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MS busca tecnologias para garantir segurança hídrica ao Estado

11 outubro 2021 - 10h28Campo Grande News

A preocupação existe, mas é vista como de menor potencial por especialistas e por quem atua junto à gestão do abastecimento de água em Mato Grosso do Sul. Com rios largos e um dos maiores aquíferos do mundo, o Guarani, MS tem estrutura para garantir água por muito tempo às futuras gerações. Mas isso não basta se tecnologias não forem aplicadas para garantir segurança hídrica. 

A palavra "confortável" é unanimidade entre os entrevistados de que, em relação aos demais estados do Brasil, a situação por aqui é bem favorável quanto ao abastecimento humano, com risco praticamente zero de que haja falta de água no futuro próximo. “Não existe tendência de redução da vazão para nossos mananciais”, garante o gerente de meio ambiente e qualidade da Águas Guariroba, Fernando Garayo. 

Para representante da Sanesul, Elthon Santos Teixeira, gerente de desenvolvimento operacional, “maior faixa do Estado está sobre o Aquífero Guarani e muitas cidades já o exploram para consumo, então, é uma situação extremamente confortável. Entretanto, é preciso o uso racional da água para não faltar no futuro”, pondera. 

O engenheiro ambiental, Ariel Ortiz Gomes, professor da FAENG/ UFMS ( Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo e Geografia), explica que para que haja suficiência no abastecimento é preciso trocar o termo escassez hídrica – que pressupõe ações diante da falta de chuvas, tornando o sistema refém dos ciclos naturais – por segurança hídrica – que visa atuar com a gestão de ações e tecnologias que reduzam as perdas de água e forneça esse bem para as atividades humanas em qualidade e quantidade. 

“A seca provoca a redução no estoque dos reservatórios, mas é preciso atuar gestão das áreas de conservação onde os mananciais estão inseridos. Se há desmatamento, há menos potencial de acúmulo de água no solo e consequentemente, menos água”, analisa, enfatizando que “tem que proteger a vegetação, que precisa ser suficiente para segurar a água e facilita recarga do aquífero”, citando a necessidade de preservação das áreas de recarga do Aquífero Guarani. 

Quem também fala sobre isso é Teixeira, da Sanesul. “Com mais captação nos poços, sofremos menos com a falta de chuvas, mas a velocidade de recarga dos aquíferos quando não há chuva é menor. Nesse ciclo, há o consumo e o abastecimento desses reservatórios ao longo dos anos, por isso não há muito como se prever o impacto no desabastecimento”, avalia. 

Evitar perdas

Ações para conservar a água e evitar perdas podem ser adotadas em casa, nas empresas e indústrias e ainda mais nas concessionárias que atuam no abastecimento. Uso racional no dia a dia e seu possível reuso é essencial, mas ações macro só podem mesmo ser adotadas por aqueles que gestam a água. 

O gerente Elthon Teixeira fala das ligações clandestinas, que desviam a água e também das perdas durante o processo de tratamento. “De toda água da captação, nem tudo chega ao consumidor. Devem haver investimentos para que se reduza isso”, afirma, citando que os vazamentos na rede e as ligações clandestinas são as principais vilãs nesse quesito. 

Pela Águas Guariroba, Garayo fala que há monitoramento em tempo real da rede por sistema que encontra vazamentos pouco tempo depois de ocorrer. A empresa também adota estudos frequentes de vazão dos mananciais e reservatórios, comportamento dos corpos hídricos e análise sedimentar nos reservatórios. “Tudo isso reduz as perdas a quase zero”, afirma. 

Há ainda o programa Manancial Vivo, que em parceria com o Poder Público e produtores rurais, atua na conservação do Córrego Guariroba e seu entorno. O corpo d’água corresponde a 34% do abastecimento de água de Campo Grande. 

Por fim, o professor Ariel, da UFMS, sustenta que MS tem mesmo menos risco de desabastecimento que outros locais, mas é preciso lembrar que a água é um bem finito, que é usado para além do consumo potável, mas é também essencial para a navegação, para a irrigação, animais, processos produtivos e na geração de energia. 

“Uma crise com baixa quantidade de chuvas afeta a navegação, um impacto direto no transporte de pessoas, mercadorias e turismo e também reduz a vazão dos rios, dificultando a depuração da água em caso deles serem usados para lançamento de água de esgoto tratado”. 

Vale lembrar que em 2021, estudo do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) identificou que em 14 grandes reservatórios de água da Bacia do Rio Paraná, sete apresentam o pior nível dos últimos 22 anos. 

 

 

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