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Sindicatos industriais de MS querem novas formas para desenvolver associativismo

04 julho 2018 - 08h54Kamilla Marques

Ao participarem do painel “Sustentabilidade e Fortalecimento do Sistema Associativo da Indústria”, realizado nesta terça-feira (03/07) durante o Enai (Encontro Nacional da Indústria), no CICB (Centro Internacional de Convenções do Brasil), em Brasília (DF), os representantes dos sindicatos industriais de Mato Grosso do Sul reforçaram a necessidade de se reinventarem para desenvolver o associativismo.

O painel contou com apresentação do presidente da Findes (Federação das Indústrias do Espírito Santo), Leonardo Souza de Castro, e teve as participações do presidente da CNI, Robson Braga, do diretor de desenvolvimento industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi, e do presidente da Fiergs (Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul), Gilberto Porcello Petry.

Leonardo Souza de Castro foi taxativo ao afirmar que se reinventar é necessário e urgente. “O portfólio de serviços precisa ser ampliado, temos de buscar uma aproximação muito maior da empresa com o sindicato, que deverá oferecer serviços personalizados, inerente à necessidade de cada segmento. Será necessário oferecer capacitações inovadoras para imersão das empresas na era digital, e-commerce, redes sociais, entre outros, porque esse é o futuro”, afirmou.

Para o presidente do Sindigraf/MS (Sindicato da Indústria Gráfica de Mato Grosso do Sul), Julião Gaúna, a apresentação abordou a realidade que os sindicatos têm vivenciado. “Houve uma ruptura bastante grande ao que existia. O sindicato precisa hoje mostrar seus caminhos para poder manter essa arrecadação, buscar novos horizontes para ter uma utilidade no meio produtivo. E a CNI nos apresentou soluções que possamos levar ao sindicato. A Fiems tem nos apoiado há muito tempo, com processo ao apoio produtivo, onde a Federação tem, juntamente com seus sindicatos, buscado soluções para gente se manter e, principalmente, atender a demanda dos nossos empresários”, disse.

Na avaliação do presidente do Simec (Sindicato da Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Corumbá), Marcelo De Carli, os sindicatos têm enfrentado um grande desafio que é o de conquistar mais associados. “Ainda existe uma dificuldade de convencimento. Sabemos que não virão recursos de outra forma e os sindicatos terão de aprender a gerar os próprios recursos. É um trabalho que vai acontecer e vamos amadurecer a partir de agora ainda. Temos algumas ideias que pretendemos colocar em prática e acredito que em breve o resultado deve começar a surgir”, comentou.

O presidente do Sindivest/MS (Sindicato Intermunicipal das Indústrias do Vestuário, Fiação e Tecelagem do Estado), José Francisco Veloso, destacou as ações desenvolvidas pelo PDA (Programa de Desenvolvimento Associativo) para fortalecer os sindicatos. “Ele tem fortalecido a base sindical com foco na defesa de interesse e também no apoio a prestação de serviço às indústrias associadas. Com isso, o sindicato tem sua finalidade, que é representar o setor e dar apoio para o Sistema Indústria e à Confederação da Indústria”, salientou.

Para o presidente do Siams (Sindicato das Indústrias da Alimentação de Mato Grosso do Sul), Sandro Luiz Mendonça, o painel foi bastante produtivo e apresentou opções para que os sindicatos possam se readequar. “Também foi discutida a criação da contribuição nacional da indústria, mas eu acho difícil ser aprovado porque cria um novo tributo que não está amparada em lei. Temos consciência da necessidade disso, porque quem está dentro do Sistema Indústria sabe das dificuldades, mas o problema é levar esse entendimento para o associado, que muitas vezes não tem esse recurso em caixa. Mas acho que o principal é esse apoio do PDA ao associativismo veio numa hora importantíssima para fortalecer os sindicatos”, comentou.

Na mesma linha, o vice-presidente do Sindepan/MS (Sindicato das Indústrias de Panificação do Estado), Marcelo Alves Barbosa, disse que o cenário ainda é nebuloso. “Novas estratégias estão sendo testadas para se entender o que dá certo ou errado, mas é certo que os sindicatos precisam se reinventar e oferecer mais serviços e ações para se aproximar do associado”, salientou.

Já o coordenador do PDA da Assessoria Sindical da Fiems, Ulysses Cosenza, destacou o momento de integração entre as Federações durante o Enai, principalmente, em um momento de extinção de recursos dos sindicatos.

“Precisamos estar alinhados com o que as outras Federações da Indústria estão fazendo e com o que a CNI está propondo. Nós da Fiems estamos desenvolvendo o Programa Apoio Produtivo, que vem dando bons resultados. Estamos trazendo as indústrias para dentro do sindicato. A partir daí, desenvolvemos uma série de ações para reforçar as vantagens de estar ligado aos sindicatos e o que vimos aqui hoje só reforça o que estamos fazendo na Fiems”, finalizou.

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