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Blocos independentes tomam lugar dos blocos oficiais no carnaval de Corumbá

26 fevereiro 2017 - 12h17Sylma Lima

Desde o ano passado quem acompanha os carnavais de Corumbá tem observado um fenômeno acontecendo embaixo dos olhos das autoridades ligadas a cultura e entretenimento, sem, contudo, que tomem uma providência a fim de proteger o desfile das agremiações carnavalescas. Antigamente, mesmo sem as caríssimas estruturas que compõem as arquibancadas na passarela do samba, o povo levava suas cadeiras e amontoavam para ver o desfile dos blocos, cordões e escolas de samba. Aquilo era a tradição e as pessoas não abriam mão de poder (ter o poder ) de sentar em frente a própria casa e convidar amigos para acompanhar a sua agremiação favorita. E eles esperavam desde o entardecer, tomando um terere ou uma cervejinha gelada.  Com apenas um cordão de isolamento, somente as crianças arriscavam a invadir a passarela do samba. Mas, as coisas mudaram, e profissionalizaram o carnaval. Os blocos independentes começaram a enriquecer pequenos grupos de amigos e aos poucos a plateia foi esvaziando.

Observando mais atentamente o ‘fenômeno’ do esvaziamento percebemos que a própria prefeitura, através da Fundação de Cultura, apoia esses blocos que trazem grandes bandas, de renome, para competir com os blocos oficiais. E adivinhe para onde vai o pouco dinheiro do povo? Sim para os ‘amigos’ que montaram seus blocos e faturam alto vendendo abadas, cujas camisetas não custam mais de R$ 7,90 a unidade e com caneca, por R$ 270,00 por noite no ‘ camarote’ improvisado no meio de uma rua central, que é interditada todo ano. Eles vendem o ‘passaporte’ que dá direito a dois blocos pelo valor R$ 460,00 camarote e R$260,00 a pista  e faturam milhões, enquanto os blocos oficiais descem com moradores da comunidade e mal conseguem vender o abadá, mesmo custando R$ 35,00. Teve bloco doando abadás porque não conseguiram o número de componentes exigido pela Libloc. Até porque, outra situação provocou o ‘fenômeno’, foi a  falta de pagamento. Carnaval no final do mês e o povo sem recurso, resultou em ambulantes tristes vendendo quatro latinhas de cerveja a R$ 10,00 gelada, e mesmo assim não havia público para consumir e fomentar o maior evento de momo da região Centro Oeste. Enquanto isso o bloco dos ‘amigos’ descia a Frei Mariano escoltado pela PM.

A noite deste sábado, 25 de fevereiro, não contagiou o público, não lotou as arquibancadas apesar do tempo estar favorável, com uma brisa fresca sobre o Pantanal ,diferente de anos que as agremiações enfrentaram chuva ou calor insuportável, mas ainda assim a plateia comparecia, esse ano teve efeito contrário.

Ao que parece, novamente, as poucas  pessoas que desceram para a Avenida foram contemplar o lendário ‘Flor de Abacate’,  com seu  hino oficial (Boa tarde, boa tarde) e relembrar os tempos em que carnaval em Corumbá era sinônimo de liberdade , igualdade e respeito.

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