Ferramenta está disponível por meio de aplicativo nas escolas que estaduais que já dispõem do sistema de monitoramento.
(Bruno Rezende)
Desde o fatídico episódio na creche em Blumenau (SP), no dia 5 de abril, quando quatro crianças foram mortas e cinco ficaram feridas em invasão armada, o país têm vivido amedrontado por ameaças de novos ataques que são divulgados através das redes sociais, até o momento todos falsos. Em Mato Grosso do Sul, a sensação de pânico não é diferente, pais e responsáveis mandam os filhos para a escola na esperança diária de que voltarão com vida.
Em Corumbá, na última semana, uma mulher de 35 anos, foi conduzida para a Delegacia de Polícia Civil por divulgar uma falsa invasão na escola municipal Almirante Tamandaré. Ela responderá criminalmente por espalhar o medo na cidade em publicação falsa no Facebook.
Para conter o surgimento de novas notícias falsas, o governo do estado montou um novo plano de segurança para as escolas estaduais, com uma série de medidas aos alunos e profissionais da educação, entre eles, um "botão de alerta”, que poderá ser acionado por aplicativo pelos funcionários da escola em caso de emergência, com tempo de resposta de até 10 minutos para chegada de equipes à unidade.
Conhecido também como “botão do pânico”, a ferramenta está disponível por meio de aplicativo em todas as escolas estaduais que já dispõe do sistema de monitoramento. O diretor, professor ou funcionário da unidade poderá acioná-lo nas opções de registrar uma ocorrência ou em caso de emergência, em contato direto com o COSI (Centro de Operações de Segurança Integrado), que tem sua sede em Campo Grande.
Vicente Lopes, gerente geral do COSI, explicou que assim que a escola entra no sistema de monitoramento, já tem acesso a esta opção via aplicativo, que pode ser disponibilizado no smartphone até dos funcionários terceirizados que trabalham na unidade. “São mais pessoas que podem nos avisar em caso de emergência”.
Ele destacou que assim que a Central de Monitoramento for acionada será feita a avaliação se segue para escola a equipe de atendimento móvel do Cosi, com funcionários em todo Estado. Se houver necessidade já seguem com aparato policial. “Chegaremos ao local de 5 a 10 minutos, dependendo da ocorrência a polícia também vai unidade”.
Atualmente o sistema de monitoramento por câmeras (com botão de alerta) estão presentes em 255 escolas estaduais, e chegarão até o final do mês a 298 das 348 unidades da Rede Estadual. Vai faltar apenas as escolas que estão em aldeias ou na área rural, que em função do sinal dispõe de mais dificuldades para implantação do modelo.
Tecnologia e segurança
Para o governador Eduardo Riedel a tecnologia e o serviço de inteligência precisam ser usados de forma ampla para levar segurança aos estudantes e profissionais. “Este monitoramento vem acompanhado pela possibilidade de uma resposta em tempo real. O botão do pânico é um instrumento que pode ser acionado pelo diretor, professor e funcionários, quando a situação foge do seu controle”.
Governador destaca que a Central de Monitoramento dispõe de equipes 24 horas por dia. Foto: Bruno RezendeRiedel lembra que em muitos casos a própria Central de Monitoramento vai identificar esta ocorrência, antes de ser acionada pela escola. “Dispõe de profissionais fazendo esta vigilância em tempo real, com equipes 24 horas por dia fazendo esta avaliação”, completou.
O secretário de Educação, Hélio Daher, destacou que este acompanhamento em tempo real transmite segurança para as escolas da Rede Estadual. “Hoje temos a tranquilidade de em tempo real acompanhar as escolas e saber que naquele momento ela está segura, porque o COSI nos dá essa garantia. Além disso, qualquer intercorrência que a escola emite, imediatamente a gente pode agir com os órgãos de segurança”.
Em atividade desde o ano passado, o Centro de Monitoramento conta com 10 salas e 240 funcionários. Este acompanhamento das escolas é feito em quatro turnos. Em caso de incidentes, o tempo de resposta é de 5 a 10 minutos, com equipes de motos e veículos. Cada escola que dispõe do sistema tem de 2 a 8 câmeras, de acordo com o tamanho da unidade.
Haverá a inclusão de novas câmeras nas escolas, que serão posicionadas na entrada das unidades, voltadas para o controle da circulação das pessoas na porta da escola.
* Com informações do Portal de Notícias do Estado
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