenvolvidas em suas instituições, é o caso do projeto interinstitucional do qual faz parte o engenheiro agrônomo e doutor em genética e melhoramento, Paulo Eduardo Teodoro. 

O pesquisador, que é docente do curso de agronomia da UFMS campus de Chapadão do Sul, participa de uma série de estudos em conjunto com a Unemat (Universidade do Estado de Mato Grosso) por meio do Dr. Carlos Antônio da Silva Junior e Unesp (Universidade Estadual Paulista) por meio do Dr. Newton La Scala Junior com o objetivo de analisar as emissões de CO2. No MS, em parceria com o Governo do Estado por meio da Semagro e da Fundect, o projeto que está sendo desenvolvido pela UFMS está analisando a quantidade de CO2 no solo em uma área com 6 diferentes espécies de eucalipto e tem como um de seus objetivos, determinar quais destas espécies contribuem em maior ou menor grau com a emissão desse gás. 

“Mato Grosso do Sul é um dos Estados do país que mais se destacam no plantio de eucalipto. Determinar a emissão de Carbono destas espécies será de suma importância tanto no quesito ambiental quanto no econômico, visto que a neutralização do carbono pode vir a ser um quesito fundamental exigido pelo mercado. As avaliações destas emissões estão em andamento e em breve os resultados serão publicados em um artigo”, avalia o pesquisador. 

Também faz parte do projeto, a criação de um sensor capaz de realizar a medição da emissão de gás carbônico por meio de drones. 

“Atualmente em nossa pesquisa, utilizamos para fazer essa medição um aparelho extremamente caro e que dificilmente seria acessível para os produtores, Sendo assim, estamos trabalhando em um modelo matemático que permita fazer as medições em longa escala e com baixo custo. Assim, a busca pela neutralidade do carbono teria seu caminho encurtado, tendo métodos de avaliação mais acessíveis”, finaliza Paulo. 

 

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