Menu
segunda, 19 de abril de 2021
Andorinha Fevereiro
Andorinha Fevereiro
Geral

Lei regulamenta o tratamento da leishmaniose em cães

17 abril 2018 - 10h27G1

Uma lei complementar que alterou o Código Sanitário de Campo Grande regulamentou o tratamento da leishmaniose visceral em cães no município. A nova legislação entrou em vigor nesta terça-feira (17), após a publicação no Diário Oficial da sanção do prefeito Marcos Trad (PSD) ao projeto do vereador Francisco Gonçalves de Carvalho (PSB), que havia sido aprovado na Câmara da capital.

Desde 2013 o tratamento contra a leishmaniose visceral em cães foi autorizado no país, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em um processo sobre o assunto. Em 2016, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), autorizou que fosse utilizado no Brasil como método terapêutico para os animais com a doença, um medicamento que já era comercializado com esse fim na Europa.

A lei que entrou em vigor nesta terça-feira, vem, conforme reiterou o autor do projeto durante a discussão da matéria na Câmara, legalizar o que já vinha sendo feito ao longo do tempo na cidade, em diversas clínicas veterinárias.

Com a mudança no Código Sanitário, os proprietários que tiverem seus cães com o diagnóstico da leishmaniose e optarem pelo tratamento, deverão comunicar a Coordenadoria de Combate a Zoonoses por meio de um protocolo.

O tratamento de animais será aceito pelo órgão sanitário se for realizado com a supervisão de um médico veterinário e com o uso de medicamentos autorizados pelos ministério da Saúde e/ou da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Leishmaniose

A leishmaniose é uma das doenças que mais afeta os cães no Brasil. Transmitida pela picada do mosquito palha (Phlebotominae), a enfermidade pode causar problemas dermatológicos (perda de pelos em focinho, orelhas e região dos olhos), crescimento anormal das unhas, emagrecimento progressivo, anorexia, e dependendo das complicações e da evolução do quadro, o animal pode morrer.

Prevenção

Segundo as autoridades de saúde do município, a melhor maneira de prevenção contra o mosquito transmissor da leishmaniose é eliminar os criadouros. A fêmea do mosquito palha colocam seus ovos em locais úmidos na terra (sob folhas e pedras) e em matéria orgânica em decomposição. Por isso, manter terrenos limpos é fundamental para evitar a proliferação do mosquito. Nos cães é recomendado o uso de coleiras repelentes para reforçar as medidas de prevenção.

Transmissão para humanos

A transmissão da leishmaniose visceral ocorre pela picada das fêmeas infectadas. Primeiro o inseto infectado (vetor) pica o cão (ou outros hospedeiros vertebrados, como gato, gambá, cavalo) e ingere a leishmania. Esta transforma-se dentro do intestino do vetor em promastigota, que é a forma infectante. Essa nova forma, através da picada do vetor irá infectar humanos e novos animais, destruindo o sistema imunológico. Mordidas, lambidas, arranhões e contato físico não passam leishmaniose de cães infectados para humanos. É necessário o inseto, para que possa haver a transmissão e transformação do parasita.

Tratamento em animais

Segundo o município, o tratamento da leishmaniose visceral canina não se configura como uma medida de saúde pública para controle da doença e, portanto, trata-se única e exclusivamente de uma escolha do proprietário do animal, de caráter individual. Está orientação está contida na Nota Técnica do MAPA.

Deixe seu Comentário

Leia Também

KIT INTUBAÇÃO
Cooperativa médica adota medidas emergenciais para otimizar uso de medicamentos em falta no mercado
GERAL
Presos brigam em cela e um acaba morto em presídio de MS
SAÚDE
Dia Mundial da Hemofilia: condição genética dificulta coagulação
UEMS
UEMS oferta 78 bolsas no valor de R$ 400 para Projetos de Ensino
SAÚDE
Com mais um drive thru na Praça CEU, Prefeitura retoma vacinação contra a Covid-19
GERAL
Dupla-Sena da Páscoa sorteia prêmio de R$ 30 milhões neste sábado
GERAL
Pandemia e isolamento aumentam procura por cultivo de plantas em casa
ECONOMIA
Prorrogação de imposto alivia orçamento de bares e restaurantes, avalia Abrasel
PANTANAL
Com mais de 50 programas, apresentador divulga belezas do Pantanal na TV
GERAL
Servidores da Agepen recebem primeira dose da vacina contra Covid-19

Mais Lidas

GERAL
Presos brigam em cela e um acaba morto em presídio de MS
PANTANAL
Com mais de 50 programas, apresentador divulga belezas do Pantanal na TV
CORONAVÍRUS
Coronavírus: variante P1 já é predominante em Mato Grosso do Sul
SAÚDE
Com mais um drive thru na Praça CEU, Prefeitura retoma vacinação contra a Covid-19