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Governo implanta estradas e pontes e abre corredor de produção e turismo entre Bonito, Corumbá e Coxim

01 maio 2017 - 07h56Portal do MS
Construção de ponte de concreso sobre o Rio São Lourenço, entre Bonito e Porto Murtinho: R$ 850 mil em investimento.

Obras estruturantes em execução pelo Governo do Estado criarão um corredor de integração ligando as regiões de Bonito, Porto Murtinho, Corumbá e Coxim, beneficiando o turismo e a produção pecuária dos pantanais do Nabileque, Nhecolândia e Taquari. Estradas estão sendo implantadas ou encascalhadas, com construção de pontes e aterros, rompendo trechos arenosos e inundados da planície pantaneira.

As frentes de trabalho, coordenadas pela Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), se espalham por várias localidades, incluindo também os municípios de Rio Negro e Rio Verde, e o governo projeta uma estrada que ligará as regiões da Nhecolândia e do Paiaguás, em Corumbá, cruzando uma ponte de concreto construída sobre o Rio Taquari, para se chegar à microrregião de Coxim, no extremo norte do Estado.

De acordo com o secretário estadual de Infraestrutura, Marcelo Miglioli, o Governo do Estado tomou a decisão de investir nesta malha rodoviária há muito projetada por acreditar que uma rota neste trajeto será estratégica para o setor turístico. “Os turistas poderão sair de Bonito, cruzar o Pantanal e chegar até Corumbá. Além disso, a implantação e manutenção desses acessos irá beneficiar grandemente a comunidade e os produtos da região”, disse.

Cheia e seca

Miglioli adiantou que o projeto do corredor é de longo prazo, considerando as dificuldades na execução das obras pelas condições do terreno e a disponibilidade de recursos, captados via Fundersul. Mas garantiu que o governo se empenhará na conclusão das etapas em obras e licitará nos próximos meses outros trechos, dentre os quais uma extensão de 40 km de revestimento primário da MS-228, na Nhecolândia.

“Estamos avançando essa interligação de Bonito a Coxim, cortando o Pantanal, incluindo a MS-214, a estrada da região do Paiaguás que cruza as barrancas do Taquari”, disse Miglioli. “Obviamente, é um projeto de longo prazo e um sonho, que esperamos tornar realidade. São corredores de integração que o governador Reinaldo Azambuja tem nos determinado para que a gente olhe e para que a gente execute”, completou.

Para o presidente do Sindicato Rural de Corumbá – maior município do Pantanal e segundo do País em rebanho bovino, com dois milhões de cabeças -, Luciano Leite, os investimentos do governo estadual na infraestrutura viária da região são vitais para garantir o escoamento da produção, na cheia e na seca. “O transporte sempre foi um dos gargalos da nossa pecuária, e o acesso fácil, com redução dos custos, incentiva também o aumento de produção”, analisa.

Recapeamento e recuperação das estradas permitirão transporte de gado sem interrupção no Pantanal, mesmo durante cheia. 

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Ponte do Naitaca

Na planície, a Agesul executa com revestimento primário as MS-228 (em duas frentes, a partir da Curva do Leque, em Corumbá, e Rio Negro), MS-423 (compreendendo um trecho da Serra da Alegria, em Rio Verde, à Fazenda Imaculada) e MS-214. O secretário Marcelo Miglioli informou que o governo está pactuando com a mineradora Vale para fornecimento de expurgos de minério para compactar um trecho de 40 km na região da Nhumirim (MS-228).

A partir de Bonito, a Agesul implanta base primária nas MS-185 (Campo dos Índios), MS-458 (Baía das Garças) e MS-382, descendo a Serra da Bodoquena até o Rio Naitaca (Fazenda Firme), limite de Porto Murtinho com Corumbá, onde o governo reconstruiu a ponte de madeira de 120 metros. Esta ligação beneficia as fazendas de gado e as aldeias indígenas dos Kadiweus, como São João, Barro Preto e Tomásia, e a Ilha de Nabileque.

“A região do Naitaca estava abandonada há mais de 14 anos e a estrutura da ponte danificada”, lembrou o regional da Agesul em Jardim, Edmilson Nogueira Escobar, que acompanhou o secretário de Infraestrutura em vistoria técnica por mais de 200 km de estradas em obras com o objetivo de observar a qualidade do serviço prestado. Uma das obras visitadas foi a ponte de concreto em construção sobre o Rio São Lourenço, na MS-458.

Ponte de madeira de vazão em manutenção na Estrada Parque: apoio ao turismo e escoamento da produção pecuária. 

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Estrada-Parque

 A partir do acesso pelo Naitaca, as obras rodoviárias chegam à MS-195, no Pantanal do Nabileque, onde foram encascalhados 92 km. O corredor projetado pelo Governo do Estado segue por mais 85 km pelas MS-243, que tem um trecho de 29 km em execução, e a MS-325 (Carandazal), em manutenção permanente pela Agesul, até a BR-262 (Buraco das Piranhas), onde se interliga à MS-184 (Estrada-Parque), Pantanal da Nhecolândia, em Corumbá.

Fotos: Chico Ribeiro e Edmir Rodrigues

 

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