Menu
segunda, 15 de agosto de 2022
Governo - Utilidade Pública - Agosto/22
Andorinha Institucional
Geral

Longen vê com preocupação alta da Selic e defende articulação política para mudar rumos da economia

05 agosto 2022 - 12h20Assessoria

O presidente da Fiems, Sérgio Longen, avaliou como preocupante a elevação da taxa básica de juros para 13,75% ao ano, após decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). Na avaliação do líder empresarial, o cenário de alta na Selic compromete a capacidade de investimento das empresas privadas e traz riscos de inadimplência aos financiamentos já contratados.   

“Para combater a inflação, o governo eleva os juros, algo que entendemos como único remédio a ser utilizado. No entanto, isso tem um limite aceitável. No nosso entendimento, esse limite começou a ser ultrapassado. Isso mata a atividade e coloca em risco quem já contraiu dívidas com juros pós-fixados. As empresas vão começar a não pagar os empréstimos, porque é impossível aceitar juros para investimento nessas condições”, afirmou.   

A elevação em 0,50 ponto percentual da taxa Selic veio em linha com o esperado pelo mercado e representa o 12º aumento consecutivo na taxa de juros, alcançando o maior patamar desde novembro de 2016.   

Ao analisar a conjuntura econômica atual, Longen apontou para outro problema que tem inviabilizado novos investimentos: a falta de mão de obra. Mesmo promovendo ações de qualificação profissional gratuitas, o setor privado enfrenta dificuldade para preencher vagas abertas. Uma das razões para a escassez de trabalhadores, na visão de Longen, é a concessão indiscriminada de benefícios sociais.   

“Temos um grande inimigo hoje que são os benefícios sociais criados pelos governos, que acarretam em transtornos, como falta constante de trabalhadores para as empresas de todos os segmentos. Tentamos fazer a qualificação desses desempregados, mas não os encontramos. Não se consegue nem preencher as vagas gratuitas de qualificação”, relata.   

O presidente da Fiems defende a necessidade de articulação política para alterar os rumos da atual política econômica. “As empresas começam a ter dificuldade de manter seus investimentos privados porque não arruma gente para trabalhar. A gente precisa entender hoje que algo político precisa ser construído para que o governo não continue avançando nessa direção”, conclui.   

O Banco Central sinalizou que o processo de aperto monetário não chegou ao fim e que há possibilidade de um novo ajuste na Selic, em menor intensidade, no próximo encontro que deve ocorrer em setembro. 

 

 

Deixe seu Comentário

Leia Também

Corumbá
Comemoração de Dia dos Pais termina com briga entre famílias no bairro Cristo Redentor
Nove pessoas foram conduzidas para Delegacia; um homem precisou ser algemado e uma mulher precisou de pontos no Pronto Socorro
Operação Pesca Legal
PMA reforça vigilância aos cardumes e apreende petrechos ilegais de pesca
Tempo
Semana começa com máxima de 38°C no estado e previsão de virada de tempo amanhã
Corumbá tem máxima prevista em 37°C para esta segunda (15)
Próximo a Agesa
Boliviano é socorrido com fratura após colidir em caminhão na Ramon Gomes
Ladário
Inscrições abertas para a Escola de Futsal Pérola do Pantanal
Implantada
Maternidade de Corumbá ganha farmácia exclusiva
Imunização
Encerrada vacinação nas escolas de Ladário; Segunda-feira inicia ação nas creches
Evento
Semana da Primeira Infância inicia segunda-feira com atividades até 19 de agosto
Na fronteira
Dono de fazenda é multado em R$ 29 mil por trânsito ilegal de gado
Capital
Feira Central de Campo Grande abre ao meio-dia para comemorações de Dia dos Pais neste domingo

Mais Lidas

Próximo a Agesa
Boliviano é socorrido com fratura após colidir em caminhão na Ramon Gomes
Destaque
Concursos públicos em Mato Grosso do Sul atraem candidatos de outros estados
Turismo
Requalificação da orla do Porto Geral terá investimento de R$ 87,4 milhões
Implantada
Maternidade de Corumbá ganha farmácia exclusiva