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Apicultura em MS é reconhecida por qualidade e caminha para produção orgânica

Segundo a representante do grupo, o mel produzido na região pantaneira é reconhecidamente de flores silvestres, pois estão localizados em área com muita preservação do meio ambiente

22 dezembro 2020 - 08h45Portal do Governo de MS

A apicultura de Mato Grosso do Sul tem crescido de forma progressiva, focando não apenas na quantidade produzida, mas também na produtividade e na qualidade do mel produzido.

O avanço passa pela assistência técnica oferecida pela Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), órgão vinculado à Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) que, atualmente, atende aproximadamente 80 produtores em todo o Estado.

A Alespana (Associação Leste Pantaneira de Apicultores) é uma das instituições que recebe o atendimento da Agraer e vê o resultado que a parceria e que a assistência técnica tem oferecido ao grupo que já recebeu premiações nacionais e internacionais. “Aqui nós temos a faca e queijo na mão, e o nosso trabalho é sério. A maioria dos produtores usam a atividade como complemento da agricultura familiar.  São 40 produtores de Aquidauana, Anastácio, Miranda, Terenos, Nioaque e Campo Grande”, reforça Maria Silvana Veiga Silveira, presidente da associação há 7 anos.

Segundo a representante do grupo, o mel produzido na região pantaneira é reconhecidamente de flores silvestres, pois estão localizados em área com muita preservação do meio ambiente.

De acordo com a coordenadora regional da Agraer de Anastácio, Vera Golze, a Agraer tem atuado em muitas frentes não apenas na associação, mas em todo o segmento produtivo. “Oferecemos atendimento técnico aos produtores individuais ou coletivos através de grupos formais e informais, emissão de DAP (Declaração Anual do Pronaf) para os apicultores possibilitando a estes a inserção as políticas públicas de crédito e comercialização pública, apoiamos com maquinário para os entrepostos, e através do programa PROVE  (Programa de Verticalização da Pequena Produção Agropecuária) atendemos aos apicultores para a formalização dos entrepostos".

Com isso, o grupo conseguiu, por exemplo, premiação no MDA de Boas Práticas, do então, Ministério do Desenvolvimento Agrário, em 2015, com evento de celebração, em Brasília. “Tivemos aumento dos índices de produção, melhoria na qualidade do mel e emissões de DAPs [Declaração Anual do Produtor Rural] individuais, emissão do SIE (Sistema de Inspeção Estadual) que atesta a segurança sanitária do produto, autorizando a comercialização do mel no comércio de todo Estado”.

Atualmente, a Alespana entrega o mel de forma legalizada para o mercado estadual e as políticas públicas do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) para as escolas estaduais e municipais e ao PAA (Programa de Aquisição Alimentar) entregando ao IFMS (Instituto Federal de MS) na unidade de Aquidauana, para o Exército e Marinha.

Um 2020 de desafios

Apesar da evolução do setor, a apicultura registrou um ano de dificuldades, com o clim. A gestora de desenvolvimento rural da Agraer, Jovelina Maria de Oliveira, salienta que ainda não há um levantamento oficial, mas o clima visto ao longo deste ano afetou o volume produzido. “A informação advinda dos apicultores é de queda na produção do mel. Devido à seca na época da floração na época da safra.  A estimativa é de perda de produção em torno de 20%“.

O apoio do Governo do Estado é fundamental para o fortalecimento desta atividade. “A Semagro, por intermédio da Câmara Setorial da Apicultura está formulando um plano estadual para o desenvolvimento da atividade no Estado. Já a Agraer trabalha inclusive com projetos bancários para custeio e investimentos”.

Essa diminuição da produção é confirmada pelo apicultor campo-grandense, Adriano Adames de Souza. “O meu ano de 2020 se igualou a 2019 devido à oferta e demanda, este ano eu tive uma produtividade baixa, mas excelente preço, ano passado foi o contrário”, afirmando que haverá um equilíbrio nas contas.

Adames acrescenta que atividade é sua principal fonte de renda. “Não tenho ainda a certificação do mel orgânico, mas estou vendo a viabilidade. Atualmente, comercializando de duas maneiras, primeiro no mercado interno, com o mel que eu mesmo envaso e depois por duas exportadores. Minha produção é de 30 toneladas ao ano, além de uma pequena produção de rainha”.

De acordo com os dados do IBGE, a produção de mel em 2019  no Estado atingiu 973,6 toneladas, sendo o 11º no ranking nacional. Os municípios com maior produção de mel são: Três Lagoas, Brasilândia, Angélica, Dourados e Jaraguari.

“Eu acredito na apicultura que é a minha principal. Sempre acreditei e me profissionalizei. Antes eu era pecuarista e há mais de 25 anos invisto na atividade”, declara Adames.

Ana Brito, Subcom 

Foto em destaque: Ascom Famasul 

 

Apicultura em MS recebe capacitação da Agraer Foto: Ascom/Famasul

 

 

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