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Contra e a favor, deputados de MS fazem contas sobre o impeachment

17 abril 2016 - 10h07Campo Grande News
Segundo dia da discussão do pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT), o sábado é marcado por uma frenética contabilidade em Brasília. Os deputados federais da bancada de Mato Grosso do Sul se lançam as contas e divulgam placares bem diferentes sobre o provável resultado da votação. De acordo com o deputado Vander Loubet (PT), no cenário apurado até o começo da tarde deste sábado, a presidente tem apoio de 176 deputados, quatro a mais que o necessário para barrar o andamento do impeachment: 172 votos. “Fechamos hoje depois do almoço com 176, mas a nossa articulação deve ampliar esse número, podemos chegar amanhã na votação com mais de 200 votos em prol do Governo”, afirmou Loubet por meio de nota divulgada à imprensa. Ele é um dos três coordenadores da bancada petista responsáveis por monitorar e fazer a articulação em torno da intenção de voto dos deputados. A reviravolta também foi citada pelo deputado Zeca do PT, que participou do almoço com os aliados. Na ala favorável ao impeachment, o deputado Geraldo Resende (PSDB) afirma que são 369 votos garantidos a favor do impedimento da presidente. “É alarme falso. Os cálculos foram feitos hoje de novo pelos líderes do processo de contagem”, afirma. A deputada Tereza Cristina Correa da Costa (PSB) afirma que o grupo a favor do impeachment tem mais do que os 342 votos necessários para abertura do processo. “Isso de reviravolta é golpe. Igual eles falam para nós. Estou muito mais otimista”, afirma a parlamentar. Da bancada de oito deputados federais de Mato Grosso do Sul, cinco votam pelo impeachment e três contra. Contra o tempo – Aberta na manhã de ontem, a discussão na Câmara sobre o impeachment já supera 33 horas e segue em ritmo lento. Para não comprometer o cronograma, que prevê a votação do pedido amanhã à tarde, os deputados devem encurtar ou até desistir da fala. Todos os partidos representados na Câmara têm direito de manifestar por uma hora. No total, são 25 partidos. Depois que todos os partidos se pronunciarem, começará uma sessão para 249 deputados falarem individualmente. Essa etapa deveria ter começado na manhã de hoje, mas a previsão é que comece à noite. “O negócio prolongou. Mudou tudo o horário. Pactuamos que todo mundo dos partidos de oposição vai tentar diminuir a fala”, diz Resende. Rito - Para passar na Câmara, o processo de impedimento precisa ter 342 votos favoráveis. Caso aprovado, a questão seguirá para a análise do Senado, que instalará uma comissão especial para analisar a denúncia e emitirá um posicionamento a favor ou contra. Eleito relator e presidente, os senadores votam o parecer. Se aprovado, a presidente é afastada e assume interinamente o vice-presidente Michel Temer (PMDB) até o fim do processo.  

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