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Festival da Carne traz assadores, tradição e cultura do churrasco do MS

28 agosto 2021 - 09h42Redação

Em Mato Grosso do Sul, a celebração em família precisa ter churrasco. Cada um tem uma receita diferente e uma forma de acender a churrasqueira. A tradição já faz parte da vida do sul-mato-grossense e a vinda de migrantes e imigrantes tornaram essa tradição diferenciada e exclusiva do estado. “Essa cultura e a forma ímpar de fazer churrasco em MS, além da qualidade da carne em MS nos deu a ideia de promover o Festival da Carne em Campo Grande”, conta a realizadora  do evento, que é a consultora de marketing, cultura e gastronomia de MS e idealizadora do Beber e Comer MS, Márcia Marinho. O Festival da Carne será entre os dias 8 e 10 de outubro, na Esplanada Ferroviária, com entrada gratuita.  

O diferencial do evento está no fomento do churrasco como principal protagonista da produção econômica, gastronômica e cultural do nosso estado. Os profissionais sul-mato-grossenses que ganharam admiradores, não só nas mídias sociais, são destaques para aqueles que querem aprimorar a forma de “churrasquear”. 

Nesse espírito agregador, o Festival da Carne vai reunir os grandes nomes do churrasco. O Brunão BBQ é o curador do evento. Ele, que hoje é embaixador da cervejaria Colorado das loja Swift, ligada ao grupo JBS, curador do Churrasco do Teló, membro da Sociedade do Churrasco da Tramontina, estará no Festival para organizar as carnes que serão preparadas, quantidades, selecionar os assadores. Brunão, que é da terra, partiu para São Paulo para ficar poucos meses e acabou se embrenhando pelo mundo da gastronomia. 

Para quem pensa que se tornar um famoso churrasqueiro é simples, engana-se. Ele nunca parou de estudar, mesmo estando com grandes assadores, participando do Fantástico no quadro do músico Teló. Brunão ficou conhecido não porque caiu nas graças dos famosos, mas porque estudou, fez cursos de gastronomia e trabalhou para aprender com chefes de cozinha. 

Ale Ciasca já esteve em eventos como Pantanal Alê Ciasca já esteve em eventos como Pantanal Steak e Churrascada da Gastrota. Foto: Divulgação

Alê Ciasca também fará parte da trupe de assadores que estará nas estações. Alê já com 15 anos manuseava a churrasqueira da casa dos pais em Campo Grande ou na casa dos avós em Araçatuba (SP). De lá para cá, muita coisa mudou. Já teve seu nome carimbado em eventos como Pantanal Steak, foi responsável por uma estação na Churrascada do Gastrota.  Para ele, o evento será uma boa forma de repassar e adquirir conhecimento. “Será único para Campo Grande e região, principalmente, por se tratar de um evento com entrada franca, onde vão haver palestras de muita qualidade, workshops e shows regionais. Quanto à nossa  estação, espero entregar o melhor aos olhos e ao paladar dos campo-grandenses”, garante. 

Téo Luis está há três anos no segmento BBQ. Foto: Divulgação

Ele vai dividir uma das estações com Téo Luis, que está há três anos no segmento BBQ. Antes,  pasmem, só levava pão de alho para o churrasco. “Eu não sabia muito sobre fazer um churrasco”, brinca. Foi num acerto, num churrasco de família que ele se apaixonou e de lá para cá vem se aperfeiçoando. “Depois que eu participei de uma live promovida pela Prefeitura de Campo Grande ganhei experiência e mais seguidores. Hoje, a galera me pergunta sobre dicas como é esse mundo BBQ”, conta. Hoje, Téo é contratado para assar carne e aprendeu as técnicas de parrilha, fogo de chão, defumação e varal pantaneiro e tem parceiros de marcas de sal e outros ingredientes. Ele fala do papel agregador do churrasco. “Se não tiver amigos e família, o churrasco é só carne assando”. 

Lari Churras comenta que várias mulheres também estão no segmento. Foto: Divulgação

Lari Churras é a representante feminina da equipe do Festival. Fã de gastronomia, ela sempre se colocou à disposição para ajudar na preparação do churrasco e de outros pratos também. Essa relação sempre foi muito afetiva, como ela descreve. “Quando eu comecei a estudar sobre o preparo, o modo de fazer, foi aí que eu me apaixonei e comecei a me profissionalizar para deixar de ser hobby”, conta. Ela gosta muito do churrasco pantaneiro, que é feito no espeto de madeira e assado dentro de um buraco. “E a gente tem cortes específicos como do dianteiro, o surtum. O sul-mato-grossense gosta de um churrasco com uma infinidade de cortes”, analisa. 

A churrasqueira vai ficar responsável por uma das estações. Estão selecionando com qual proteína vai trabalhar e também as guarnições para acompanha-las. “Estou animada e com grandes expectativas para o Festival, mas de antemão já adianto que será tudo da mais alta qualidade”, frisa. 

 
 

 
 

 
 

 

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