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Denúncias da imprensa levam Gaeco a desvendar crimes em Ladário

25 fevereiro 2019 - 11h43Sylma Lima

As ações da prefeitura de Ladário começaram a chamar a atenção das autoridades, desde uma denúncia, em Março de 2018, no Ministério Público sobre suposto caso de ‘mensalinho’ entre o executivo e legislativo para comprar o silêncio dos vereadores que não aprovavam a gestão do então prefeito Carlos Ruso. Os vereadores hoje, sete presos pela operação da Gaeco, não estavam aprovando as contas do executivo. Para que tudo se acertasse um ‘interlocutor’ teria negociado o silencio e aprovação dos vereadores de ‘olhos fechados’ a todos os projetos de Ruso,  mediante o pagamento de propina. Entretanto, Ruso e seu primeiro escalão começou a tomar decisões contrárias a lei de responsabilidade fiscal apregoada amplamente no portal da transparência. Contratos super faturados, empresas que terceirizavam serviço de outras com cnpj falido, processos sem licitação, ‘no afogadilho’, dizia o prefeito na época devido a ‘urgência’.

Uma empresa fora contratada para vender passagens e acabou locando, sem explicação, ônibus de outra concessionária para fazer o transporte de passageiros com catarata até Campo Grande. O caso foi trágico, o motorista dormiu , bateu na traseira de um caminhão e deixou 20 ladarenses gravemente feridos, alguns recorreram a justiça. No resumo irônico e trágico da situação, pacientes inscritos no mutirão para cirurgia da catarata, em Campo Grande, pediram o apoio legal da Prefeitura de Ladário para o transporte. Sofreram acidente resultante da transferência sucessiva de empresas. Motorista sublocado bateu em traseira de caminhão, com presunção de culpa. Sonolência admitida pelo transportador. Vítimas não curaram os olhos.

Na ocasião Ruso não se responsabilizou pelo ocorrido, conforme nota enviada ao site Capital do Pantanal. Da mesma forma que não explicou porque contratou uma empresa de sonorização por R$ 1,5 milhões pelo período de um ano e sem licitação. A empresa iria promover eventos e dar suporte de palco e estrutura para festas, mas, uma feira que estava prevista no calendário do prefeito nunca ocorreu. E a empresa continuou ‘faturando. O equivalente a R$ 125 mil mensal sem serviço prestado. Também pesa sobre os envolvidos serviços contratados, pagos, e que não foram feitos. Ônibus da educação deterioraram no pátio da prefeitura. Uma escola foi depredada e mandaram os alunos para estudar em Corumbá pagando a ‘bagatela’ de meio milhão para a empresa que transportaria os alunos até Corumbá enquanto a escola ‘ruía’ sem reformas.

Aliados a tudo isso as diárias assustadoras da secretária 'braço direito' de Ruso que em um ano ultrapassou os R$ 40 mil reais, gastou até mais que o próprio prefeito e chamou a atenção.

Secretários com acúmulos de cargos e, delegações de poderes para apenas um servidor começar a ‘cheirar estranho’ e deixou a justiça de ‘olho’ no grupo. Afinal a verdade sempre vem à tona e como dizia Scott Turow, ‘Não existe crime perfeito’. Uma semana antes do carnaval a Gaeco retorna a ‘Pérola do Pantanal’ e faz nova devassa na prefeitura ladarense, em alguns estabelecimentos na cidade de Corumbá, munidos de 14 mandados de busca e apreensão e com ordem para prender mais quatro pessoas. Quando os detidos desde Novembro vislumbravam a possibilidade de sair do xadrez, desde que a pastora Lilian (vereadora) conseguiu prisão domiciliar. Parece que as chances de saírem da prisão estão cada dia mais difíceis, pois quanto mais mexem, mais atos ilícitos são encontrados. Os crimes apontados são apenas a 'ponta do iceberg'.

 

 

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