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Após ano atípico, temporada de pesca inicia com expectativas do setor de turismo

01 março 2021 - 07h47Mariana Conte

A abertura da temporada de pesca esportiva nos rios de Mato Grosso do Sul, inicia nesta segunda-feira, 01 de março, e marca um momento de grandes expectativas para o turismo do Estado após um ano de 2020 atípico em que os pacotes de viagem nas empresas de barco-hotel foram cancelados devido a pandemia e consequentemente trazendo prejuízos para o setor turístico.

Mas os empresários de turismo não perderam as esperanças e já começaram a movimentar o setor desde o início de fevereiro onde foi praticado o pesque e solte no Rio Paraguai.

A pesca na bacia do rio Paraguai é liberada de 1º de março a 5 de novembro, à exceção dos rios onde permanentemente é proibida, sendo permitida por pescador amador a cota de captura de um exemplar de pescado de espécie nativa e 5 (cinco) piranhas, obedecendo os tamanhos mínimos e máximos para cada espécie que tenham medidas de restrição nas normas.

De acordo os empresários de barco hotel em Corumbá, um dos principais destinos de pesca do país, a temporada mesmo após um ano atípico está voltando a aflorar, pois os pescadores estão fechando os pacotes para 2021 e aqueles que aproveitaram o pesque e solte em fevereiro já fecharam para o próximo ano.

A empresária do turismo, Raquel Amaral Ribeiro, proprietária do barco-hotel Indiaporã da empresa RaquelTur disse que a temporada já está sendo muito positiva. “Na verdade a temporada começou em fevereiro com o pesque e solte, e já estamos na nossa quinta viagem. Estamos com o pacote de 2021 praticamente completo”, afirmou.

Raquel comentou que mesmo com a crise da pandemia a empresa conseguiu manter 100% o quadro de funcionários da tripulação, assim como estão sendo realizadas todas as normas de biossegurança. “O uso de máscara, álcool, manter distanciamento é umas das normas para embarcar, assim como também estamos desinfetando todas as bagagens no momento do embarque”, contou.

Apesar de um ano atípico a emoção dos turistas em chegar no Pantanal e desfrutar das belas paisagens e momentos incríveis de lazer continua a mesma. “Tem um grupo que me acompanha a 18 anos e é impressionante como que eles saem renovados a cada viagem. O Filipe um de nossos clientes desse grupo tinha 10 anos quando fez a primeira viagem e hoje já é um home de 28 anos. São muitas histórias vividas”, relatou a empresária Raquel.

Para o presidente da Associação Corumbaense de Empresas Regionais de Turismo (ACERT) e também empresário do turismo, Luiz Martins a expectativa para o ramos do turismo em Corumbá é grande. “Apesar da pandemia ainda não ter terminado e ainda será um ano delicado, incerto, estamos na esperança. Começou o ano, estamos todos com a agenda cheia, apesar de haver alguns cancelamentos”, salientou.

Quanto aos métodos de biossegurança o presidente da ACERT disse que todo o ramo está cumprindo rigorosamente os procedimentos. “As embarcações estão todas adequadas com os métodos de biossegurança, está tendo um controle muito grande mesmo porque a ANVISA é exigente. É um dos setores que mais bem está controlando para se ter todos os cuidados com a Covid”, ressaltou.

Cota zero

Com relação a cota zero o trade turístico de Corumbá afirma que hoje os pescadores tem a consciência em sua maioria pelo não transporte do peixe fisgado nos rios pantaneiros.

De acordo com a empresária Raquel hoje o turista não quer mais levar o peixe, apenas a emoção de fisgá-lo. “Atualmente o turista está consciente da cota zero e não quer levar o peixe sabem da importância da preservação”, comentou.

Alerta da PMA

A Polícia Militar Ambiental (PMA), que monitora e fiscaliza as bacias dos rios Paraguai e Paraná, alerta para que as pessoas que praticam a pesca cumpram as leis, ressaltando que, mesmo com a pesca liberada, várias atitudes continuam sendo crimes, como pescar com petrechos proibidos. Observar, também, o tamanho dos peixes capturados, os locais não permitidos e a pesca predatória.

A PMA lançou uma cartilha desde o dia 25 de fevereiro com todas as atualizações das normas de pesca para o Estado de Mato Grosso do Sul.

A legislação pesqueira de Mato Grosso do Sul é uma das mais restritivas do País. Além disso, o Estado é banhado por duas bacias hidrográficas (bacia do rio Paraguai e Paraná), com regras diferentes entre elas e ainda entre as normas infraconstitucionais do órgão Federal e do órgão Estadual. Dentre as regras de pesca para o Estado, só de espécies com determinação de tamanhos de captura são mais de 30, sem contar que para algumas a proibição é por gênero, sendo que um gênero envolve diversas espécies. São mais 10 espécies de iscas que também possuem restrição de tamanho mínimo de captura.

 

Petrechos Proibidos

Os petrechos proibidos são: cercado, pari ou qualquer aparelho fixo, do tipo elétrico, sonoro ou luminoso; fisga, gancho ou garateia, pelo processo de lambada; arpão, flecha, covo, espinhel ou tarrafão; uso de substância tóxica ou explosiva; anzol de galho e qualquer aparelho de malha (redes, tarrafas). É permitido ao pescador profissional a tarrafa para captura de iscas, oito anzóis de galho, cinco boias fixas e 400 quilos/mês.

Penalidade

A PMA esclarece também que quem pratica algum tipo de crime durante a temporada de pesca será autuado em flagrante delito, podendo, ser condenado, pegar pena de um a três anos. Na esfera administrativa, a multa varia de R$ 70,00 a R$ 100 mil, mais R$ 20,00 por quilo do pescado irregular. Ainda cabe apreensão de todo o material de pesca, petrechos, veículos, barcos e motores e suspensão da licença.

Desde 2009, a PMA confecciona esta cartilha do pescador, antes quando havia menos restrições, as informações também já eram divulgadas me forma de “folders”, com todas as informações relativas à legislação de pesca nas bacias do rio Paraguai e Paraná. Os pescadores poderão ter acesso à publicação, ou imprimi-la, pelo portal da Polícia Militar –www.pm.ms.gov.br (serviços – Cartilha do Pescador).

Atualmente turistas estão conscientes pelo não transporte dos peixes fisgados nos rios pantaneiros Foto: Divulgação RaquelTur
 
Filipe (da frente) acompanha grupo a 18 anos, tinha 10 anos quanso começou hoje está com 28 anos Foto: Divulgação RaquelTur

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