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Agesul atua na manutenção permanente de estradas e pontes no Pantanal

02 abril 2021 - 08h42Silvio Andrade - Portal do Governo de MS

Ao concluir em cinco anos um pacote de obras no valor de R$ 70 milhões, proporcionando bem-estar aos corumbaenses com a garantia de água potável em todas as regiões de Corumbá, a Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul) investe mais R$ 15 milhões no município com foco na ampliação da rede de esgotamento sanitário. Até 2022, o compromisso da empresa com o município somará um volume de R$ 90,5 milhões.

A ampliação e modernização da rede de água e esgoto, será, com toda certeza, um dos maiores legados que o governo de Reinaldo Azambuja deixará para a Capital do Pantanal. A melhoria do sistema de captação, tratamento e distribuição de água, e a construção de novos reservatórios e estações elevatórias, eliminaram um drama vivido pelos moradores por décadas: a água chegava nas torneiras das casas em conta-gotas.

Abastecimento garantido

Nos últimos anos, mais de quatro mil famílias receberam ligações domiciliares de tratamento de esgoto, nos bairros Centro América, Popular Nova, Popular Velha, Nova Corumbá, Cristo Redentor, Monte Castelo e Nossa Senhora de Fátima. Na atualidade, o Governo do Estado prioriza a implantação de rede para beneficiar 100 famílias dos três núcleos do Cravo Vermelho, uma das comunidades mais populosas da cidade.

O conjunto de benefícios à população corumbaense incluem ampliação da capacidade de produção e duplicação da adutora de água bruta (captada do Rio Paraguai), implantação das adutoras de elevação e melhoria da Estação de Tratamento de Água (ETA), situada na sede da regional da empresa. Obras vitais que hoje garantem distribuição uniforme e sem interrupção no sistema de abastecimento de água, seja na área central ou na parte alta (morraria).

 

A melhoria dos serviços, segundo o presidente da Sanesul, Walter Carneiro Junior, soluciona definitivamente um dos maiores problemas de Corumbá: a falta de água nos domicílios. Ele destacou a confiança do município e o apoio dos vereadores na renovação do contrato de concessão da água e esgoto, por mais 30 anos, e adiantou que a meta da Sanesul para os próximos anos é universalizar o sistema de esgotamento sanitário na cidade.

Obras beneficiam distritos

Os investimentos da Sanesul, incluindo todas as obras executadas no atual governo, somam mais de R$ 70 milhões, beneficiando os bairros da parte alta Guató, Corumbella, Centro América, Popular Nova, Popular Velha, Nova Corumbá, Cristo Redentor, Monte Castelo e Nossa Senhora de Fátima. Inclui também o distrito de Albuquerque, onde a empresa de saneamento executou e entregou o moderno sistema de tratamento de osmose reserva.

 

Foi ainda construído um novo reservatório no Bairro Guatós (parte alta) que atende a princípio o Conjunto Habitacional Flamboyant 1, 2 e 3 e Corumbella II, com capacidade de armazenamento de 500 mil litros de água tratada. Essa obra foi executada com recursos próprios da Sanesul. A distribuição de água potável também chega ao distrito de Porto Esperança, onde está sendo construída uma estação de tratamento.

Maior desafio: solo rochoso

No segundo semestre de 2020, a Sanesul deu início aos projetos de ampliação do sistema de coleta de esgoto de Corumbá, com recursos (R$ 14 milhões) próprios da empresa e Orçamento Geral da União. Os bairros contemplados são: Santos Dumond, Aeroporto, Universitário (Vila Mamona), Cristo Redentor, Conjunto Cravo Vermelho e a região do Centro, totalizando 20 mil metros de rede e 1.200 ligações. Uma estação elevatória está em construção no Aeroporto.

A implantação de redes de água e esgoto tem um dos custos mais elevados em Corumbá devido ao solo rochoso, exigindo processo de detonação. Em algumas situações, como no bairro Cravo Vermelho, os operários enfrentam ainda as áreas alagadas devido aos minadouros naturais na área urbana. O pacote de obras ainda prevê a construção de dolfins para proteger os pilares da estrutura de captação de água bruta, em frente ao porto-geral da cidade.

As principais vias de escoamento de produção e de acesso aos atrativos de turismo no Pantanal de Corumbá estão recebendo manutenção do Estado, por meio da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos). O tráfego em boas estradas também auxilia os produtores na retirada do gado de áreas da planície (baixas) que foram inundadas ou podem receber água dos afluentes do Rio Paraguai.

“Não deveremos ter uma cheia este ano, mas em caso de inundações repentinas temos a segurança de sair rapidamente com os animais em caminhões das fazendas, reduzindo custos e tempo ao colocar a boiada a pé”, disse Luciano Leite, presidente do Sindicato Rural de Corumbá, município com o segundo maior rebanho (1,9 milhão de cabeças) do Brasil.

A presença permanente dos maquinários e operários ao longo da malha viária pantaneira, segundo o dirigente ruralista, também beneficiará a próxima campanha de vacinação contra a aftosa, em maio, que culmina com o desmame dos bezerros e sua comercialização ao mercado de engorda e corte. “O governo implantou desvios nas pontes queimadas, isso nos dá mobilidade e segurança”, destaca.

Pesca e ecoturismo

Para o turismo, em tempos difíceis com a pandemia do coronavírus, o acesso às pousadas e aos pesqueiros situados ao longo da Estrada-Parque (MS-184 e MS-228) garante o fluxo de visitantes e a manutenção da atividade. “A logística sempre foi nossa maior dificuldade, mas agora temos estradas e pontes conservadas”, atesta o empresário João Venturini, dono da Pousada São João

A facilidade de chegar aos atrativos tem amenizado os impactos econômicos, segundo o trade turísticos da região, com a queda acentuada do fluxo de turistas de natureza e de pesca. No Porto da Manga e no Passo do Lontra, às margens dos rios Paraguai e Miranda, hotéis e pesqueiros estão recebendo clientes que chegam em carros de passeio. As pousadas continuam operando normalmente com ecoturismo.

“Reduzimos nossas reservas em 30%, selecionando aqueles grupos em família, de pessoas que estão isoladas, muitas na área rural, e se cuidando. Temos recebido muitos grupos do interior do Estado”, informa João Venturini, um dos pioneiros da Estrada-Parque. “Também começamos a receber estrangeiros que residem no Brasil, mas não em grupos, e vamos nos mantendo esperando a vacina.”

Serviços continuam

A Agesul concluiu o serviço de manutenção em 90 km da Estrada-Parque, trecho que recebe maior tráfego de caminhões boiadeiros, principalmente na última semana do mês, quando ocorre o maior leilão pantaneiro, com a comercialização de cinco mil animais. Os últimos 30 km, do Morro Grande (MS-228) ao Lampião Aceso (BR-262), estão na programação de recuperação para o mês de abril.

O regional da Agesul em Corumbá, Luís Mário Anache, informou que nesta semana os serviços foram retomados em 38 km da MS-432, entre o Morro Grande (MS-228) e a BR-262, passando pelo distrito de Albuquerque, região de turismo de pesca. Outra equipe contratada pela agência opera na MS-195 e, na sequência, fará o restauro de 75 km da MS-325, ambas no Pantanal do Nabileque, e da MS-428 (Codrasa, em Ladário).

O serviço de manutenção e cascalhamento das estradas estaduais inclui as centenas de pontes de madeira que auxiliam na vazão das águas. Nos trechos onde as travessias foram interrompidas devido a queima das estruturas durante os incêndios no Pantanal, no ano passado, a Agesul vem dando atenção especial aos desvios, especialmente nas MS-423, MS-195 e MS-184, onde o fogo destruiu 15 pontes.

 

 

 

 

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