Comparação nas imagem revelam seca extrema no Corixo Gonçalino, em Porto Morrinho, no Pantanal de Corumbá (MS).
(Foto: Enviadas ao Capital do Pantanal)
A área do Corixo, braço do rio Paraguai, na região de Porto Morrinho, em Corumbá (MS) enfrenta extrema seca e um grave quadro de assoreamento. Além das consequências ao Meio Ambiente, ribeirinhos e empresários do ramo hoteleiro enfrentam prejuízos e dificuldades.
Sem água encanada na região, eles precisam se deslocar por 2 km até o rio para abastecer reservatórios que atendem o uso do dia a dia. Quando a necessidade é por água potável, o trajeto é ainda maior, cerca de 35 km até a área do Menk, na BR 262, de onde transportam água em containers de mil litros, utilizando carretinhas engatadas em carros.
Cíntia, proprietária da pousada Sonho Meu na região, no km 707 da BR 262, relata os prejuízos e as dificuldades de manter as atividades do negócio, que devido a falta de navegabilidade, enfrenta cancelamentos de reservas com frequência. Ela diz que não há condições de comprar carros pipa para manter o abastecimento, e por isso, precisam buscar água por conta própria no Menk.
"Misericórdia! Não temos água nem para o próprio consumo, nos sentimos esquecidos. Os turistas cancelam as reservas porque não há água para navegação. Já tentamos tantas vezes, mas até hoje, nenhum órgão se movimentou para resolver a situação".
Cíntia diz que o assoreamento do Corixo teve inicio ainda durante a construção da ponte sobre o rio Paraguai, porém a piora foi em 2020, com o aumento do tráfego das barcaças de minério nas águas baixas do rio. Ela diz que a grande movimentação levantava a areia do fundo do rio para as margens, causando o assoreamento.
Onde tinha água, hoje só tem vegetação e as casas flutuantes têm a estrutura revelada . Foto: Enviada ao Capital do Pantanal"O Corixo é vida para o povo ribeirinho, fazendas e pousadas, nós clamamos por ajuda. Alguma atitude precisa ser tomada para devolver a dignidade de quem mora aqui", diz a empresária.
Fotos enviadas por Cíntia revelam a triste transformação do lugar. Onde era preenchido por água em abundância, hoje deixam à mostra as estruturas de habitações suspensas, que ficavam sobre as águas. O Capital do Pantanal fez contato com o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e aguarda por resposta.
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