Menu
sábado, 25 de setembro de 2021
Expresso Mato Grosso - Junho
Geral

Júri absolve assassino confesso por ele ter agido em "ato de desespero"

28 julho 2021 - 09h50Redação

O agente de segurança Christian Daniel Barbosa, de 45 anos, foi absolvido de três crimes diante de um júri popular nesta terça-feira (27), em Campo Grande.  

Barbosa está preso desde 3 de novembro de 2015, quando se entregou à polícia confessando ter matado a tiros Anderson Filiu da Silva, de 21 anos, e ferido a tiros Naiara Cristina Gomes Correia, de 22 anos.  

Execução

 A execução de Anderson ocorreu em 25 de outubro de 2015. O réu e um comparsa foram numa motocicleta Suzuki à casa onde Anderson estava, no Jardim Canguru, e efetuaram diversos disparos, ocasião em que Naiara foi feita de escudo humano e ficou ferida. Após ela cair, o réu e o comparsa conseguiram matar Anderson.  

Motivação

Em 8 de janeiro, Anderson havia sido preso suspeito de matar o adolescente, Marcos Vinícius da Silva Barbosa, o ‘Tito’, de 17 anos, no dia 2 de janeiro de 2014, no Jardim Novo Século. "Tito" era filho do agente de segurança Barbosa, julgado nesta terça. 

Depressão

Depois da morte do filho, Christian teria ficado depressivo até que tomou a decisão de fazer uma vingança, tendo Anderson como único alvo.   

A tese da defesa do agente é de que Barbosa agiu sob forte emoção, movido por “ato de desespero”, e tal analogia foi acatada pelo júri popular campo-grandense.  

A esposa de Barbosa, Raquel Barbosa, referenciou a tese da defesa ao citar por videoconferência que não reconhecia mais o companheiro desde a morte do filho. “No dia do sepultamento, no dia que enterramos nosso filho, ele ficou um tempão deitado naquela cova. Achei que ele ia morrer junto”, disse. 

Decisão

No julgamento, a defesa solicitou pela absolvição genérica. Caso fosse condenado, pediu pelo reconhecimento de homicídio privilegiado, por motivo de relevante valor moral e afastamento das qualificadoras. 

Os jurados, porém, foram pela absolvição total, sendo a ação considerada improcedente pelo juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri. 

Christian é julgado por homicídio qualificado por motivo torpe, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma. O comparsa foi impronunciado pelos crimes e por isso não foi julgado por júri popular. 

Deixe seu Comentário

Leia Também

Denúncia
Homem morre e família acusa médica da UPA de negligência
Palestras
3ª edição da Semana da Saúde do Sesc tem foco nos reflexos da pandemia
SCT 2021
IFMS abre inscrições para Semana de Ciência e Tecnologia
Javaporco
PMA flagra criação ilegal de javalis em propriedade de Dourados
Alerta
De agendamentos a esquemas de 'pirâmides', entenda os maiores golpes do Pix em MS
Retomada
Fundtur recebe inscrições no Programa "Incentiva+MS Turismo" até 5 de outubro
Bonito
Mulher é multada em R$ 5 mil por desmatamento ilegal em área protegida
Imunização
Veja quem pode se vacinar neste fim de semana em Corumbá
Balanço
Mais de 50% das drogas apreendidas na Operação Fronteiras e Divisas I são de MS
Economia
Comércio deve facilitar pagamento e ser cauteloso para o Dia das Crianças

Mais Lidas

Bairro Vila Mamona
Funcionários de construção amarram autor de furto e acionam PM
Capital
Presos usam celulares até em banho de sol na Máxima
Flagrante
Dupla é presa por tráfico de drogas na área central de Corumbá
Estava Foragida
Boliviana investigada por desastre da Chapecoense é mantida em Corumbá até extradição