Menu
quinta, 24 de junho de 2021
Governo - O ESTADO QUE CRESCE JUNHO
Andorinha - Maio
Geral

Dose da vacina contra a Covid-19 deve chegar no Brasil em dezembro e custar R$ 22

06 julho 2020 - 10h26Ricardo Campos Jr do Correio do Estado

A farmacêutica multinacional AstraZeneca investirá US$ 127 milhões na produção das 30 milhões de doses da vacina contra Covid-19 para o Brasil. A empresa prometeu comercializar o produto, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Oxford, a preço de custo durante a pandemia. Dessa forma, levando em consideração apenas o aporte inicial, chega-se ao valor aproximado de R$ 22 por dose.

Embora o cálculo feito pelo Correio do Estado não seja oficial, é possível ter uma noção dos valores. Além disso, convém lembrar que o governo federal também injetará dinheiro na produção, em torno de R$ 1,5 bilhão, segundo informações divulgadas pela imprensa nacional.

O fato é que tanto a empresa quanto o poder público estão fazendo investimentos arriscados, já que a imunização ainda está em fase de testes.

Jorge Mazzei, diretor executivo de Relações Corporativas, Regulatório e Acesso ao Mercado da AstraZeneca, chama a aquisição de “investimento na ciência”.

Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, ele afirma que a companhia firmou acordos com parceiros estratégicos em todo o mundo e tem capacidade para produzir dois bilhões de doses. No Brasil, houve acordo com o governo federal para fornecimento do ingrediente farmacêutico ativo e transferência de tecnologia para produção local da potencial vacina.

“A entrega de metade do volume brasileiro está prevista para dezembro de 2020. A outra metade, em janeiro de 2021, com a expectativa da aquisição de mais 70 milhões de ingredientes farmacêuticos ativos para a produção de doses em um segundo momento, dependendo dos resultados positivos da pesquisa clínica”, disse Mazzei à equipe de reportagem.

O diretor executivo diz que a empresa vem trabalhando em acordos globais para ampliar a capacidade de produção da vacina e já fechou acordos de fornecimento com países como Reino Unido e EUA, instituições como a Coalizão de Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI) e a Aliança Global para Vacinas e Imunizantes (GAVI), com 700 milhões de doses, além de acordo com a Aliança de Vacinas para Europa Inclusiva (IVA), com o compromisso de mais 400 milhões de doses para Alemanha, França, Holanda e Itália.

“Há um acordo com o Serum Institute of India para o fornecimento de mais um bilhão de doses, principalmente para países de baixa e média renda. Globalmente, já estamos iniciando a produção, pois reconhecemos a necessidade de uma resposta rápida para este problema global. Por isso, estamos acelerando nossos planos de produção e distribuição da vacina”, acrescenta.

Questionado se a escolha do Brasil para a etapa final de testes tem relação com um possível interesse da AstraZeneca no mercado local, já que o País tem um dos melhores programas de imunização no mundo, Mazzei disse que a companhia não está pensando nessa questão de vendas e mercado no momento, o foco é garantir um produto que funcione.

A situação epidemiológica foi o que pesou na hora de firmar a parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) para a condução do estudo. “Considerando que o Brasil ainda não está na fase descendente da curva de contágio, o País apresenta um cenário adequado para o desenvolvimento da pesquisa clínica”, afirma.

Segundo ele, a substância, que até agora recebeu nome de AZD1222, é uma das mais promissoras em todo o mundo. Existem concorrentes, como a vacina da Pfizer, que está na fase dois e deve demorar para receber aval definitivo. Universidades brasileiras também estão tentando desenvolver imunizações. Uma das mais avançadas é a da Universidade de São Paulo, que entrou recentemente na segunda fase.

Seleção de voluntários

Enquanto isso, cientistas da Unifesp continuam selecionando voluntários para começarem os testes. A previsão é a de que as aplicações comecem a ser feitas até o fim deste mês. Na semana passada, os primeiros 20 recrutados fizeram testes rápidos de Covid-19, já que somente quem ainda não pegou a doença pode participar. Serão recrutados dois mil voluntários no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Os candidatos devem ter o seguinte perfil: homens e mulheres entre 18 anos e 55 anos que trabalhem na linha de frente do combate ao novo coronavírus ou que sejam funcionários dos hospitais que atendam pacientes contaminados e, por isso, estejam expostos à doença, como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, técnicos em radiologia, fonoaudiólogos, pessoal de limpeza, porteiros, seguranças e motoristas de ambulância.

 

 

Deixe seu Comentário

Leia Também

CONDENADO HÁ 20 anos
Delegado é condenado por homicídio de boliviano
GERAL
Receita Federal em Corumbá-MS destina celulares ao IFMS
GERAL
Alvo de investigações, Ricardo Salles pede demissão
GERAL
Reitora do IFMS é a nova presidente do CRIE-MS
GERAL
Sanesul informa que poderá faltar água em alguns bairros de Corumbá
CAPTURA DE ANIMAL
PMA de Corumbá captura gambá em lixeira de residência na área Central
TEMPO
Defesa Civil alerta para perigo potencial de vendaval nesta quarta-feira
CULTURA
São João do Pantanal vence primeiro concurso de Mini Andor em Corumbá
CULTURA
Com duas categorias, Prefeitura divulga resultado do Concurso de Andores Juninos
CULTURA
Fé e cura são os pedidos de devotos de São João

Mais Lidas

POLICIAL
PM atende ocorrência de abandono de criança no Cristo Redentor
POLICIAL
Delegado acusado de assassinato de boliviano vai a júri popular
GERAL
Sanesul informa que poderá faltar água em alguns bairros de Corumbá
POLICIAL
Homem é preso por violência doméstica no bairro Nova Corumbá