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Desorganização e falta de segurança geram violência e destruição no carnaval da Capital

08 março 2019 - 08h25Sylma Lima

O Carnaval de 2019 da Capital foi marcado pela desorganização da Prefeitura administrada pelo Prefeito Marquinhos Trad ( PSD), violência e destruição de patrimônio público na área conhecida como Estação Ferroviária. Ponto turístico e de tradicional concentração de blocos, famílias e foliões da região.

Após idas e vindas de negociações entre o Ministério Público e a Prefeitura, o Prefeito Trad aceitou assinar um Termo de Ajustamento de Conduta ( TAC) para que o carnaval no local se realizasse apenas no horário das 14h às 22h, e com instalação de banheiros públicos.

Ocorre que o Prefeito cancelou o show de artistas que iriam se apresentar no outro local cerca de 20 km da Estação Ferroviária, na região da Avenida Interlagos, perto do Rádio Clube Campo. Cerca de 70 músicos e bandas ficaram “a ver navios” com o cancelamento das apresentações. O motivo alegado pelo Prefeito foram as fortes chuvas que ocorreram dois dias antes das apresentações.

Com o cancelamento do show na Avenida Interlagos, os foliões foram para o ponto de concentração da Estação Ferroviária. Com cerca de 40 mil pessoas no local, sem estrutura ou segurança adequada, o último dia da festa se transformou em guerra campal entre Guardas Municipais, Policiais Militares e entre foliões. A ordem era para acabar com a festa as exatas 22h conforme previsto o TAC, o que gerou revolta nos foliões.

No local, não tinha segurança particular, banheiros suficientes e nem mesmo som, shows ou apresentação artística, e o público “não tinha o que fazer” no local: carnaval sem música.

Ao contrário de Corumbá que deu exemplo de organização e sem casos de violência, na Capital o fim da festa mais popular do Brasil foi marcado pelo vandalismo, briga generalizada e desorganização.

Vídeos circulando nas redes sociais mostram Guardas Municipais em confronto com foliões e uma multidão ao redor. O saldo foi no dia seguinte toda a estrutura do local danificada com prejuízo de mais de R$ 50 mil.

Vereador quer descer o "cacete" de novo

A violência do fim do carnaval foi assunto para debates na Câmara de Vereadores de Campo Grande, sendo o ponto alto a fala do vereador André Salineiro ( PSDB), que disse que era para descer o "cacete" nos foliões que estavam brigando e causando tumulto.

Um ano atrás, em 06/03/2018, Salineiro discursou na Câmara de Vereadores da Capital e dizia que era para descer o "cacete" em índios que estavam bloqueando a BR 163 na saída para o município de Jaraguari-MS. Eram vários indígenas de diversas etnias que protestavam para melhores condições de saúde.

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