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Enfermeira de Campo Grande é a primeira sul-mato-grossense vacinada contra o Covid-19

Cinco hora depois da vacinação, a professora enfermagem não relatou nenhum efeito colateral

23 dezembro 2020 - 08h56Ítalo Milhomem - Hora MS

Dos quase 3 milhões de sul-mato-grossenses, quem seria a primeira pessoa a ser vacinada contra o Covid-19 (coronavírus) nesta pandemia?

Essa pessoa já tem nome, chama-se Fernanda Zayas, tem 37 anos é campo-grandense e mora há 15 anos no Estados Unidos, onde atua como professora de Enfermagem da Universidade Arkansas e que também trabalha no hospital local, Washington Regional.

Ela mora com o marido americano e um casal de filhos, na cidade de Fayetteville, uma college town, cidade de quase 100 mil habitantes, que vive muito em função da economia que a universidade traz para região.

Dando aula, trabalhando no hospital e ainda cuidando de duas crianças pequenas em plena pandemia, Emily de dois anos e Victor de seis meses, ela contou com exclusividade a reportagem do Hora MS como foi a experiência vivida na tarde desta terça-feira (22), ás 16h30 (EUA).

“Eles têm um drive-thru no estacionamento do hospital. Então a gente nem sai do carro, fica na fila, eles vieram, abaixei a janela do carro, me deram a vacina, dai a gente estaciona o carro e espera lá por 15 minutos para certificarem que não tivemos uma reação alérgica imediata, eu estava sozinha. Depois da vacina, meu marido me ligou e quis que eu ficasse na ligação com ele pra ter certeza que eu estava bem”, narrou.

Fernanda conta que ficou nervosa e ansiosa com a notícia que seria vacinada, mas mesmo sendo facultativa, tomou a iniciativa de levar a agulhada.

“Eu fiquei um pouquinho, nervosa, mas mais animada, feliz e aliviada do que nervosa”, comentou mostrando vídeo que teve até trilha sonora para marcar um momento histórico.

Cinco hora depois da vacinação, a professora enfermagem não relatou nenhum efeito colateral, mas brincou, que estava monitorando se tinha alguma mutação genética, como muitos disseram que poderiam ocorrer após receber a vacina, inclusive o presidente brasileiro, que as pessoas poderiam virar jacaré.

“Olha, (dói) muito menos que antibióticos tipo a benzetacil, nem senti nada na hora, agora meu braço esta levemente dolorido”, esclareceu.

A professora comentou que esta compartilhando essa experiência para que outras percam o medo da vacina contra o coronavírus que já fez mais de 2 mil vítimas em Mato Grosso do Sul, 37 somente no dia que ela se vacinou.

“Eu agradeço muito a oportunidade de vocês me darem voz, porque sei que muitas pessoas estão receosas e acho legal compartilhar a experiência. Estou com muita esperança de ser o início da nossa caminhada pra voltar a normalidade”. 

Alívio

Boa parte dos 212 milhões de brasileiros gostariam de ter o mesmo registro de vacinação da Fernanda neste momento, em que ela espera mais alguns dias para segunda dose da vacina, marcada para 12 de janeiro. 

Ela conta que o Marido Jeff está louco para se vacinar, porém ainda não está disponível para toda população que tem previsão para chegar somente em abril de 2021.

Mas quem ficou aliviada e contente de verdade, foi a mãe da Fernanda, dona Soyla Katia, de 56 anos, que mora em Campo Grande (MS), longe das duas filhas, que moram nos EUA. Soyla contraiu o coronavírus, o venceu, mas ficou com algumas sequelas como o cansaço.  Logo após receber a ligação da filha vacinada, ela publicou nas suas redes sociais. 

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