Um passaporte em nome de Eliza Samudio, morta em 2010, foi encontrado em um imóvel alugado em Portugal nesta segunda-feira (5). O documento apareceu entre livros guardados em uma estante, segundo relato do homem que disse ter localizado o material.
De acordo com a publicação que revelou o caso, o passaporte tem carimbo de entrada em território português datado de 5 de maio de 2007. O documento não apresenta registro de saída do país europeu. Há, no entanto, registros oficiais de que Eliza esteve no Brasil após essa data.
O achado reacendeu especulações nas redes sociais sobre a possibilidade de Eliza estar viva. O homem que encontrou o passaporte afirmou que não usaria o documento de alguém ligada a um crime de grande repercussão. Apesar disso, nenhuma autoridade confirmou nova linha de investigação até o momento. O documento foi entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Portugal, que aguarda diretrizes do Itamaraty sobre a destinação a ser dada ao passaporte.
Procurada pela imprensa nacional, a mãe de Eliza, Sonia Moura, disse que tomou conhecimento do caso, mas prefere cautela. Ela afirmou que só pretende comentar após a análise detalhada do documento. Sonia informou que aguarda esclarecimentos com acompanhamento de advogados. "Estou no aguardo. Qualquer posicionamento mais detalhado só será feito após uma análise cuidadosa. Não quero opinar antes de entender exatamente do que se trata”.
Já a irmã de Eliza, Arlie Moura, de 27 anos, também falou sobre o caso. Ao portal O Tempo, ela afirmou que o episódio abalou a família e que o passaporte precisa passar por investigação. “Deu uma balançada de novo”, disse. “Mas o passaporte é da Eliza. Agora é preciso investigar se ele foi perdido, se houve roubo, o que aconteceu em relação a isso”, ressaltou.
Apesar da repercussão, a irmã afirmou que não acredita que Eliza esteja viva. Ela destacou que as provas reunidas à época do crime, pelo qual o ex-goleiro Bruno Fernandes foi condenado, são consistentes.
Eliza Samudio nasceu em Foz do Iguaçu (PR), e teve ligação com Campo Grande. A mãe morou por muitos anos na Capital e Eliza chegou a viver na cidade antes de se mudar para São Paulo (SP), já adulta. Em 2010, foi dada como morta a mando do então companheiro, o jogador de futebol Bruno Fernandes.
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Familiares pedem cautela após descoberta de documento em Portugal. (Foto: Reprodução)


