Protetores de Animais consideram a castração essencial e uma questão de saúde pública.
(Foto: Bruno Rezende)
Dois importantes anúncios para a causa animal em Mato Grosso do Sul foi anunciada pelo governador Eduardo Riedel no sábado, 10 de agosto, durante o Festival Vida Animal, na Esplanada Ferroviária em Campo Grande.
O primeiro deles se trata da participação efetiva dos Protetores de animais no Programa Estadual de Políticas de Proteção Animal. A outra, é sobre o inicio da Caravana de Castração, prevista iniciar as atividades a partir de novembro deste ano. A castração é uma medida importante para o controle de natalidade de cães e gatos, além da redução da população de rua animal no estado. Riedel agradeceu ao trabalho social dos protetores.
“Quero agradecer a mobilização de vocês porque a sociedade começa a perceber as suas atitudes em relação a alguma causa a partir do momento que existe mobilização, reivindicação, visibilidade. Por isso estamos aqui”, declarou Riedel.
A presidente da Associação dos Protetores de Animais, Sônia Palhano, destacou a união de esforços. “O governo estendendo a mão e nós estendendo a mão para caminharmos juntos pelos animais”, comemorou.
Mais um avanço nas medidas de um Estado que já é o primeiro do Centro-Oeste a ter um setor para trabalhar por políticas públicas de bem-estar animal. O que reflete o compromisso com a causa.
“Agora nós vamos poder primeiramente entender quantos protetores temos em Mato Grosso do Sul. Qual a necessidade deles. A gente quer entender o cenário e gerir. Teremos o cadastro, vão poder ter acesso à Caravana da Castração e a outros benefícios”, afirmou Carlos Eduardo Rodrigues, superintendente de Políticas Integradas de Proteção da Vida Animal, pertencente à Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura).
A Caravana da Castração vai passar pelos 79 municípios de Mato Grosso do Sul com objetivo de castrar, medicar e microchipar 21 mil animais no estado.
Medida é considerada essencial pelos defensores dos animais. “Recebo muitas ligações de protetoras do interior porque não existe castração gratuita lá, é caríssimo, as pessoas não têm condições de castrar. Existe proliferação de gatinhos e cachorros nas ruas. A população às vezes de um município é maior de animais domésticos que a população humana”, relata Sônia Palhano.
Protetores comemoraram os anúncios proferidos pelo governo. Foto: Bruno Rezende Outras partes do País vivem a mesma realidade. “Tem estimativa que são hoje 33 milhões de animais nas ruas do Brasil em situação de abandono. Por isso investir em programas de manejo populacional ético de cães e gatos é o caminho para que a gente dê uma resposta efetiva do Estado para fazer este controle e tirar das ruas estes animais”, disse Vanessa Negrini, diretora do Departamento de Proteção, Defesa e Direitos dos Animais do Ministério do Meio Ambiente.
“É uma questão de saúde pública, 75% das doenças infecciosas emergentes são de origem animal, então nós temos que nos preocupar com este controle da população e com o combate aos maus tratos”, complementou Marcelo Miranda, titular da Setesc. *Informações da Comunicação do Governo do MS.
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