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Membros de facções criminosas e até policiais foram alvos de operações em MS

26 dezembro 2018 - 10h09Midiamax

O ano de 2018 foi marcado pelas operações deflagradas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), Polícias Civil e Federal. Entre os alvos estão policiais militares, civis, diretor de hospital e membros de facção criminosa. Relembre as principais operações.

Deflagrada a primeira fase no dia 16 de maio, a “Operação Oiketikus” mirou em policiais militares que em sua maioria atuavam como facilitares para a passagem de cargas de contrabando de cigarros. Ao todo, a Corregedoria da Polícia Militar e o Gaeco cumpriram 66 mandados, sendo 21 de prisão e 45 de busca e apreensão. Entre os alvos estavam oficiais e praças da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, incluindo comandantes de unidades em municípios do interior.

Lisberto Sebastião de Lima, Elvio Barbosa Romeiro, Vandison de Pinho, Ivan Edemilson Cabanhe e Erik dos Santos Osuna viraram réus e foram condenados pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa. Angelúcio Recalde Paniagua e Jhondnei Aguilera também tiveram condenação pelos mesmos crimes agravados pelo fato de que, para a Justiça, a dupla exercia o comando do esquema criminoso. O Sargento Ricardo Campos Figueiredo foi condenado a mais de 18 anos de prisão e expulso da PM.

No dia 17 de maio, “Operação Luz na Infância 2” cumpriu em todo o Estado nove mandados de busca e apreensão. Na Capital, equipes do Garras (Grupo Armado de Resgate e Repressão a Assaltos e Sequestros) cumpriram cinco mandados. A segunda fase da Operação Luz da Infância contou com a participação de 2,6 mil policiais civis em todo o país.

A ação aconteceu também em Naviraí, Glória de Dourados e Dourados, onde computadores com vídeos e fotos pornográficas com crianças e adolescentes foram apreendidos em uma casa. Entre os presos estavam Policial Civil, engenheiro, arquiteto, empresário, músico e técnico em eletrônica. Em 22 de novembro policiais voltaram às ruas e prenderam um militar do Exército, funcionário da Câmara de Vereadores de Jardim e um comerciante.

No dia 12 de junho, o alvo do Gaeco foi o PCC. Denominada “Operação Paiol”, o objetivo era desmantelar facção criminosa, três mandados de prisão foram cumpridos em Campo Grande, levando à prisão de Tânia Cristina Lima de Moura, a esposa de ‘Tio Arantes’, chefe da facção. Tânia era responsável pela movimentação financeira do grupo. Também foi preso na época um agente penitenciário que fazia o tráfico para o grupo.

A Polícia Federal foi às ruas em 25 de junho para deflagrar a operação “Laços de Família”, a quadrilha chefiada por um policial militar da cidade de Mundo Novo que trabalhava em Eldorado. Quinze integrantes da quadrilha foram presos durante a deflagração da operação no Estado. A sede ficava em Mundo Novo, onde foram presas 13 pessoas. As outras duas prisões aconteceram em Naviraí e em Eldorado. A família do policial ostentava carros de luxo, viagens internacionais e era temida na cidade do interior.

No dia 18 de setembro, o Gaeco voltou às ruas para cumprir 25 mandados de prisão preventiva e 26 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Jardim, Bela Vista e Goiânia (GO) pela Operação “Narco 060”. O objetivo era desmantelar organização criminosa e combater o tráfico de drogas, associação ao tráfico e corrupção ativa. Entre os presos estavam três policiais militares que já haviam sido alvos na Operação Oiketikus e um Policial Civil lotado em Jardim.

Em 22 de setembro, foi a vez da Polícia Federal desarticular quadrilha que contrabandeava cigarros. “Operação Nepsis” cumpriu mandados em cinco Estados, sendo eles: Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Alagoas. Entre os presos, além dos líderes e dos “gerentes” da Organização Criminosa, encontravam-se policiais da PRF, da Polícia Militar e da Polícia Civil do Estado do Mato Grosso do Sul.

Em novembro foi a vez do Hospital Regional ser alvo do Gaeco. A Operação Reagente foi deflagrada no dia 30, contra a fraude em licitações de equipamentos médicos, além de corrupção ativa e passiva no Hospital. Um empresário, sócio da Neo Line Produtos e Serviços Hospitalares, foi levado para a 2º Delegacia de Polícia Civil e o diretor–presidente do hospital, Justiniano Vavas, foi preso por posse irregular de arma de fogo. A operação apontou um prejuízo de mais R$ 3 milhões nos últimos anos ao hospital.

Encerrando o ano e dando prejuízo para o tráfico de drogas, a Denar deflagrou em dezembro a “Operação Progresso” que prendeu o maior traficante de drogas da região Sul da Capital. Ele mantinha um laboratório de refino de drogas. Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão preventiva.

 

 

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