A arte chama a atenção para a emergência vivida no bioma e busca ajuda no combate.
(Foto: Divulgação/Moinho Cultural)
Com marcadores que apontam quase 1 milhão de hectares atingidos pelo fogo, o Pantanal pede socorro. Em pouco mais de três meses, a tragédia já se compara aos incêndios que atingiram o bioma em 2020, e é dentro deste cenário que o Instituto Moinho Cultural Sul-Americano segue na tentativa de voltar às atenções para a região, por meio da arte. Bailarinos da Cia de Dança do Pantanal estarão no Rio de Janeiro com o espetáculo Guadakan.
Apoiado pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, o espetáculo será apresentado no Salão de Turismo, em evento gratuito previsto para acontecer no Riocentro, entre os dias 08 e 11 de agosto. O evento está em sua 8ª edição e tem expectativa de reunir mais de 50 mil pessoas.
Narrando a necessidade de preservação do Pantanal e toda a sua biodiversidade, principalmente agora, com a emergência climática que põe suas diversas espécies em risco de ameaça, o espetáculo “Guadakan” é concebido a partir de um mito indígena Guató, uma etnia estabelecida na fronteira do Brasil com a Bolívia.
Sob a trilha sonora executada pela OCAMP (Orquestra de Câmara do Pantanal), a montagem de cena faz uma viagem às origens dos povos do Pantanal, buscando a sabedoria dessa ancestralidade que atravessa gerações para revelar alertas.
A indicação da Cia de Dança do Pantanal para o Salão de Turismo é o resultado de uma ação conjunta entre o Sesc e a Fundação de Turismo do Estado, e dá a oportunidade de levar o “Guadakan” para fora do centro-oeste, fazendo com que mais olhares estejam voltados à situação enfrentada pelo Pantanal, acendendo a possibilidade de ajuda, além do combate efetivo de diversas instituições, como o PrevFogo, Corpo de Bombeiros, Exército e militares enviados pela Força Nacional que atuam no combate às chamas no Pantanal.
O evento gratuito acontece no Rio de Janeiro a partir de 8 de agosto. Foto: Divulgação/Moinho CulturalO assunto casa com o tema discutido nesta edição do Salão de Turismo, que tem foco na sustentabilidade, mirando a COP30, que acontecerá no próximo ano, em Belém do Pará. Nos debates, o evento quer levantar práticas sustentáveis no ramo, e apresentará uma gama de produtos e atrações turísticas brasileiras.
Turnê Guadakan
O espetáculo, adaptado para ser apresentado em formato de turnê, já foi visto por mais de 4 mil pessoas em cidades como Corumbá, Campo Grande, Dourados e Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.
Aberto ao público, sua rota mais recente foi São Paulo capital, no mês de junho. Na ocasião, o espetáculo reuniu cerca de 300 pessoas no Teatro CEU Vila Alpina, entre influentes e jovens que foram convidados a conhecer um pouco mais sobre a história do bioma.
Além da apresentação, os bailarinos da Cia. de Dança do Pantanal participaram de um intercâmbio com o Ballet Paraisópolis, fundado em 2012, na zona sul de São Paulo.
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