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Em outubro, vendas no varejo de MS crescem 2,9% e têm patamar recorde

11 dezembro 2020 - 08h46Assessoria IBGE-MS

O IBGE divulgou, nesta quinta-feira (10), a Pesquisa Mensal de Comércio referente ao mês de outubro. O estudo produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do comércio varejista no País, investigando a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, e cuja atividade principal é o comércio varejista.

Em outubro de 2020, o volume de vendas no varejo em Mato Grosso do Sul mantém a trajetória de crescimento iniciada em maio de 2020, após o momento de maior queda registrada em abril (-12,1%) por conta da pandemia de Covid-19. Em outubro, o volume de vendas no varejo do estado subiu 2,9%, terceira maior variação entre as Unidades da Federação. Foi a terceira alta consecutiva e tais resultados contribuem para que o patamar de vendas de outubro de 2020 se posicione como o nível recorde da série, superando em 10,3% o mês de fevereiro, nível prépandemia.

No confronto com outubro de 2019, na série sem ajuste sazonal, as vendas do varejo subiram 15% em outubro de 2020, sexta taxa positiva consecutiva. Com isso, o varejo registra uma alta de 4,0% no acumulado do ano, mostrando uma recuperação e aumento no ritmo das vendas. O acumulado nos últimos doze meses mostra aumento de 3,1%.

“Depois de quedas muito expressivas em março e abril, o varejo vinha em trajetória de crescimento, porém em ritmo de desaceleração entre maio e setembro. Esse resultado de outubro mostra um repique para cima, que precisamos ter cuidado para avaliar como uma retomada da aceleração. No mínimo, mostra um folego da economia num patamar que já estava alto”, analisa o gerente da PMC, Cristiano Santos.

No Brasil, o volume de vendas do comércio varejista nacional cresceu 0,9% frente a setembro, na série com ajuste sazonal, sexta taxa positiva consecutiva desde maio. Na série sem ajuste sazonal, frente a outubro de 2019, o comércio varejista teve aumento de 8,3%, quinta taxa positiva consecutiva. No acumulado no ano, o varejo cresceu 0,9%, após ficar estável (0,0%) em setembro e cair nos cinco meses anteriores. Já o acumulado em 12 meses ficou em 1,3%. O comércio varejista foi positivo em 22 das 27 unidades da federação, com destaque para Bahia (3,5%), Piauí (3,1%) e Mato Grosso do Sul (2,9%). Pressionando negativamente, figuram cinco das 27 unidades da federação, com destaque para: Tocantins (-5,4%), Roraima (-2,2%) e Pará (-0,7). Período Varejo Volume de vendas (%) Receita nominal (%) Outubro/Setembro 2020 2,9 4,3 Outubro 2020 / Outubro 2019 15,0 20,1 Acumulado 2020 4,0 6,6 Acumulado 12 meses 3,1 6,0

No Brasil, entre as oito atividades pesquisadas, sete tiveram taxas positivas na comparação com setembro: Tecidos, vestuário e calçados (6,6%), Livros, jornais, revistas e papelaria (6,6%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,7%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (2,3%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,9%), Combustíveis e lubrificantes (1,1%) e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,6%). Apenas o setor de Móveis e eletrodomésticos (-1,1%) recuou.

Em relação ao período pré-pandemia, vendas cresceram 8,0% no Brasil e 10,3% em MS Santos destaca que o resultado de outubro, no Brasil, está 8,0% acima do dado de fevereiro, anterior a pandemia. O crescimento, porém, foi desigual, com altas em Móveis e eletrodomésticos (19,0% acima de fevereiro), Outros artigos de uso pessoal (13,3%), Artigos farmacêuticos (9,6%) e Hipermercados e supermercados (6,1%).

As outras quatro atividades tiveram quedas. Para Santos, alguns fatores explicam esse comportamento: “Hiper e supermercados e Artigos farmacêuticos não tiveram suas lojas fechadas. Além disso, os mercados, logo no início da pandemia, absorveram parte das vendas de atividades que pararam. Já as atividades de Material de construção e Móveis e eletrodomésticos tiveram o impacto do componente renda, com o auxílio emergencial, que propiciou às famílias realizarem pequenas reformas e substituírem itens para a casa”.

O gerente do IBGE destaca, ainda, que a pressão inflacionária dos últimos meses segurou o crescimento da atividade de hiper e supermercados: “Quando olhamos para o volume, agosto e setembro estão negativos e outubro está positivo. Porém, quando olhamos para a receita, ela só está negativa em agosto”, observa.

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