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Companhia de Dança do Pantanal ganha coreografia de Rui Moreira

13 junho 2017 - 14h31Assessoria Moinho

Ex-integrante do grupo Corpo, de Minas Gerais, do Cisne Negro, de São Paulo, e da Cia Azanie, da França, com uma trajetória de 30 anos como dançarino, coreógrafo e diretor artístico, Rui Moreira está diante do que vê como mais um desafio, na recém criada Companhia de Dança do Pantanal, no Instituto Moinho Cultural Sul-Americano. 

Planejando "diversificar a linguagem" da companhia, ele acaba de criar uma coreografia que leva o nome de Sexteto pra Cinco. A trilha do espetáculo conta com música de Tom Zé, e o tema é de um autor paulistano contemporâneo, Breno Blauth. Encerra com música raiz do grupo Acaba, que deixou Rui Moreira bastante impressionado durante apresentação para gravação do documentário, no Moinho Cultural, ao lado de dançarinos do Moinho.

"O desafio é apresentar a companhia para o País, com linguagem diversificada, e fazer com que esses corpos que são daqui, que tem uma cultura própria,  possam ser vistos dentro do espetáculo", explica Rui. "Com seu empreendedorismo, Márcia Rolon me convidou para estar aqui não só para coreografar como para trabalhar com os bailarinos um corpo diversificado", acrescentou.

A Companhia de Dança do Pantanal participa de 14 a 17 de junho, no Teatro Glauce Rocha, em Campo Grande, do Prêmio Onça-Pintada - 4ª Mostra Internacional de Dança Clássica, Danças Populares, Jazz Dance e Mostra Infantojuvenil, envolvendo mais de 400 bailarinos e cem coreografias. Criada pela diretora executiva do Moinho, Márcia Rolon, a Cia de Dança do Pantanal é um projeto aberto a dançarinos de toda a comunidade.

A coreografia Sexteto pra Cinco conta sempre com cinco bailarinos em cena, conforme conta Rui Moreira. "Faço um apanhado, uma brincadeira, onde trago temas de outros artistas, de outras regiões, encerrando com música do grupo Acaba, que me impressionou pela universalidade deles, mesmo falando das coisas daqui, e escolhi uma música em que fazem uma textura sonora muito interessante", contou.

Dentro desse desafio surgem outros projetos na mente do coreógrafo. "Podemos também fazer um musical onde teríamos os  bailarinos que estão sendo formados aqui, para que possamos a ver a força desse processo que é híbrido e múltiplo, que mistura as relações do Moinho com as artes, a tecnologia", revelou. "A intenção não é só levar a arte para fora como fazer com que as pessoas daqui possam ver e valorizar".

Rui Moreira passou duas vezes por Corumbá: no Festival América do Sul se apresentou com a Companhia SeráQuê? em espetáculo com trilha de Milton Nascimento, e voltou em janeiro deste ano integrando o projeto Humanitas Arte e Cultura, de Porto Alegre, no espetáculo Patas Arriba , baseado na literatura do escritor uruguaio Eduardo Galeano, na Oficina de Dança de Corumbá.

Paulistano da Barra Funda mas radicado em Belo Horizonte desde os 19 anos, Rui teve três filhos - Vitória, Bianca e Rui - no casamento com a bailarina e produtora Beth Arenque. É avô da pequena Sofia, filha de Bianca. Dançou efetivamente como bailarino de alta performance até 2012, mas hoje, aos 54 anos, ainda apresenta alguns espetáculos solos.

Recentemente abriu nova frente de trabalho em Porto Alegre, mas permanece fiel a Belo Horizonte. "Só não posso dizer que sou mineiro porque o mineiro tem sua chave soberana muito bem guardada e eles vão dizer: não é, não", diz, entre risos, o bailarino que se consagrou no grupo Corpo e criou a Companhia SeráQuê?, na qual já dividiu o palco com a filha Bianca. 

Serviço: Prêmio Onça-Pintada de Mato Grosso do Sul -  4ª Mostra Internacional de Dança Clássica, Danças Populares, Jazz Dance e Mostra Infantojuvenil. Local: Teatro Glauce Rocha, Campo Grande.  Datas e horários: dias 14, 15 e 16 de junho às 18h e no dia 17 de junho às 17h. 

 

 

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