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Paraguai controla novo coronavírus e registra 13 mortes em toda pandemia

22 junho 2020 - 17h15Top Midia News

O R7 divulgou hoje, que o Paraguai volta ao normal após três meses de confinamento devido à pandemia. E faz isso com números invejáveis: até esta segunda-feira (22), houve só 1.379 casos e 13 mortes, com apenas dois óbitos no último mês.

 

Conforme o site, no Paraguai, a vida parece ter retomado seu curso. Na última segunda-feira, 15 de junho, foram reabertos restaurantes e bares, além de academias e centros esportivos.

 

Os paraguaios agora também podem comprar ingressos de teatro e drive-ins e participar de cerimônias religiosas. Claro: com capacidade limitada, usando uma máscara e respeitando o distanciamento social.

 

Enquanto isso, Brasil, Peru, Chile e México, penam para controlar a doença.

 

Conforme o R7, o número só foi possível por conta de três ações das autoridades do país: resposta imediata, isolamento geográfico e fechamento das fronteiras.

 

1. Uma resposta imediata

 

No início de fevereiro, quando nenhum caso de covid-19 havia sido registrado ainda, o governo de Mario Abdo Benítez suspendeu os vistos para todos os cidadãos da República Popular da China, bem como para qualquer estrangeiro que viajasse para a China continental.

 

Então, em 10 de março, três dias após a confirmação dos dois primeiros casos no país — os de dois cidadãos do Equador e da Argentina — Abdo, apoiado pelo ministro da Saúde, Julio Mazzoleni, decretou o isolamento preventivo em nível nacional.

 

 

 

Entre as primeiras medidas, estavam a suspensão das aulas nas escolas, a restrição de todos os eventos públicos e privados, e a declaração do toque de recolher noturno.

 

Isso foi um dia antes da Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar o surto de coronavírus uma "pandemia".

 

Após alguns dias, as autoridades decretaram quarentena total, uma das mais rigorosas da região. Os paraguaios tinham que ficar trancados em suas casas e só podiam comprar comida e remédios, em caso de emergência ou se fossem trabalhadores essenciais.

 

2. Isolamento geográfico

 

O escritor paraguaio Augusto Roa Bastos descreveu seu país como uma "ilha cercada por terra" no coração do continente.

E o sucesso da estratégia do Paraguai não poderia ser entendido sem levar em conta seu isolamento geográfico.

 

O Paraguai não apenas não tem saída para o mar, mas grandes áreas de seu território são cobertas por selva ou savana.

Além disso, sua capital, Assunção, tem menos tráfego aéreo em comparação com outras grandes cidades da América do Sul, como Buenos Aires ou São Paulo.

 

E há outro elemento a considerar: a densidade de sua população. Os países e cidades mais densamente povoados foram os mais afetados por essa epidemia.

 

 

 

E aqui pode haver outra chave para o sucesso do Paraguai: sua política de fronteiras.

 

3. Fronteiras fechadas

 

O governo paraguaio fechou suas fronteiras terrestres com Argentina, Bolívia e Brasil em 24 de março e hoje não contempla sua reabertura.

 

O presidente paraguaio chegou a afirmar que o Brasil era "a principal ameaça" na luta contra a pandemia, devido ao alto número de infecções e mortes.

 

Soldados paraguaios foram enviados à região de fronteira para impedir a entrada de automóveis e ônibus por comerciantes e residentes brasileiros.

 

Também foram erguidas cercas de arame farpado na cidade fronteiriça de Pedro Juan Caballero.

 

"Enquanto houver evidências de que a situação no Brasil não esteja melhorando, não há motivos para abrir as fronteiras", diz Portillo, que resume a atual relação entre os dois países com uma frase: "Se o Brasil espirrar, o Paraguai terá uma pneumonia".

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