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Pantanal: Energisa doa 20 toneladas de alimentos para animais ameaçados

Os voluntários também distribuem rações de equinos, cães e aves e milho seco

24 dezembro 2020 - 09h06Da Redação

Considerado um dos biomas brasileiros mais ricos, o Pantanal enfrenta este ano a maior queimada de sua história. De janeiro a outubro, 28% da área foi consumido por incêndios. Milhares de animais morreram, mas muitos conseguiram resistir às chamas e, agora, sofrem com a escassez de alimentos. Diversos grupos têm atuado na região para preservar a vida desses sobreviventes e, desde o dia 21 de novembro, passaram a contar com o apoio do Grupo Energisa, que doou R$ 200 mil para a aquisição de aproximadamente 20 toneladas de alimentos, num primeiro momento, além de combustível para o Instituto Homem Pantaneiro, do Mato Grosso do Sul, e o grupo de voluntários É O Bicho MT, de Mato Grosso.

 

As organizações estimam que 11 milhões de animais morreram atingidos pelo fogo. Mais do que fornecer energia, o Grupo Energisa tem o compromisso de manter o desenvolvimento sustentável nos dois estados por meio de suas distribuidoras (Energisa Mato Grosso e Energisa Mato Grosso do Sul). “Acreditamos numa economia sustentável e no valor de uma floresta em pé. Para contribuir no combate as queimadas no Pantanal, estamos doando recursos para organizações parceiras que estão à frente das ações de prevenção e combate as queimadas, bem como no apoio aos seus povos e biodiversidade”, afirma Isabel Vasconcellos, gerente de sustentabilidade do Grupo Energisa.

 

No Mato Grosso do Sul, a ação está concentrada na Serra do Amolar, em Corumbá, que teve cerca de 70% da área queimada, mas que ainda serve de refúgio aos animais que fugiram de outras áreas por concentrar algumas lagoas. “Os animais invertebrados e insetos foram fulminados. Nosso foco tem sido prover alimentos a mamíferos e aves, já que as árvores frutíferas do Pantanal foram perdidas para o fogo”, explica Ângelo Rabelo, presidente do Instituto Homem Pantaneiro. A instituição é responsável pela gestão da Rede de Proteção e Conservação da Serra do Amolar e reúne fazendas, reservas e outras organizações.

 

A equipe do Instituto Homem Pantaneiro segue as diretrizes definidas pelo Comitê Interinstitucional de Combate a Incêndios Florestais, do qual fazem parte ONGs, institutos, universidades e órgãos públicos. Por duas semanas, os pesquisadores monitoraram a Serra do Amolar para verificar as populações de animais presentes na região e traçar a melhor estratégia para sua alimentação. Sendo assim, escolheram frutas e legumes menos perecíveis, como laranja, abóbora e melancia, que são colocados em árvores e no chão, visando atender a diferentes espécies.

 

Os voluntários também distribuem rações de equinos, cães e aves e milho seco. A bióloga Letícia Larcher, que integra o IHP, explica a necessidade desse planejamento. “Pela nossa experiência, percebemos que antas, por exemplo, gostam de ração de cavalo misturada a melado, enquanto a ração de pássaros pode servir às aves que costumam se alimentar de cereais, como periquitos e araras”, afirma a cientista. Serão entregues 11,7 toneladas de frutas e legumes na região.

 

Já no Mato Grosso, as ações são coordenadas pelo Comitê Estadual de Gestão do Fogo, que inclui o governo estadual, Corpo de Bombeiros, IBAMA e outras instituições públicas e privadas. No estado, o grupo É O Bicho MT percorre diariamente os municípios de Mimoso, Barão de Melgaço e Poconé, porta de entrada do Pantanal Mato-grossense e importante reduto do bioma, distribuindo mantimentos como banana, mamão, melão, melancia, laranja, batata doce e ovos, além de ração e milho. A Energisa está contribuindo até o fim de novembro com cerca de nove toneladas de alimentos, com foco em bananas, mamões e melões.

 

Jenifer Larrea, cofundadora do grupo É O Bicho MT, explica que as equipes estão priorizando alimentos com alto teor de água. Além disso, cochos com água foram instalados em algumas áreas no auge da estiagem, a pior em 60 anos e que, além de contribuir para as queimadas, ainda secou diversos cursos d’água da região. Os alimentos naturais são coletados na capital, Cuiabá, e preparados pelos voluntários, que os levam de caminhonete até as regiões de vegetação acessíveis por terra, mas com difícil acesso. “Antas, quatis, lagartos e pássaros preferem as frutas, enquanto macacos, queixadas e lobetes comem mais os ovos”, conta a ativista, explicando que a ração e o milho são levados a áreas de mais difícil acesso por meio de um helicóptero do Ibama.

 

Logística semelhante há também no Mato Grosso do Sul, onde veículos com tração nas quatro rodas e quadriciclos chegam até onde as trilhas alcançam, e um helicóptero da Força Aérea Brasileira auxilia no acesso às áreas mais protegidas. Para fazer funcionar todo esse ciclo, porém, é necessário combustível. No Mato Grosso do Sul, os voluntários precisam de aproximadamente mil litros de gasolina por semana. Com a doação da Energisa, será possível manter o suprimento por mais de um mês no estado.

 

Até novembro, 4,5 milhões de hectares do Pantanal, o equivalente a 30% do bioma, se perderam em meio às chamas, de acordo com o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (Lasa), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Está tudo cinza. O que fazemos é tentar dar uma oportunidade para que os animais aguentem até a chuva vir e as árvores rebrotarem e voltarem a fornecer frutos”, resume Letícia Larcher, destacando que esse suprimento é fundamental para manter vivas espécies que são presas dos grandes carnívoros, como a onça pintada e a jaguatirica, e manter em harmonia a cadeia alimentar do bioma.

 

Sobre a Energisa

 

Com 115 anos de história, o Grupo Energisa é o 5º maior em distribuição de energia elétrica. Uma das primeiras empresas a abrir capital no Brasil, a companhia controla 11 distribuidoras em Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Sergipe, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, São Paulo, Paraná, Rondônia e Acre. Com receita líquida anual de R$ 16,9 bilhões (ano 2019), o Grupo atende a 8 milhões de clientes (o que representa uma população atendida de aproximadamente 20 milhões de pessoas) em 862 municípios de todas as regiões do Brasil, além de gerar cerca de 20,5 mil empregos diretos e indiretos.

 

Com a missão de transformar energia em conforto, desenvolvimento e oportunidades de forma sustentável, responsável e ética, a Energisa atua com um portfólio diversificado que engloba distribuição, geração, transmissão, serviços para o setor elétrico (Energisa Soluções), serviços especializados de Call Center (Multi Energisa), comercialização de energia (Energisa Comercializadora) e soluções em energias renováveis (Alsol).

Foto: Divulgação

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