Menu
sábado, 06 de março de 2021
Andorinha Fevereiro
Andorinha Fevereiro
Geral

Mãe diz que filho assassinado não era bandido e quer justiça contra policiais

16 agosto 2016 - 17h03Emanuel Lima
Mãe indignada, chora pedindo justiça ao filho assassinado. Foto: CDP

Dilma Gomes Menacho, moradora do bairro Centro América, disse em entrevista exclusiva ao Capital do Pantanal, que o filho assassinado, Erivelton Menacho, 21, era marcado pela polícia. Segundo mãe, eles moram em Três Lagoas, e o jovem estava em Corumbá de férias, e que o mesmo não possui passagens pela polícia e ainda tem carteira assinada, “meu filho era arrimo de família. O pai está desempregado e doente. Há muito tempo ele me dizia que vinha sendo perseguido pela polícia e que não podia parar em lugar algum que os policias davam 'carteirada' exigindo documentação”, disse enfatizando que a moto que ele estava era da irmã do Maicon, mas que ela havia comprado uma moto nova para ele, “ele nunca precisou roubar nada de ninguém” . No dia do crime, a irmã de Erivelton estava com a moto do irmão, “eu estava estacionando quando escutei o primeiro disparo. Fui olhar e meu irmão no chão e, os policiais estavam lá. Na hora do desespero eu tentei acudir meu irmão” . 

Irmã de Erivelton viu irmão caído no chão. Foto: CDP

A mãe, muito revoltada com crime clama por justiça, “ainda que ele estivesse armado o papel da polícia não é matar, é prender. Esses dias eu estava com meu filho, em sua moto, documentada, e fomos parados por esse policial que atirou nele com três tiros na boca. Meu filho era trabalhador, tem carteira assinada, carteira de habilitação, era um menino de 21 anos, e não há nada contra ele na justiça. Mas, as testemunhas vão falar a verdade. O Maicon disse que o policial pisou na cara dele. Eles só não mataram ele também, porque juntou gente. Eu só quero saber porque ele executou meu filho e cadê a arma que eles alegam que estava com meu filho. Fazemos um apelo para quem estava lá na hora dar depoimento à justiça. Os policiais ficam ameaçando e ninguém quer testemunhar. Por favor nos ajudem. Hoje pela manhã o camburão estava rondando a minha casa. O que eles querem? Me conhecer? Ou me intimidar? ”, indaga a mãe do jovem.

Família exibe carteira de trabalho de Erivelton assinada. Foto: CDP 

Quanto a versão apresentada pela Polícia foi de que realmente um policial fez os disparos. Segundo um policial envolvido no caso, estava esperando a mãe que trabalhava no pagode quando viu o jovem armado na moto e deu voz de prisão. Eles disseram que o jovem respondeu com um tiro, porém nenhum policial saiu ferido. Em seguida eles atiraram nos dois jovens, matando no local, Erivelton e ferindo Maicon com dois tiros na perna. Eles alegam legítima defesa. A major Katiane Almeida disse que foi instaurado inquérito para investigar as circunstancias do crime.

 

Deixe seu Comentário

Leia Também

BOLETIM COVID
SES registra 23 novos óbitos por Covid, e MS já acumula 3.416 vidas perdidas
GERAL
Senadora Soraya Thronicke lembra que aprovação da PEC Emergencial também vai salvar vidas
POLÍTICA
Brasil passa a fazer parte do Protocolo de Nagoia sobre biodiversidade
PMA
Arrendatário e agrônoma são autuados em R$ 50 mil por uso de licença ambiental falsificada
SAÚDE
Com mais doses, Corumbá abre vacinação para idosos a partir de 76 anos
INCÊNDIO
Consultório Odontológico pega fogo no Maria Leite
POLICIAL
Polícia Militar de Corumbá prende homem por violência doméstica no Dom Bosco
CULTURA
Dia Nacional da Música Clássica celebra o legado de Villa-Lobos
ECONOMIA
Indústria brasileira cresce 0,4% de dezembro para janeiro
DETRAN
Número de CNHs emitidas pelo Portal Meu Detran cresce 45%

Mais Lidas

POLICIAL
Homem é preso por roubo na forma tentada no bairro Maria Leite
POLICIAL
Em Corumbá três são presos com mandado de prisão em aberto
INCÊNDIO
Consultório Odontológico pega fogo no Maria Leite
POLICIAL
Polícia Militar de Corumbá prende homem por violência doméstica no Dom Bosco