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Contribuintes devem mais de R$2,6 bi à prefeitura da Capital

13 abril 2017 - 09h17Redação

A Prefeitura de Campo Grande, por intermédio da Procuradoria Geral do Município e da Secretaria de Finanças e Planejamento, firmou convênio com o Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil – IEPTB, Secção Mato Grosso do Sul, para recuperar créditos, considerados perdidos pelo município e estimados em mais de R$ 2,6 bilhões. O convênio, entretanto, visa recuperar, numa primeira etapa, cerca de R$ 70 milhões.

A medida vem de encontro às posturas modernas e de boa gestão adotadas pela administração pública para aumentar a arrecadação e otimizar os processos de cobrança com sustentabilidade, baixo custo e sem aumento de carga tributária. E mais: esse convênio com o IEPTB não proporcionará nenhum custo para a Prefeitura, uma vez que as custas pelo trabalho serão pagas pelos contribuintes em débito com o município.

Participaram da solenidade de assinatura do convênio, o prefeito Marcos Trad, o presidente do IEPTB, Alexandre Rezende Pellegrini, Leandro Augusto Neves Correa, diretor do instituto, Juan Pablo Gossweiler, presidente da Anoreg-MS (Associação dos Notários e Registradores de Mato Grosso do Sul) e o secretário Pedro Pedrossian Neto, de Finanças e Planejamento, entre outras autoridades do município.

O prefeito de Campo Grande, Marcos Trad, explicou que o convênio visa melhorar a gestão, deixando-a mais eficaz e otimizando a arrecadação. “São medidas de boa gestão. O cartório é o meio legal e adequado para fazer um lembrete aos devedores. Vamos fazer de forma legal, ordeira e civilizada. De início vai para protesto pessoas jurídicas com dívidas a partir de R$ 2,5 mil e pessoas físicas, a partir de R$ 10 mil. A soma desta primeira leva é de R$ 70 milhões, de um total de R$ 2,6 bilhões que o município tenta recuperar”, esclareceu.

O secretário de Finanças e Planejamento, Pedro Pedrossian Neto, explicou como será o inicio desta cobrança. “Nós combinamos que dessas 500 e tantas mil CDAs (Certidão de Dívida Ativa) que compõem a nossa dívida ativa, que é de R$2,6 bilhões, vamos começar com cerca de 5 mil, que a capacidade de vazão dos cartórios por mês”, frisou.

Em relação às dívidas de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) de pessoa física, serão protestados valores acima de R$ 10 mil até R$ 50 mil. No caso de pessoa jurídica, a cobrança será a partir R$ 2,5 mil. No caso do ISSQN (Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza) serão protestadas todas as empresas.

Leandro Correa, diretor do Instituto de Protesto de Mato Grosso do Sul, salientou que a efetividade da medida depende muito do cadastro, por isso, concomitantemente com a cobrança, o cartório fará o melhoramento do cadastro dos devedores, sem custo adicional para os cofres públicos.

“O segredo do protesto recuperado é a intimação na casa ou na loja. Ele tem que estar lá para receber. Se não vai para edital. A União hoje tem um excelente cadastro. Ela está recuperando 18% dos protestos. Nós teríamos valores fantásticos se chegássemos a isso. O Estado de Mato Grosso do Sul chegou a ter a recuperação de 4%, agora eles começaram a fazer uma renovação de cadastro e esse índice subiu. Esta é a grande chave do protesto”, esclareceu o diretor do IEPTB-MS.

Na esfera federal, projetos como o que a prefeitura vai executar, encaminhar para protestos as CDAs, tem mostrado um retorno de 18% frente a um retorno de 1% da execução fiscal. A medida além de incrementar a arrecadação, colabora para que haja uma redução significativa do estoque de execuções fiscais, permitindo que os casos que demandem o ajuizamento de execuções fiscais sejam melhores trabalhados e tenham sua taxa de retorno aumentada.

Em Mato Grosso do Sul, além do próprio Governo do Estado, municípios como Maracaju e  Jardim já instituíram a medida. Terenos, Corumbá e Três Lagoas estão analisando. O Instituto em Mato Grosso do Sul, de acordo com seu presidente, Alexandre Pellegrini, possui toda infraestrutura de equipamentos e de pessoal especializado, para realizar esse trabalho de recuperação de recursos públicos. A instituição é ligada à Anoreg/MS – Associação dos Notários e Registradores de Mato Grosso do Sul.

 

 

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