Projeto da Energisa, reconhecido nacionalmente, beneficia quase 3 mil famílias no Pantanal com energia solar.
(Foto: Divulgação)
O projeto Ilumina Pantanal, que levou eletricidade limpa a regiões isoladas do Mato Grosso do Sul, voltou a ser destaque nacional. Durante o I Congresso Brasileiro de Minas e Energia, realizado em Brasília nos dias 22 e 23 de setembro, a Energisa Mato Grosso do Sul recebeu o Prêmio de Energias Renováveis, concedido pelo Centro de Estudos de Energia da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O diretor-presidente da Energisa, Paulo Roberto dos Santos, destacou os impactos do projeto. “Na semana passada tive a oportunidade de estar com a minha equipe na região da Barra do São Lourenço, onde pudemos vislumbrar uma mudança muito positiva para as comunidades. Encontramos adolescentes estudando em um laboratório de informática, com ventiladores e em um ambiente confortável. Tudo isso só foi possível com a chegada da energia elétrica, algo que nos enche os olhos e o coração, por saber que fazemos parte dessa história”, afirmou.
Para Rosimeire Costa, presidente do Concen-MS (Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energisa MS), o prêmio é a confirmação do impacto do projeto. “A gente acompanhou cada etapa. Foi um investimento alto, que envolveu recursos de Pesquisa e Desenvolvimento, custeados pelo consumidor, e exigiu quase sete anos de testes. Vários modelos de baterias foram avaliados até se chegar à tecnologia de lítio, que acabou se mostrando viável. A Energisa solicitou autorização à Aneel para utilizar essa modelagem, até então inédita, e hoje vemos o resultado: um projeto premiado, que se tornou referência nacional e internacional.”
Iniciado em 2020, o Ilumina Pantanal envolveu R$ 210 milhões e beneficiou 2.975 famílias em áreas ribeirinhas e indígenas. Foram instalados sistemas solares com baterias de lítio, capazes de garantir até 48 horas de energia sem sol, protegendo o bioma pantaneiro e reduzindo emissões de carbono.
Comunidades ribeirinhas do Pantanal recebem energia limpa graças ao projeto Ilumina Pantanal. Foto: Wander FariaOs números mostram resultados significativos: 180 toneladas de CO evitadas por ano, seis escolas atendidas, mais de 300 crianças beneficiadas e 650 geladeiras distribuídas pelo Programa de Eficiência Energética. O projeto já havia conquistado reconhecimento internacional em 2021, com o Solar & Storage Live Awards na categoria Inovação e Geração Solar.
Desde 2018, o Concen-MS atuou para reduzir o impacto tarifário do projeto junto ao Ministério de Minas e Energia e à Aneel, garantindo que parte dos custos fosse coberta pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).
“Sempre trabalhamos para que o impacto na tarifa fosse o menor possível. O resultado é um modelo que garantiu dignidade às famílias pantaneiras e que se mostrou economicamente viável para o conjunto dos consumidores”, explica Rosimeire Costa, lembrando momentos-chave, como a conclusão da primeira fase em Corumbá e a ligação da milésima unidade consumidora.
O sucesso do Ilumina Pantanal inspirou projetos semelhantes em outros estados, como Acre e Amazonas, utilizando a mesma tecnologia de armazenamento em baterias de lítio. “Ver esse modelo sendo aplicado em outras regiões do Brasil é motivo de orgulho. O Ilumina Pantanal provou que é possível conciliar sustentabilidade, inovação tecnológica e justiça social. É um projeto que nasceu no coração do Pantanal, mas que hoje ilumina caminhos para todo o país”, conclui Rosimeire.*Com informações da Assessoria.
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