De acordo com o comunicado divulgado nas redes sociais da pousada, uma área de 80% já foi queimada na propriedade.
(Foto: Reprodução/Instagram/Instituto Arara Azul)
O Refúgio Ecológico Caiman, pousada de luxo e sede de projetos de conservação animal localizada em meio ao Pantanal de Mato Grosso do Sul, teve 80% da área queimada por incêndios. A perda foi confirmada em comunicado divulgado nesta terça-feira, 07 de agosto, nas redes sociais da pousada.
Por causa disso, a entrada de turistas foi suspensa por dois meses. A previsão de reabertura é 29 setembro. Enquanto isso, biólogos, cientistas e outros especialistas vão trabalhar na recuperação dos estragos.
Dois dos projetos de conservação sediados também divulgaram estar enfrentando perdas inestimáveis. Aves monitoradas pelo Instituto Arara Azul e onças-pintadas monitoradas pelo Onçafari foram afetadas. Também nas redes sociais, ambos pedem doações para reerguer suas bases e curar os animais feridos.
"Chove por lá hoje (08), mas ainda existem focos de calor que poderão se reacender, caso o tempo seco, a baixa umidade relativa do ar e altas temperaturas voltem a se combinar". Foi o que explicou quanto ao comportamento do fogo no bioma o subcomandante do Corpo de Bombeiros, Adriano Rampazo, no último boletim em vídeo transmitido pelo Governo de Mato Grosso do Sul sobre o cenário atual dos incêndios.
Caminhão
A Caiman registrou dois incêndios este ano, ainda segundo o comunicado. O primeiro foi em julho. O segundo, começou em 1º de agosto.
O último foi o pior já registrado e teve origem na Nhecolândia, em Corumbá, quando um caminhão atolou na areia e pegou fogo. Impulsionadas por condições meteorológicas e climáticas, as chamas percorreram mais de 200 quilômetros, até chegar em Miranda, onde fica a pousada.
Infelizmente, apesar dos inúmeros esforços que temos feito aqui na Caiman para evitá-los, no último final de semana uma queimada sem precedentes atingiu a nossa fazenda e outras propriedades vizinhas. Este episódio de força avassaladora, somado a um incêndio ocorrido em julho, resultou na queima de pelo menos 80% da nossa área, uma verdadeira calamidade", registra o comunicado.
As equipes do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) e Força Nacional, além de brigadas privadas contratadas pela pousada, tentaram, mas não conseguiram deter os incêndios.
Em 2019
A propriedade já havia perdido área para o fogo em 2019. O impacto foi menor que o atual. Na época, 35 mil hectares foram assolados.
"A pausa, para nós, é uma oportunidade de melhorar, relembrar o sonho que nos trouxe até aqui e reafirmar nosso compromisso com a conservação. Foi assim no incêndio de 2019, na pandemia e em outras ocasiões", diz o post.
Receba as notícias no seu Whatsapp. Clique aqui para seguir o Canal do Capital do Pantanal.
Leia Também
Carro boliviano capota na fronteira e motorista é socorrida por populares
Ponte sobre o Rio Paraguai tem tráfego interrompido neste fim de semana
Exército realiza programação especial em Corumbá em homenagem ao Dia do Soldado
Corumbá terá fim de semana ensolarado e sem previsão de chuva
Movimento de capoeira trava coluna de professor na Praça do Cravo
Caminhão-baú sai da pista e tomba em ribanceira de 10 metros na BR-262
Sexta-feira com amanhecer ameno e elevação gradual de temperatura em Corumbá e Ladário
Como o Copy Trading com Robôs Pode Simplificar Sua Jornada no Trading
Quinta-feira amanhece gelada em Corumbá e Ladário