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Bernal diz que está disposto a fazer alianças e vem como candidato em 2018

04 maio 2017 - 08h59Gesiane Medeiros / Thethis Ibanez
Alcides Bernal falou sobre a vontade de vir candidato a deputado federal em 218. Foto: Capital do Pantanal

Os preparativos, alianças e planejamentos para as eleições de 2018 continuam cada vez mais intensas, o Capital do Pantanal que já entrevistou nomes de importante relevância no cenário político do Estado do Mato Grosso do Sul, conversou nesta terça-feira, 3 de maio, com mais uma personalidade de destaque. Alcides Bernal, ex-prefeito de Campo Grande, capital do estado, que em 2014 foi cassado do cargo de prefeito através de um golpe de autoria de políticos rivais, e que posteriormente, em agosto de 2015, através de uma decisão judicial, retornou ao cargo que lhe foi concedido pelo povo.

Bernal, que saiu de Corumbá para estudar advocacia em Campo Grande, onde se formou e terminou por adotar a cidade, ficou a frente da prefeitura por um ano e três meses. Nesse período, segundo o próprio, investiu na educação, na saúde com a construção de novas unidades de pronto atendimento e na infraestrutura de vias, com a recuperação asfáltica de importantes avenidas na cidade. Bernal afirmou ter deixado nada menos que R$ 258 milhões em caixa para seu sucessor.

Alcides recebeu a redação do Capital do Pantanal em Campo Grande, falou sobre o desejo de vir como deputado federal nas próximas eleições e também sobre a lamentável realidade do envolvimento de políticos sul-mato-grossenses em sucessivos escândalos e investigações da Polícia Federal, como a Coffee Break e a Lava Jato. Bernal se mostrou humilde e disse acreditar no poder de decisão do povo, não perdeu a oportunidade de incentivar o voto consciente para que o ônus não seja cobrado mais a frente. Incisivamente, encerrou a entrevista, afirmando que só deixará de existir “político que age de forma inadequada e indevida, contra a sociedade, no momento que o eleitor votar de forma consciente... voto não tem preço, voto tem conseqüência, é um direito conquistado a duras penas, não é uma mercadoria de baixo custo e de qualidade insignificante que pode ser descartada”, disse Bernal.

Confira a entrevista na íntegra:

Capital do Pantanal: O senhor virá candidato à qual cargo nas eleições de 2018?

Alcides Bernal: Como presidente do PP (Partido Progressista), estou organizando o quadro de pré-candidatos a deputados estaduais, federais e senadores, e até a governador se for o caso, mas o objetivo de todo e qualquer grupo político é eleger deputados federais, por conta dos partidos serem congressuais. À pedido da direção nacional do PP, a prioridade é eleger deputados federias, por isso meu nome está, neste momento, como um dos possíveis candidatos a deputado federal. Pode ser que lá na frente, por uma circunstância política, tenha que ser candidato a outro cargo, mas penso que como deputado federal poderia atender melhor MS como um todo, para levar melhorias para Corumbá, região pantaneira e todas as outras regiões do estado.

CDP: Com quem que o PP vai se coligar nas eleições de 2018?

AB: O momento é de fortalecimento do quadro interno, nós estamos abertos ao diálogo com todas as forças coletivas, não podemos dizer nesse momento, com quem necessariamente vamos nos aliar, o fato é que tem que ter um perfil programático e políticas progressistas, mas precisamos aguardar inclusive as mudanças que estão em tramitação no Congresso Nacional. Irá ocorrer mudanças no sistema político, não sabemos o que vai acontecer, depois que forem tomadas essas decisões, iremos fazer os diálogos necessários para analisar se fecharemos alianças ou se iremos lançar uma chapa pura. De qualquer modo, o que eu posso dizer objetivamente, é que o Partido Progressista que eu presido está aberto a dialogar com todas as forças políticas existentes no Mato Grosso do Sul.

CDP: Como o senhor avalia o Estado do MS hoje, em termo de alianças com o PT, devido aos escândalos que envolveram personalidades do estado?

AB: A situação realmente é grave e constrange, envergonha qualquer cidadão, em especial aquele que gosta de política. Lamentavelmente essa sigla acabou sendo sinônimo de escândalo, e na verdade a política é uma ciência colocada a disposição da sociedade para imprimir ações que garantam dignidade e bem estar para toda coletividade. É uma vergonha o que está acontecendo em nosso país, e isso não se resume ao PT, PMDB, PSBD ou PP que é o meu partido, esse problema é generalizado, acho que a oportunidade de resolver ou pelo menos tentar é na eleição de 2018, quando o eleitor será o dono da verdade, ninguém saberá em quem ele votou ou deixou de votar, mas tem que votar em gente que trabalha e que tem compromisso, que tem capacidade intelectual, idoneidade moral, força de vontade, capacidade de trabalho e que não tenha rabo preso nas mãos dessa bandidagem que lamentavelmente se instalou na política.

Bernal é o presidente estadual do PP em MS e está organizando a lista de pré-candidatos para 2018. Foto: Thethis Ibanez

?CDP: O senhor acredita que o seu nome já lhe credencia como candidato?

AB: Acredito que sim, porque na história do nosso estado, em especial em Campo Grande, está marcada a participação do Bernal que enfrentou o sistema, venceu as eleições e depois fomos vítimas, digo no plural porque incluo a sociedade campo-grandense, vítima de uma orquestração criminosa, que afastou o prefeito eleito pelo povo, e graças a Deus, a Polícia Federal (GAECO) desvendou o crime, descobriu os autores e por uma decisão de justiça eu fui reconduzido ao cargo de prefeito.

Encontrei a cidade com greve na saúde, educação sem dinheiro, um caos generalizado do ponto de vista administrativo, financeiro, moral e tive apenas um ano e três meses para recuperar Campo Grande. Julgo que consegui, entreguei a administração para meu sucessor com R$ 258 milhões em caixa, com o nome da cidade limpo; 80 mil uniformes escolares estocados no almoxarifado da educação; licitações concluídas par aquisição de medicamentos; construí três novas unidades de pronto atendimento24 horas; dei sequência a 11 unidades básicas de saúd; recuperei o asfalto de cinco importantes avenidas como a avenida da capital, avenida das bandeiras, guaicurus e outras; demonstrei com isso que é possível sair da mesmice do tapa-buraco e fazer a uma recuperação que vai durar muito mais tempo. Fiz uma parceria com Exército Brasileiro para mostrar que qualidade precisa ser garantida, recursos públicos devem ser bem investidos. E para que essa obra executada pelo Exército sirva de referência para todas as outras obras de Campo Grande.

No meu ponto de vista, alguém que veio lá de Corumbá para Campo Grande para estudar, se formou advogado, resolveu morar na capital adotando a cidade, venci. Me dediquei de corpo e alma, enfrentei fortes desafios, fui alvo de agressões terrível através da impressa por parte de alguns políticos, mas deixei um bom legado, no sentido que Campo Grande me conhece. Primeiro, porque sou daqueles que acredita que a política serve para ajudar as pessoas, segundo, porque a gente não pode de modo algum ceder a propostas indecorosas e não republicanas. Tanto é assim que hoje se você andar por Campo Grande e conversar com as pessoas, muita gente vai falar bem de mim, fala mal do Bernal quem certamente estava acostumado a coisas que não são corretas.

CDP: O senhor acredita que mesmo com o episódio do golpe terá chance na disputa?

Eu espero uma avaliação adequada por parte dos eleitores, e para que isso possa acontecer tenho que colocar meu nome à disposição. Se o eleitor entender que posso ser um deputado federal, estadual ou senador, ele vai me escolher, mas antes de tudo isso, meu nome tem ser aprovado na convenção do partido. Se me derem essa oportunidade, com toda a alegria e honra vou me esforçar e dedicar de corpo e alma a favor de Mato Grosso do Sul. Agora quem pode dizer isso é Deus e o povo no momento certo.

Gostaria de aproveitar a oportunidade para dizer que quem vai ter o poder é o eleitor, não adianta a gente reclamar do político e exigir que ele tenha compostura quando e quando chegar à época das eleições o eleitor começar a pedir alguma coisa em torça do voto. É como aquela velha história, só vai deixar de existir ladrão quando deixar de existir o tal do receptador, aquele que compra objeto furtado ou roubado. Só vai deixar de existir corrupção quando não existir mais o corruptor, só vai deixar de existir político que age de forma inadequada e indevida, que age contra a sociedade no momento que o eleitor votar de forma consciente. Esse é o grande detalhe, é a chave do sucesso da democracia e da cidadania, é o voto consciente, porque voto não tem preço, voto tem consequência, é um direito conquistado a duras penas não é uma mercadoria de baixo custo e de qualidade insignificante que pode ser descartada. Voto é direito, escolher bem é uma garantia de que lá na frente não vai se arrepender. O judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal estão fazendo a parte que lhes cabem, e em 2018 caberá ao eleitor consciente e ao cidadão dar um basta na corrupção.

 

 

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