Menu
domingo, 26 de setembro de 2021
Expresso Mato Grosso - Junho
Geral

Ar seco aumenta o risco para queimadas no interior do Brasil

19 maio 2021 - 11h05ASCOM Climatempo

Depois de uma primavera com péssimas condições de chuva, calor histórico espalhado pelo interior do Brasil e um verão com pancadas também muito irregulares, especialmente entre o Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, o período de estiagem começa com um enorme déficit hídrico no interior do país.

Nos últimos dias, a chuva tem sido bem irregular, com as frentes frias desviando para o oceano e poucas instabilidades capazes de formar nuvens carregadas. Com isso, o ar seco ganha cada vez mais intensidade, o que aumenta a quantidade de problemas respiratórios na população, além de reforçar o risco de queimadas, um cenário que começa a preocupar cada vez mais, já que é nesta época de seca que ocorrem os maiores incêndios florestais.

 

Estiagem agrícola

A estiagem agrícola é a falta de chuva com volume maior que 10mm, ou seja, uma chuva significativa que ajudaria a aumentar os índices de água no solo. Por esse mapa, é possível notar que grande parte do Brasil central não recebe chuva significativa há quase 2 meses. Em algumas regiões mais críticas, como é o caso do oeste de São Paulo, leste de Mato Grosso do Sul e interior de Minas, já são mais de 70 dias sem uma quantidade de água mais expressiva.


Com o solo seco, a baixa umidade do ar e as altas temperaturas, o risco para queimadas aumenta proporcionalmente.

Atualmente, o pior cenário é a região com menor quantidade de água disponível no solo, ou seja, centro-oeste e norte paulista, Triângulo Mineiro, sul de Goiás, de Mato Grosso do Sul, norte do Paraná e todo o estado de Mato Grosso do Sul, onde os índices estão abaixo de 20%.

Ar seco ainda predomina nos próximos dias

Como é típico desta época do ano, a chuva vai se concentrar nos extremos do país, e essa situação de tempo seco não deve mudar na maior parte da região central. Entre os dias 19 e 23 de maio a chuva continua no Norte e até pode chover de maneira isolada nos estados do Sul e em Mato Grosso do Sul, mas que no geral, os acumulados nem alcançam os 10mm neste período. Todo o interior do país segue com pouca ou nenhuma chuva.

 

Com isso, o risco para queimadas aumenta nos próximos dias. A situação é de alerta em todo o Centro-Oeste, boa parte do Sudeste e no interior do Nordeste.

 

Focos de queimada continuam aumentando

Do início do ano até o dia 18 de maio de 2021, segundo dados do monitoramento do INPE- Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Brasil já registrou um total de 11.420 focos de queimada. O estado com o maior número de incêndios é Mato Grosso, com 2.664.

No ano passado ocorreram incêndios históricos no Pantanal, e desta vez, o bioma que chama a atenção é a Caatinga, que já registra 148% de aumento com relação ao mesmo período de 2020.

Período seco está só no começo

Como o período de estiagem no Brasil central está só começando, alguns cuidados são necessários para evitar novos focos de incêndio. Segundo a Defesa Civil de São Paulo, é recomendável que não se faça queimada para limpeza de terreno, ou para destruição de lixo, optando sempre pelo descarte em local indicado. É importante não jogar cigarros ou fósforos acesos às margens das rodovias. A soltura de balões, além de ser crime, pode provocar acidentes aéreos e incêndios. Ao avistar fumaça suspeita ou foco de incêndio em mata, informe imediatamente ao Corpo de Bombeiros (193).

Sobre a Climatempo

Com solidez de 30 anos de mercado e fornecendo assessoria meteorológica de qualidade para segmentos estratégicos, a Climatempo é sinônimo de inovação. Foi a primeira empresa privada a oferecer análises customizadas para diversos setores do mercado, boletins informativos para meios de comunicação, canal 24 horas nas principais operadoras de TV por assinatura e posicionamento digital consolidado com website e aplicativos, que juntos somam 20 milhões de usuários mensais.


Em 2015, investiu na instalação do LABS Climatempo, no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP), que atua na pesquisa e desenvolvimento de soluções para tempo severo, energias renováveis (eólica e solar), hidrologia, comercialização e geração de energia, navegação interior, oceanografia e cidades inteligentes. Em 2019, a Climatempo passou a fazer parte do grupo norueguês StormGeo, líder global em inteligência meteorológica e soluções para suporte à decisão, e dois anos depois, em 2021, uniu-se à Somar Meteorologia, formando a maior companhia do setor na América do Sul. A fusão das duas empresas impulsiona a Climatempo a ser protagonista global de fornecimento de dados e soluções para os setores produtivos do Brasil e demais países da América Latina, com capacidade de oferecer informações precisas de forma mais ágil e robusta.

O Grupo Climatempo segue presidido pelo meteorologista Carlos Magno que, com mais de 35 anos de carreira, foi um dos primeiros comunicadores da profissão no país.

 

 

 

Deixe seu Comentário

Leia Também

Denúncia
Homem morre e família acusa médica da UPA de negligência
Palestras
3ª edição da Semana da Saúde do Sesc tem foco nos reflexos da pandemia
SCT 2021
IFMS abre inscrições para Semana de Ciência e Tecnologia
Javaporco
PMA flagra criação ilegal de javalis em propriedade de Dourados
Alerta
De agendamentos a esquemas de 'pirâmides', entenda os maiores golpes do Pix em MS
Retomada
Fundtur recebe inscrições no Programa "Incentiva+MS Turismo" até 5 de outubro
Bonito
Mulher é multada em R$ 5 mil por desmatamento ilegal em área protegida
Imunização
Veja quem pode se vacinar neste fim de semana em Corumbá
Balanço
Mais de 50% das drogas apreendidas na Operação Fronteiras e Divisas I são de MS
Economia
Comércio deve facilitar pagamento e ser cauteloso para o Dia das Crianças

Mais Lidas

Denúncia
Homem morre e família acusa médica da UPA de negligência
Imunização
Veja quem pode se vacinar neste fim de semana em Corumbá
Desenvolvimento
Comissão mista homologa consórcio que vai construir ponte da Rota Bioceânica em MS
Bonito
Mulher é multada em R$ 5 mil por desmatamento ilegal em área protegida