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Instituto Butantan confirma que lote da vacina contra H1N1 2016 acabou

25 maio 2016 - 15h23Sylma Lima
20160407181934Corumbá vacinou 22 mil pessoas contra vírus do H1N1 este ano. Entre elas as consideradas grupo de risco que são crianças até dois anos, gestantes, idosos, portadores de doenças crônicas, indígenas , presidiários e moradores da Zona Rural. Ocorre que o número de doses foi insuficiente e, até agora ninguém soube precisar se Ministério da Saúde vai mandar fabricar outra remessa para o país. A Secretaria de Saúde do Município fez um pedido e aguarda até dia 30 a chegada de uma nova remessa, mas , até agora essa situação é hipotética. Enquanto faltam gestantes serem imunizadas e pessoas do grupo de risco , clinicas particulares em Campo Grande estão vendendo a dose a R$ 290 reais. Essa foi a informação que recebemos de uma pessoa que procurou a vacina e somente encontrou em uma clínica. Em Corumbá a Cassems vacinou seus associados no valor de R$ 50,00, mas as doses já se esgotaram e não há um município que ainda tenha a vacina. Muita gente está desesperada por que o Estado é  o que apresenta o maior número de casos registrados, sendo que em Campo Grande e Três Lagoas já tiveram vários óbitos. Segundo o médico Cristiano Xavier, Diretor do Hospital de Corumbá,  três pessoas de uma mesma família estão em tratamento, uma no hospital e duas em casa, entretanto, sob controle. Xavier explicou que este ano houve um óbito em Janeiro, mas que Santa Casa dispõe do medicamento (Tamiflu) caso haja necessidade. A Secretaria de Saúde do Município alertou para os pais de crianças de até um ano que tomou uma dose da vacina, não esquecer de procurar um posto de saúde para concluir a medicação, O prazo é de 30 dias, e se não concluir não há eficácia do medicamento. Gestantes que não conseguiram ser vacinadas devem procurar um posto de saúde e deixar o nome anotado, pois há uma remessa de vacinas que foi distribuída para moradores da Zona Rural e aldeias indígenas e que pode haver sobras, o que daria para suprir o caso das gestantes que não foram imunizadas. A situação em Mato Grosso do Sul é crítica e até o Ministério Público Federal já interviu na questão exigindo do Ministério da Saúde uma nova remessa para o Estado, devido a quantidade registros da doença. O Capital do Pantanal já entrou em contato com o Instituto Butantan responsável pela fabricação da cepa, que pediu para que entrássemos em contato com o Ministério da Saúde, pois todas as vacinas da campanha 2016 já foram produzidas e enviadas para os Estados, o que deixa claro que não haverá mais doses. O Ministério da Saúde informou que as Secretarias Estaduais são responsáveis pela distribuição dos lotes aos municípios. Aos corumbaenses do “ grupo de risco”  resta apenas uma opção, de que sobre doses das que foram enviadas às aldeias indígenas para cobrir, uma parcela, dos que não conseguiram o medicamento, pois o Buntan só vai fazer uma nova remessa em caso excepcional e se solicitada pelo Ministério da Saúde, o que não foi confirmado até agora. Como Corumbá vive uma situação diferenciada e endêmica pela proximidade da Fronteira, só nos resta orar, porque de fato, não há mais doses disponíveis nos laboratórios. 955 crianças corumbaenses terão que tomar o reforço. A cidade recebeu apenas 25 mil doses, sendo que 22 mil foram aplicadas na cidade e três mil doses enviadas às aldeias e zona rural. Estima-se que metade da população queira se vacinar. Segundo informações apuradas pelo Capital do Pantanal aumentou o número de pessoas com laudo de doenças crônicas, cuja autenticidade nem sempre fora comprovada, pois estimava-se 1500 e foram imunizadas 4500 pessoas com “laudos” . A Secretaria Estadual de Saúde acaba de confirmar que fez um novo pedido para o Estado mas, o Ministério da Saúde negou. Enquanto isso na Capital A situação está tomando proporção alarmante uma vez que até o  Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, por ato da Promotora de Justiça Filomena Aparecida Depolito Fluminhan, titular da 32ª Promotoria de Justiça da Capital, instaurou o Inquérito Civil nº 06.2016.00000680-1, em razão da possível insuficiência na quantidade de vacina trivalente de imunização contra o vírus influenza A e B, disponibilizada na Rede Pública do Município de Campo Grande, cuja responsabilidade recai sobre a Prefeitura Municipal. A Promotora de Justiça encaminhou ofício ao Secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, com cópia do ofício para a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau), solicitando, com urgência, no prazo de 5 (cinco) dias, que informe: se as doses estão sendo disponibilizadas aos Municípios na exata quantidade solicitada por cada ente, para atender a demanda local; a quantidade de doses da vacina já disponibilizadas no Município de Campo Grande; e se há previsão de recebimento de nova remessa do Ministério da Saúde. Também oficiou ao Secretário Municipal de Saúde de Campo Grande solicitando, com urgência, no prazo de 3 (três) dias, que informe: se as doses da vacina estão sendo disponibilizadas ao Município de Campo Grande, na exata quantidade solicitada para atender a demanda local; a quantidade de doses da vacina já disponibilizadas no Município; e o percentual de cobertura alcançado na vacinação de Campo Grande. Para instaurar o Inquérito Civil, a Promotora de Justiça levou em consideração ser atribuição da 32ª Promotoria de Justiça a fiscalização dos serviços de saúde, mediante requisições de todas as informações pertinentes aos órgãos relacionados à prestação desses serviços. Foi considerado que, conforme dados do último boletim de Situação Epidemiológica da Influenza em MS, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde em 17/5/2016, é crescente número de casos confirmados de infecção pelo vírus influenza A e B, bem como de óbitos por decorrência dessa infecção, o que demonstra a expansão da doença e a essencialidade de se executar de forma eficiente a imunização prevista na Campanha Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde.

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