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Fevereiro Roxo: O mês de alerta sobre alzheimer, lupus e fibromialgia

Mês de conscientização e esclarecimento sobre três doenças que não tem cura

06 fevereiro 2021 - 09h06Da Redação

Fevereiro roxo é uma campanha de conscientização dessas três doenças incuráveis e lembra da importância de se ter o diagnóstico correto e tratamento nos primeiros sintomas.

“É necessário, no decorrer da vida, adotarmos hábitos saudáveis praticados desde cedo. O controle de doenças prévias como depressão, diabetes e obesidade, ou combater o sedentarismo, o tabagismo e sempre fazer ações que estimulem a memória, podem ajudar a prevenir muitas doenças, entre elas o Alzheimer”, diz Marisa Lima especialista em saúde integrativa.

No Brasil, segundo a ABRAZ (Associação Brasileira de Alzheimer), 1,2 milhões de pessoas já sofrem com a neurodegeneração causada pela doença. “Estima-se que em 2030, esse número vai dobrar”, segundo Marisa. “O primeiro diagnóstico foi em 1906, com pessoas acima dos 60 anos. Hoje, no mundo, a OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que 35,6 milhões de pessoas, tenham Alzheimer. A sobrevida é entre 8 e 10 anos. É uma doença que traz lesões no cérebro e é dividida em graus: leve, moderado e grave”, explica. É por isso que o diagnóstico rápido pode ajudar a minimizar os sintomas. “Na fase leve, o paciente ainda pode entrar com medicamentos. Na segunda fase já começa a ficar mais complicado por que há perda cognitiva”.

“É por isso que é importante ficar atento aos sinais. No Alzheimer, tem a perda de memória. Já no lúpus – que é uma doença autoimune – há a hipersensibilidade ao sol e manchas vermelhas pelo corpo. No caso da fibromialgia, o paciente sente dores pelo corpo todo e isso também traz outras alterações no humor e no sono por exemplo”.

Apesar de não terem cura, as doenças do Fevereiro Roxo podem ter tratamento para minimizar os sintomas. “O diagnóstico no momento certo é o principal. Depois, entrar com práticas integrativas e medicamentosas para minimizar os danos ao paciente”.

Alzheimer

É uma doença que provoca perda da capacidade cognitiva, memória e demência. O SUS oferece tratamento, inclusive com a entrega de medicação.

A doença de Alzheimer evolui lenta e gradualmente, afetando cada vez mais regiões do cérebro e trazendo mais prejuízos para a vida do paciente, que, nos estágios finais, pode precisar de assistência para realizar funções básicas, como tomar banho.

Como as outras doenças combatidas no Fevereiro Roxo, o Alzheimer ainda não tem cura e o entendimento sobre o modo que afeta o organismo, apesar dos avanços dos últimos anos, continua sendo pouco. É uma das doenças que mais cresce em diagnósticos no mundo. Um estudo da Universidade Johns Hopkins aponta que, até 2050, mais de 100 milhões de pessoas terão Alzheimer.

“Não há cura e o diagnóstico é clínico. Algo que temos que fazer é estimular o cérebro com frequência. Não adianta fazer palavra cruzada todo dia. Quando ficar fácil, você tem que mudar de nível, mesmo que não consiga resolver o exercício, o cérebro vai ser obrigado a encontrar outros caminhos e é justamente isso que estimula a capacidade cognitiva”.

Lúpus

Doença autoimune inflamatória. “Ela reconhece o próprio sistema imunológico e ataca os tecidos saudáveis. Ataca a si mesmo”. Pode afetar diversos órgãos. “Tem pessoas que o lúpus ataca pulmão, outras o cérebro. Não existe um padrão e pode levar a morte. Ainda não se sabe qual é a causa. A gente trabalha a questão das emoções e estresse porque é isso que dá início às doenças autoimunes. Pode acometer qualquer pessoa de qualquer idade e sexo entre 20 e 45 anos. É mais comum em mulheres”.

Fibromialgia

É uma doença reumatológica que acomete 3% da população brasileira. “A maioria é composta por mulheres adultas. Como característica principal temos a dor muscular crônica, por todo o corpo. Dói tudo. Isso causa humor alterado, alterações do sono, falta de memória, fadiga crônica. Qualidade de vida praticamente não existe. Com tratamento indicado e bem pontuado para diminuir estresse e dor, de forma integrativa, o paciente tem uma boa melhora”.

Marisa Lima é enfermeira, pós graduada em estomaterapia, ozônioterapia e práticas integrativas e doutoranda em psicologia social.

 

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