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Acusada de compra de votos prefeita é cassada e inelegível por oito anos

24 abril 2017 - 18h38Topmidianews

A Justiça Eleitoral da 4ª Zona Eleitoral cassou, nesta segunda-feira (24),  os mandatos da prefeita de Fátima do Sul, Ilda Machado (PR), e do vice, Altair Vieira de Albuquerque (PR), por compra de votos nas eleições de 2016. Em uma das ocasiões,  a candidata aparece em um vídeo  retirando dinheiro de dentro do sutiã dela para pagar o eleitor. 

A decisão é da juiza eleitoral Rosângela Alves de Lima Fávero. Segundo o processo, além da prefeita e o vice, foram condenados Juliano Carvalho Leite e Aline Pereira da Silva, que de acordo com o Ministério Público Eleitoral atuavam como cabos eleitorais de Ilda Machado e ofereciam dinheiro vantagens para votar na chapa dela.

Em um dos trechos do processo, o MPE relata que Juliano abordava eleitores nas ruas e pedia que estes escrevessem cartas para a então candidata Ilda Machado com suas solicitações. Depois, a própria Ilda entregava aos potenciais eleitores o pedido que eles haviam feito. Aline, esposa de Juliano, atuava no esquema também fazendo entrega de medicamentos aos eleitores.

Em uma das ocasiões, um homem identificado como Gleisson Passos de Miranda pediu dinheiro e medicamentos para Ilda Machado. Além de gravações em vídeo, nos autos constam também registro dos bilhetes que eram encaminhados para a candidata por meio do cabo eleitoral Juliano. Um deles diz: ''Oi, meu nome é Gleisson Passos de Miranda, trabalho na Passarela queria ver com a senhora se tinha a possibilidade de arrumar o documento pra mim trezendos reais aqui em casa é '22 na cabeça' preciso do carro a minha mãe é doente tenho que ir para Dourados direto se você me arrumar agradeço, Deus abençoe até a vitoria...''.

Conforme  a magistrada, não restou dúvidas quanto a ciência de Ilda Machado e seu vice sobre a atuação dos 'cabos eleitorais', visto que Fátima do Sul é uma cidade pequena. Ela também relata o temor de um dos eleitores que foram testemunhas no caso, visto que Ilda Machado e sua família detém poder e influência na região.

Em sua defesa, a prefeita Ilda Machado destacou que o vídeo em que aparece tirando dinheiro de uma peça íntima e entregando ao eleitor é fruto de armação da coligação adversária. Porém, a Justiça enviou o material para perícia e nada foi de irregular foi constatado. Ela alega também que os bilhetes eram cadastros de pessoas para encaminhamento ao serviço social da cidade

Conforme o despacho da juiza, Ilda e Altair foram multados em dez mil Ufir's, têm seus diplomas cassados com efeito automático da inelegibilidade por oito anos, além da anulação dos votos. Para os demais condenados, a multa foi de dois mil Ufir's, além de inelegibilidade por oito anos.

2ª cassação

Ilda Machado e o vice já haviam sido cassados, pela mesma juíza em novembro do ano passado.

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