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Dezembro Laranja: Dermatologista reforça cuidados para evitar o câncer de pele

Os tumores na pele podem ser divididos em dois grupos: melanomas e não melanomas

16 dezembro 2020 - 09h44Mariana Conte

O mês de dezembro, além de marcar o início da estação mais quente do ano, o verão, também alerta para a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele, conhecida como Dezembro Laranja. A data foi definida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que desde 2014, promove ações para informar a população sobre as principais formas de prevenção, pois nessa época para amenizar o calor as pessoas aproveitam para ir às praias, clubes e até mesmo aproveitar uma piscina em casa.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de pele é o tipo da doença mais incidente no Brasil, com cerca de 180 mil novos casos ao ano, ou seja, 1 em cada 4 casos novos de câncer no país é de pele.

A médica dermatologista Flávia Addor de Barros Marinho, Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, disse ao site Capital do Pantanal que o câncer de pele depende de fatores hereditários e ambientais. “E é sobre esse último que conseguimos atuar. O principal fator ambiental relacionado ao câncer de pele é a exposição solar inadequada”, frisou.

A dermatologista que também é proprietária da Clínica Flávia Marinho em Corumbá disse que métodos como evitar exposição solar prolongada por mais de duas horas, não se expor muito ao sol entre 10h e 16h e ingerir bastante água, também reforça a importância do uso do filtro solar.

“Usar filtro solar diariamente pela manhã e após o almoço, e quando houver exposição solar direta, como em praias, rios, piscinas e atividades ao ar livre aplicar filtro solar 20 minutos antes da exposição e reaplicar de 2 em 2 horas. Optamos por filtros solares mais resistentes que a água e a dupla cobertura tem sido bastante utilizada. Ela consiste em uma camada de filtro resistente a água e a outra camada de filtro com pigmento (para a proteção a luz visível), explicou.

Ela lembrou que além disso métodos de barreira são fundamentais como chapéus, bonés, barracas e roupas com tecido próprio que garantem a proteção solar. E que é importante observar a própria pele, à procura de pintas ou manchas suspeitas e consultar anualmente seu dermatologista.

Flávia ainda complementa que os tumores na pele podem ser divididos em dois grupos: melanomas e não melanomas e explica a diferença entre eles e quais os sinais e sintomas que indicam atenção.

Câncer de pele tipo melanoma 

Os tumores de pele do tipo melanoma têm sua origem nos melanócitos, que são as células produtoras de melanina - pigmento marrom que dá cor à pele para proteger suas camadas mais profundas contra os efeitos nocivos da radiação do sol. “Nos estágios iniciais, normalmente o melanoma se manifesta em forma de pinta, que se diferencia das demais por algumas características que podem ser agrupadas em uma regra chamada “ABCDE”: Assimetria, Borda (bordas irregulares), cor (tons de preto escuro, várias colorações), diâmetro (maior que 6 mm), e evolução (mudança de tamanho, forma e cor).

Câncer de pele tipo não melanoma

Os tumores não melanoma representam cerca de 95% do total dos casos de câncer de pele e são os mais frequentes no Brasil. Originam da camada superficial da pele e apresentam menor mortalidade quando comparados ao melanoma. Este tipo de câncer é mais comum em pessoas acima de 40 anos.

Segundo a dermatologista os sinais e sintomas variam de pessoa para pessoa, mas é preciso ficar atento às seguintes mudanças:

  • Pinta ou sinal que apresente crescimento, coceira, sangramento frequente ou mude de cor, tamanho, consistência ou espessura.
  • Lesão rosada ou avermelhada de crescimento lento, mas constante.
  • Qualquer ferida que não cicatrize em quatro semanas.
  • Qualquer mancha de nascença que mude de cor, espessura ou tamanho.

Procure um dermatologista

Caso tenha algum dos sinais e sintomas listados acima para melanoma e não melanoma, procure um dermatologista. O médico poderá avaliar melhor se será necessário fazer biópsia ou exames complementares ou se não há necessidade de preocupação. De acordo com a especialista a consulta com um dermatologista deve ser feita uma vez ao ano, no mínimo, quando descoberto logo no início, o câncer de pele tem mais de 90% de chances de cura. “Vale ressaltar que essas medidas devem ser adotadas durante todo e não somente nesse período de verão”, salientou.


 

 

 

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