Caso recente aconteceu na última quarta-feira (06), em Corumbá, onde quatro alunos agredirem estudante de 17 anos na saída da escola.
(Foto: Reprodução de vídeo)
Tráfico de drogas, seguido por roubo e furto de veículos são casos de atos infracionais graves cometidos por adolescentes registrados na Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude), porém outro tipo de ocorrência tem lotado "a mesa" dos delagados, são os delitos ocorridos em escolas, como difamação, injúria, ameaça e vias de fato. “Tudo o que você imaginar”, disse a delegada Daniella Kades, titular da delegacia em Campo Grande.
Na última quarta-feira (06), por exemplo, estudante de 17 anos foi agredido por quatro alunos na saída da Escola Estadual Maria Leite, em Corumbá, no cruzamento da Rua Geraldino Martins de Barros e Avenida Porto Carrero. O menino agredido disse que o desentendimento começou na escola quando o autor o viu conversando com a ex-namorada dele.
Segundo a delegada, os casos que chegam à delegacia são encaminhados pela escola ou pelos pais. O carro chefe são os delitos escolares ocorridos dentro da escola ou fora, mas que tem relação com alguma intriga iniciada no ambiente escolar. “Isso é natural, porque o adolescente começa as relações interpessoais na escola. Ele sai do ambiente de casa e o primeiro contato que ele tem com pessoas adversa à família é a escola, onde encontra pessoas diferentes e tem que respeitar o limite do próximo”, disse.
Na quinta-feira (07), adolescente que não teve a idade divulgada causou pânico em uma escola pública da cidade de Terenos, depois de levar arma de brinquedo e munição para ameaçar duas colegas, dizendo a uma delas que a mandaria “para o inferno”. A arma e a munição estavam escondidas na mochila dele. Indagado, o garoto disse que levou a arma porque estava sendo ameaçado por outros alunos. O menor de idade, junto da mãe, foi levado para a delegacia de Polícia Civil.
Dados do FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública) em anuário divulgado ontem (07), mostram que Mato Grosso do Sul é um dos sete estados que mais registraram discriminação contra algum integrante da comunidade escolar. Distrito Federal e Santa Catarina lideram os casos. “Aquele adolescente que não aprendeu a ter limite em casa, vai ter dificuldade para conviver com os outros dentro do ambiente escolar. É o jovem vivendo em sociedade. É natural que as intrigas e os problemas comecem a se desenvolver na escola”, destacou. Com informações do CG News.
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